DEIXE O SEU COMENTÁRIO

segunda-feira, 27 de abril de 2015

NÃO VISTE AINDA ESTE VIDEO?

                 
VIDEO DE MÚSICA E PUBLICIDADE DE I984

Quem não se lembra disto?... Com certeza os mais novos não...



                    

sábado, 11 de abril de 2015

N-30 MUSEU DAS MINAS DE ARGOSELO


Quando um tempo acaba, outro começa…

Nesse começo cheio de nostalgia, restam as memórias, todas elas expostas com a dignidade merecida no Museu dedicado às Minas e Gentes de Argoselo.
Esperamos que a partir de agora não vivamos só de memórias, e que cada Argoselense possa contribuir dentro das suas possibilidades para um futuro melhor a favor da nossa tão querida Vila de Argoselo.

Uma comunidade vale sempre mais pelo que consegue…

Ilídio Bartolomeu 

 
           

sexta-feira, 10 de abril de 2015

N-18 CENTRO INTERPRETATIVO DAS MINAS DE ARGOSELO



Partindo da cidade de Bragança deve seguir na direção de Argoselo, ao lá chegar, passar pelas bombas de gasolina, a cerca de 600 metros existe uma tabuleta com a indicação de Minas de Argoselo. Á sua direita há uma estrada e segue por essa encosta. Vai encontrar um primeiro aglomerado de casas, antigas instalações mineiras, uma escombreira toda arrasada, e mais ao lado o sítio onde se encontravam as antigas lavarias onde era tratado o minério e todas as instalações que faziam parte da exploração mineira.
Hoje é uma mistura de paisagem natural, com os restos de algumas partes significativas de peças que sobressaem nesse sítio e estimulam a curiosidade dos visitantes, que certamente vão querer parar e tirar fotografias à paisagem e maquinas que nos revelam um pouco da história destas Minas.
Este local, que complementa o Centro Interpretativo das Minas de Argoselo, situado junto à Rotunda do Calvário à saída da Vila, pretende-se que brevemente estejam ligados através de uma nova estrada o que irá facilitar esta visita à história das Minas de Argoselo.
A história da mina de Argoselo remonta aos princípios do século XX.
A partir de 1913, estas Minas foram exploradas por uma empresa Estrangeira. Esta exploração durou até 1986. Pode-se considerar que o apogeu das minas foi durante a segunda guerra mundial, em que a procura do Volfrâmio era grande devido à sua utilidade como endurecedor de ligas metálicas para a construção de armas. Dai para cá a sua importância veio a diminuir, porém, mais recentemente com a crise do volfrâmio, as minas ganharam novo alento com o aparecimento do Estanho.
Mas a utilidade do volfrâmio não se resumia só à indústria de armamento. Uma das suas utilizações mais nobres é na indústria elétrica. Os filamentos das lâmpadas que nos iluminam são de Volfrâmio. A extração do Estanho com maior relevância, vem mais tarde ao ponto da empresa construir fornos elétricos para a sua fundição.
As Minas de Argoselo a par de Neves-Corvo e Panasqueira, estas últimas ainda em laboração eram as três principais produtoras de concentrados de Cassiterite em Portugal.
Desde o seculo passado as Minas de Argoselo eram exploradas, no entanto só a partir dos anos 50 é que adquiriam aspetos industriais modernos. 250 Trabalhadores eram responsáveis pela exploração de 200 toneladas de Volfrâmio e Estanho. Todo o processo de exploração começava a cerca de 180 metros de profundidade, de seguida na lavaria dava-se à separação dos minérios dos esteres. Terminado todo o trabalho realizado na lavaria com a separação do Volfrâmio e Cassiterite, eram transportados para a fundição, onde dois fornos elétricos com temperaturas médias de 600 graus centigrados, a Cassiterite era transformada em lingotes de estanho. Ficava assim concluído um processo iniciado a 180 metros de profundidade envolvendo a extração anual de 550 toneladas de tornam, que no final rendiam 200 toneladas de Volfrâmio e Estanho.
O Estanho era consumido no mercado interno, o País tinha ainda de importar cerca de 300 toneladas anualmente. Até aos anos 70 as Minas tinham viabilidade, no entanto no início da década de 80 iniciou-se a sua decadência com o despedimento progressivo dos trabalhadores e atraso de ordenados.
 Neste período não foram tomadas as medidas de apoio reclamadas pelos patrões e trabalhadores, o que levou ao encerramento das Minas. O que também levou muita gente de Argoselo a virar-se para a emigração dando-se a desertificação da Aldeia o que se tem vindo a agravar até aos dias de hoje. Isto levou ao fecho faseado de alguns serviços socias e empresas de alumínios, construção civil entre outras.
A exploração das minas teve uma grande importância social e económica para Argoselo, fazendo movimentar a economia da Aldeia que nessa altura tinha grande movimento e progresso.
Torna-se assim evidente que a história das Minas está intimamente ligada à história da Vila. Tem assim todo o fundamento a abertura de um museu dedicado a esse tempo para memória futura.


Ilídio Bartolomeu