DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Mostrar mensagens com a etiqueta Opiniões e Artigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Opiniões e Artigos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de abril de 2019

A FEIRA DA ROSQUILHA NA VILA DE ARGOSELO


Argoselo, até aos anos 60, era a Terra das Maiores Feiras de multiculturalidades que ocorriam no Concelho de Vimioso.
Muito me honra saber que a Feira da Rosquilha veio para ficar e, já lá vão 18 anos, para preencher uma lacuna, do qual os Argoselenses desperdiçaram.
Coincidindo com a proximidade das Festas da Pascoa, a diversidade marca esta Vila de Argoselo.
Nos próximos dias, 6 e 7 de abril, realiza-se a Feira da Rosquilha onde há 18 anos com a participação de vários expositores mostram os produtos e sabores de Argoselo e concelho, nomeadamente azeite, mel, enchidos, frutícolas, cutelaria e artesanato, sendo a marca em destaque a Rosquilha. Também não falta muita animação onde faz parte do programa a música tradicional, folclore e bandas de música.
Com a realização desta feira durante dois dias, segundo a Junta de Freguesia pretende dar visibilidade e gerar oportunidades de negócios para os produtores agrícolas e artesãos locais e da região, possibilitando, desta forma o desenvolvimento do setor primário e, simultaneamente, promover os seus produtos. Este objetivo é dar vida à nossa Vila e gerar mais-valias para a comercialização dos seus produtos.
A Feira da Rosquilha da Vila de Argoselo é a maior feira de que vai ocorrer no dia, 6 e 7 de abril 2019 no concelho de Vimioso. Uma plataforma de excelência para a promoção da Identidade e desenvolvimento do território ao nível económico, cultural e turístico.
Apoia o desenvolvimento regional e as culturas locais, através de várias vertentes do nosso Património Cultural Material e Imaterial: artesanato, gastronomia, recursos naturais, atividades culturais e turísticas, entre outras, procurando evidenciar as micro, pequenas e médias empresas existentes na Vila de Argoselo,
Entidades e organismos oficiais, ligados a estes projetos visam a promoção e divulgação do Território, bem como a venda dos nossos Produtos
Ilidio Bartolomeu

domingo, 31 de março de 2019

SEMPRE HÁ UM TEMPO PARA RECOMEÇAR …


Tudo na vida tem a sua escolha. Não podemos ter tudo o que queremos, mas podemos fazer as escolhas certas nos momentos certos. E para que isso aconteça amigos argoselenses, é necessário muito ânimo.
Quem disse que escolher é fácil? Quem disse que faremos a escolha certa?
Como ter a certeza do nosso futuro que é tão incerto? O melhor lugar para as nossas respostas está no nosso coração quando estamos para tomar uma decisão que não queremos, ficamos logo aflitos.
É como permanecer uma doença por causas passadas. É como aceitar um emprego mesmo achando que não gostamos, por não haver outra opção, ou mesmo realmente sem ter a certeza do que queremos. Enfim é como querermos comer um bom naco de carne e não ter apetite.

A vida é simples, quem complica somos nós. Queremos tudo para “ontem” e, quando esse “ontem” não acontece, não compreendemos e ficamos desesperados. Nesses momentos, não adianta a fé que pensamos ter. Sempre nos esquecemos que aquilo que julgamos ser importante; planos e projetos que nos apregoam, mais tarde sempre nos bate à porta qualquer coisa que nos impeça de os concretizar.
Quando chegar o dia que tivermos coragem de deixarmos o egoísmo e entregarmos a nossa vontade de nos unirmos por causas comuns, tudo passa a dar certo e talvez as coisas comecem a acontecer…
Por vezes somos impulsivos, cabeças duras e até mesmo um pouco arrogantes, e por isso mesmo acaba-se por magoar as pessoas que gostamos, porque as ideias, sonhos e esperanças crescem em nós e depois são esmagados pelos idiotas que sempre arranjam opiniões e argumentos para justificar estupidez que baste para continuarem do mesmo modo. Embora se ache que a estupidez é quase sempre um impulso de que muitas vezes os idiotas se arrependem.

 Já a inteligência...ou se tem, ou não se tem. E não há impulso que ofereça inteligência a essas pessoas. A estupidez nunca é positiva. Pode ser uma pessoa verdadeira, sincera e até ser dura sem precisar ser estúpida, sabendo conversar procurando um diálogo sério, cordial e construtivo.
 A estupidez humana tem várias facetas, uma delas é alguém querer discutir, usando sempre os mesmos argumentos, sobre algo que não possui nenhum conhecimento. “Na cabeça destas pessoas, a estupidez é sempre dos outros; deles, jamais.”
 Sei que por vezes sou frio e não me entendam mal quando o sou, simplesmente descarrego todas as minhas frustrações por não estar mais perto da minha terra, de quem eu realmente gosto. Mas também tenho de espairecer, não posso ficar num canto a apodrecer.

Agora sou como uma criança, não consigo andar sozinho, mas apesar desta e doutras limitações, procurarei saber como as coisas andam por Argoselo.
Por favor entendam que se vocês ficarem tristes eu também ficarei, mas mesmo assim, peço-vos por tudo que vos é mais sagrado, revejam outra maneira de ver a VILA DE ARGOSELO, não a deixem acorrentada, quando o que realmente precisa é correr atrás do atraso a que a têm submetido…

Todos os argoselenses, que já não somos muitos, pela nossa querida Vila de 
Argoselo…

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

QUANDO AS SAUDADES SUFOCAM…

É durante o dia e na escuridão do silêncio da noite que algo fica diferente em mim. É algo que se vai instalando aos poucos, tirando-me toda a minha vontade pela escrita. O meu isolamento do computador vai ficando cada vez mais distante. Na minha cabeça gira um tornado de pensamentos: as mãos tremem, a garganta fica seca e a voz enfraquecida.
Sinto aquelas pequenas gotas a formarem-se nos meus olhos, eu sei que elas querem sair, que elas querem deslizar pelo meu rosto. Tento prendê-las, tento fugir, tento de tudo, para escrever, mas sei que não consigo esquecer. As saudades apertam, Terra que me viste nascer.

Eu sei que tento ser forte, não quero sair como vencido, não quero ser dominado pela fraqueza e pela tristeza, porém, todo esse esforço não é suficiente, as saudades são mais fortes do que eu, as lágrimas são lâminas que cortam os meus olhos e um manto negro envolve-se em mim e a melancolia abraça-me. Quero libertar-me, quero gritar, mas a única coisa que consigo fazer é lembrar-me de ti e chorar.

 Quando as saudades apertam, tudo fica mais cinzento, o mundo desaba e o coração estreita. Amanhã tudo vai passar, mas o tempo é lento e a vida tem gosto em me torturar. Mas há algo que não tem faltado em mim todos os dias, de querer continuar a mandar mensagens.

As saudades mais dolorosas são aquelas que não podemos matar, aquelas que ficam a doer no peito, carrego-as todo o dia, elas tentam sair da minha mente, mas, não têm como sair quando estou sozinho, dia após dia com este aperto no coração que cada vez vai aumentando, vai crescendo e asfixiando.

Talvez um dia esqueça estes maus momentos. Talvez um dia acorde com um enorme sorriso e com uma onda de felicidade a percorrer as tuas ruas. Um dia, em que me sentirei completamente libertado desta dor em que deixarei o passado no seu devido lugar e sentir aquela vontade de viver o futuro.

Pela noite dentro fecho os olhos e viajo no passado, viajo para aqueles momentos que tanto quero e gosto, viajo para de novo começar a escrever, mergulhado no sonho em busca de calma e tentar apaziguar esta dor de saudades… a sonhar com a terra que me viu nascer e crescer, ao abrigo da terra que escolhi para viver. Por essa razão escolhi esta – Estoril, para escrever com alegria e não com lágrimas nos olhos. Não é preciso atravessar montanhas e oceanos para chegar à terra em que nasci e cresci, pois ela está dentro de mim.
 Saudades sim, muitas saudades!...

Todas as terras são lindas e espetaculares, desde que as amemos de forma intensa e incondicional.


Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 30 de outubro de 2018

AOS MEUS LEITORES PRÓXIMOS OU DISTANTES!


Olhar para a frente e imaginar o desconhecido é algo que provoca diversas e diferentes reações nas pessoas. Umas olham com grandes expectativas, pois os sonhos também são grandes e os projetos de vidas são construídos num curto espaço de tempo entre o presente e o futuro. Outras olham amedrontadas, pois apesar de também terem projetos de vidas construídos, não sabem ao certo o que o futuro vos reserva. Dizem que o futuro a Deus pertence, mas temos certeza do que nos espera um dia. Apesar disso é angustiante as incertezas e as surpresas que ele nos reserva, dá até um arrepio na barriga. Mas é esse medo que tanto incomoda.
A vida é uma luta. É uma luta pela sobrevivência. Neste nosso mundo arrítmico, viver é uma arte e como tal imprimimos os personagens que farão parte da nossa obra e pode ser que em vários momentos da vida teremos que trocar de personagem para uma nova realidade. Viver é um jogo. Um jogo que o resultado tem e deve ser a vitória, não há outra maneira, pois do contrário não sobreviveremos.

Durante todo o tempo em que vivemos factos e acontecimentos sucedem no tempo fazendo com que mudanças na vida ocorram, tanto para melhor, quanto para pior. O medo do futuro é aceitar que não sabemos o que nos espera. Esse não saber é o terror que assombra e nos perturba. O medo do futuro é aceitar que a nossa área de conforto está sempre a um passo de ser destruída, já que viver é lutar. Crescer é tornar-se independente e por assim ser, naturalmente cada qual constrói para si um projeto para o futuro e isso muda completamente a nossa vida. Essa mudança também é medo do futuro.
Não temos como fugir dele porque um dia ele nos alcançará. O melhor que se tem a fazer é viver o presente como se fosse o melhor dos futuros para que lá de longe, possamos olhar para traz e ao invés de reviver o medo, possamos viver uma deliciosa nostalgia de ter bem vivido a vida, com as pessoas que um dia partirão antes de nós. O medo do futuro é não viver o presente.

É vital sempre termos algum objetivo na vida.  É nessa vontade de lutar, de viver, que existe a verdadeira felicidade.  É nessa capacidade de aceitar tudo o que de bom e de ruim a vida nos oferece, que se pode dizer: sou feliz, principalmente, adquirindo a certeza de que as coisas que nos acontecem, obedecem a diretrizes de Alguém Superior, é que se consegue realmente ver o que poderá ser a felicidade em cujo encalço estamos.
Desde de abril 2000, há 18 anos, publico os meus textos no BLOGUE SÃO BARTOLOMEU FREIXAGOSA. É um blogue voltado “AO MEU, AO NOSSO  ARGOSELO E AO MUNDO”, não só para amigos conhecidos e publico que nem sei quem lê. Já escrevi várias crônicas e artigos, tenho um índice global de leituras bastante aceitáveis, até podem não ser grande coisa, mas está ótimo para mim. Resolvi hoje, fazer um levantamento dos assuntos que mais despertaram o interesse dos leitores a partir dos títulos das publicações.

Continuo a acreditar que a leitura e a escrita facilitam as relações, humanas, estimulam a autoestima desanuviam as dores de cabeça e ainda põem as pessoas no processo do estudo e do preparo para enfrentar os grandes desafios do trabalho e da sobrevivência que possam vir.
A leitura deve ser uma atividade de prazer e não apenas uma obrigação pela necessidade do saber.
Aprender e espalhar conhecimento é um processo estimulante, capaz de propiciar grande satisfação pessoal. Não considero os meus textos como inacabados. Classifico todos num processo de eterna incompletude. Sempre haverá lacunas a serem preenchidas pelos leitores.
Foram temas bem diferentes e não sei exatamente o que pensar, salvo que o público é supremo para definir os seus interesses e que nem sempre os meus textos têm significativo acolhimento por parte de algumas pessoas que nem um bom título necessariamente impressionará e as cativa.

A interação literária não é fácil. Como não estou à procura de quantidade ou sucesso, fui fazendo o que podia, mas sinto-me feliz com o que consigo, apesar das minhas habilitações literárias não passarem da quarta classe, mas, seja como for creio que não ter desapontado os leitores.
Ler e escrever é um exercício fascinante que me aproxima da língua e me afasta das banalidades do mundo contemporâneo. É a minha liberdade e a minha resistência.
Caros leitores, eu completei 18 anos por aqui. Não sou muito popular, em questão de escrita. Os meus leitores são essencialmente os argoselenses residentes no País e os que estão espalhados por todo o mundo. Porém, foram todos vocês que me motivaram a escrever dia após dia. Não corri atrás de ser o primeiro a ser colocado numa possível lista daqueles que escrevem sobre Argoselo. Estou, porém, feliz, quando apenas os leitores se apresentam para ler e comentar os meus textos. Na verdade, escrevia para me libertar de mim mesmo.

Meus amigos leitores próximos e distantes, por motivos de força maior estas minhas crónicas e artigos chegaram por agora ao fim. Obrigado a todos aqueles que os prestigiaram.

Se eu disse algo ou fiz alguma coisa que lesasse alguém durante este percurso, do fundo do meu coração, perdoem-me. Errar é humano, assumir o erro é caráter.

Abraços amigos leitores. Até sempre...


Ilídio Bartolomeu



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

NÃO HÁ PESSOAS PERFEITAS…



Ninguém é perfeito, mas há pessoas que se aproveitam desse aforismo e tornam-se dificílimas de lidar. São ignorantes ou marretas, que podem tirar qualquer um do sério no âmbito das relações do trabalho, da família, da política, da religião ou em outras situações. Aprender a lidar com elas é um desafio ao nosso equilíbrio emocional.
O conceito de marrento é análogo ao de ignorante, podemos usar para indicar pessoas que gostam de gabar-se das suas habilidades, cheias de argumentações sem vínculos, possuídas, astutas e influentes. Mas os ignorantes, na maioria das vezes, apresentam um temperamento difícil, conhecidos como “cabeças-duras. ”

Existem vários exemplos, que estão em todas as partes, nos mandões irresponsáveis que não respeitam os demais, nos intriguistas e nos ludibria_ dores, que no dia-a-dia assistimos a manifestarem desrespeito pelas  ideologias dos outros.
Os indivíduos ignorantes também não desconhecem tudo, mas diante do seu obscurantismo, posicionam-se de modo agressivo em relação aos outros. Eles estão em prontos para desferir palavras insensatas, pois raramente pensam antes de falar, melindrando os que estão à sua volta. Nas redes sociais são raivosos ou brincalhões virtuais.

O modo de lidar com os ignorantes torna-se mais fácil quando toca a indivíduos desconhecidos, porém é difícil quando se trata de lidar com seres humanos conhecidos. No fundo, essas pessoas sentem-se superiores e por isso, elas têm dificuldades de se relacionarem de forma explicativa e educada. Porque existe circunstâncias onde não há argumentos possíveis, uma vez que os ignorantes não fazem questão de esclarecer nada de concreto.
 “Alguém diz num post do facebook, (Argoselo que Futuro); que em Argoselo, há muitos projetos para executar, a “ulos digo eu”? pois bem; se algum projeto há para ARGOSELO, só se for para inovar as COROAS DE FLORES, que a Câmara de Vimioso gentilmente vai depositar nas campas dos defuntos, e que alguém recomenda para mudar de modelo, porque o atual está gasto que até os próprios defuntos estão cheios dele.”


 Agora os vivos, ao que parece continuam a gostar muito destes projetos… mas porque será? Será que os argoselenses estão a ver aquilo que eu não vi até com óculos? Ou tantas vezes um qualquer ignorante diz uma mentira que se torna verdade? “Confesso que é de bradar aos céus” Agora com pessoas responsáveis, até que acreditaria!... Não em muitos, mas alguns… sim…
 “Mas se os Argoselenses preferem acalmar as suas indignações e convidá-los a não serem ignorantes inflexíveis e ingratos, em razão de que não têm consciência de que são… então bem podem esperar sentados”…

Ilídio Bartolomeu  

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

SENSO, PROXIMIDADE E HARMONIA…


Por mais crível mesmo, é que já tenha vindo aperceber por várias vezes, que o leitor saiba das minhas convicções pelo “valor do local”. Inúmeras vezes e com vários propósitos aqui o tenha escrito. Na verdade, acredito que a “Nossa Terra”, os seus recursos e patrimónios, é o melhor que cada um tem além da família e amigos que, curiosamente, também devem ser incluídos nesta mais-valia local. Quanto afirmo e reafirmo esta ideia, convém deixar muito claro que ela não deve ser confundida com o lugar comum “pensar e agir local”. Pelo contrário, esta ideia tem contribuído para desmascarar a coisa, isto é, o dito, cada vez mais intocável e inexistente, pois só serve para ir aguentando um modelo a todos os níveis absurdo e insustentável. Por muitas habilidades que se possam fazer, dá uma enorme ajuda, todos compreendemos que esta “verdade” em que temos vivido tende rapidamente para o fim.

O conjunto de crises, moral, social, económica, financeira e outros, que nos têm batido à porta, anunciam-no inequivocamente. Embora com erros ortográficos, já aqui escrevi alguma coisa sobre o incontornável decrescimento da Vila de Argoselo. Será mesmo possível acreditar num crescimento ao longo dos próximos anos? Como? Tenho duvidas. Este é o “milagre”, pois perde-se a noção dos limites. A realidade vai-nos obrigar, mesmo que alguns (muito poucos) dos confortavelmente sentados neste “modelo ” o não querer a mudar de vida por razões óbvias. É aqui que vamos voltar a ter que contar com o que “temos à mão”, isto é, com os recursos e saberes locais. Para além do imaginável, o mais provável é termos que recordar muito do que, entretanto, fomos esquecendo, sem sabermos hoje de forma clara o que isto significa.

 Parece-me certo e seguro que quem souber viver e tirar partido da terra, em todos os seus sentidos e valores, vai ser rico. Estes serão os verdadeiros novos-ricos. Vamos voltar a sentir melhor as estações do ano e a fazer contas à maior ou menor quantidade das coisas disponíveis para os diferentes usos. Embora possa parecer, este não é um discurso retrógrado e obtuso, é antes a realidade que nos está a bater à porta. Dizer que vivemos numa Terra onde todos dizem à boca cheia têm muito dinheiro, não pode ultrapassar a capacidade de reabilitação do diálogo. É algo demasiado óbvio para ser ignorado por mais tempo. Por esta e outras, que daqui decorrem, convido o governo local a pensar, cada vez mais, numa palavra que é a solução para muitas das crises que atualmente assolam a Vila de Argoselo, a proximidade. Redes de partilha de recursos e saberes próximos são no que nos devemos focar de forma a assegurar um futuro possível.

 Numa lenta agonia, o modelo atual vai debater-se acenando com palavras vans  e magia de que isto tudo se vai resolvendo. Sem extremar o discurso o caminho tem de ser o da suficiência local, apesar de tudo o que de duro e até má memória, esta expressão possa ter.

 Felizes aqueles, quanto mais depressa e sem demora, decidam por uma outra solução que mais interesse os objetivos da Vila de Argoselo e a de todos Argoselenses…

Seria bom se assim fosse possível!...  Já…

Ilídio Bartolomeu

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A VERDADE PURA E DURA…


Como todos sabemos, existe no Concelho de Vimioso políticos oportunistas por todas as aldeias. Infelizmente. Essa deformação do caráter humano causa profundas mágoas e ressentimentos em todos nós; afinal, o oportunista é uma espécie de traidor da nossa boa-fé, confiança, e factos que por vezes só descobrimos muito tempo depois. Embora o oportunismo esteja por toda parte, há uma área em que ele fica mais evidenciado, neste caso refiro-me à prática dos políticos do nosso Concelho. Há políticos que não pensam nem duas vezes para mudar de partido, obviamente para atender aos seus interesses mais imediatos, digamos. E o programa do antigo partido que ele jurava defender e cumprir? E os seus eleitores que, esperançosos, confiavam nele, votando e elegendo-o quando ele ainda defendia os ideais do outro partido? Sem a menor cerimônia, tudo isso será simplesmente mandado às favas no primeiro momento em que o político oportunista vislumbra uma nova situação que melhor satisfaça os seus interesses, nem sempre confessáveis.

Nesse campo, o oportunismo não fica só nisso, não. Existe uma espécie muito comum de político que, ao se candidatar, vira outra pessoa de uma hora para a outra, passa a cumprimentar: conhecidos, desconhecida toda agente, interessa-se pelos problemas das pessoas mais simples, dedica atenção a todos, sejam ricos ou pobres, olha nos olhos e procura transmitir franqueza e sinceridade, etc. Pessoas de costumes fechados, algumas até arrogantes e antipáticas, como num consentimento de mágica, quando se candidatam, transformam-se em simpáticas e atenciosas figuras, acessíveis a todos. Mas, que ninguém se engane; passada a eleição, tudo voltará ao normal. Principalmente diante de uma derrota, o lobo rapidamente tira a pele de cordeiro e volta ao seu estado de natureza. A providência seguinte é desaparecer das ruas e praças, pois agora ele não terá mais de se dar ao trabalho de cumprimentar as pessoas do povo. Em seguida, dá adeus aos sorrisos simpáticos, fingir tentar esquecer tudo o que foi dito e prometido no período de campanha eleitoral. Aí está o retrato acabado do mais puro e deslavado oportunismo político, infelizmente muito comum neste Concelho de Vimioso.

Quando essas pessoas estão no poder, o oportunismo expressa-se sob diversas modalidades. A primeira delas é a farra da divisão dos cargos públicos, onde o que menos conta é a competência de quem será nomeado. Os cargos e as funções serão ocupados de acordo com os mais baixos interesses partidário que, depois de vencida a corrida eleitoral, estão ansiosos pelo poder. E, nessa azáfama, os oportunistas não se fazem de desentendidos; ao contrário, adotam uma postura agressiva e partem para cima do bolo, para garantir logo a sua fatia. Algumas vezes, não há cargos suficientes para acomodar toda a gente. Nessas horas, o que fazer, então? Simples: criam-se mais um cargo, somente para atender aos objetivos eleitoreiro e saciar o apetite do falso aliado.
Enquanto isso, o interesse do povo ficará relegado às moscas, até que aconteça nova campanha eleitoral, em que o oportunismo de plantão fará com que as esperanças (do povo e destes polítiqueiros!) sejam renovadas, com as conhecidas promessas que eles bem sabem, mas que nunca sairão do papel. Como o povo, além de boa-fé, tem a memória curta, muitos oportunistas voltarão e, com um discurso recauchutado, repetirão a cantilena do velho roteiro previamente traçado, em que a ordem é transmitir sinceridade, esperança, prometer progresso, geração de empregos, boas escolas, saúde, etc. O político oportunista é como se fosse um deus da mitologia greco-romana que tinha duas caras: uma que olhava para frente e outra para trás. Aqui no Concelho de Vimioso, como sempre, inovamos em matéria de esperteza, os nossos políticos oportunistas que não são mais que um “simples” Janus, pois têm várias caras. O pior de tudo é que, quase todas essas caras, além de serem de madeira, são cínicas e nenhuma delas tem sequer um resquício de vergonha. Lamentavelmente, muitas dessas pessoas passam uma vida inteira representando, traindo a fé dos povos do Concelho de Vimioso, sendo eleitas e reeleitas… E então em Argoselo é por demais!... é impressão com  que fico...

Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 4 de setembro de 2018

JOVENS, QUE FUTURO QUEREM PARA A VOSSA TERRA?


Gente que ainda tem que vir e possa reunir uns jovens, que tenham estudos (educação) claro, das mais diversas vertentes educacionais, humanas ou biológicas, pode conversar e anotar os pontos principais da conversação em tópicos e veja o que é a prioridade para o Concelho de Vimioso, que seja interessante para a sociedade de forma humana, não egoísta, mesmo que o egoísmo seja uma característica humana, pelo menos façam uma reforma bem estruturada.
Falando concretamente, Argoselo está Velho e só esses jovens podem ser capazes de dar um futuro. Deixar o futuro nas mãos deles, é claro com alguma supervisão, não venham eles também a descambar porque jovens sem maturidade para resolver inúmeras coisas, só com o tempo e experiência de vida serão capaz de fazer. E porque acredito que a inocência desses prováveis jovens, que não tiveram ainda tempo de se corromper, haverá muita coisa que precisam mudar, por exemplo: serem capaz que muita gente seja mudada de mentalidade.

Os gritos de indignação seletiva, que abafaram o debate de ideias nos últimos tempos, tanto no âmbito da política formal, quanto no espaço das redes sociais, poderiam dar a falsa impressão de que somos incapazes de estabelecer um diálogo qualificado e construtivo. Isso não é verdade. O Concelho de Vimioso dispõe de gente preocupada com os rumos, que ele leva, quando há pessoas com ideias e projetos que podem colocá-lo nos eixos. Sem milagres, com propostas concretas, elaboradas a partir de experiência e estudos. E mais ainda, sem palavras de ordem. Sem ofender os que pensam de modo diferente. Esta vontade reúne algumas pessoas para tratar de áreas fundamentais para o interesse do Concelho. São especialistas e intelectuais de alto nível, com bons propósitos, detentores de senso de responsabilidade com relação aos caminhos que nosso Concelho pode e deve trilhar, e que oferecem aqui sugestões sólidas para o “futuro que queremos”. Um livro para todos aqueles que acreditam que é possível.

Incentivando ações destinadas a ajudar as pessoas e as aldeias a avançarem em direção a uma economia mais suscetível de criar mais empregos, gerar maior prosperidade, reduzir a pobreza e assegurar que todos possamos viver em comunidades dignas e seguras, melhorando a forma como gerimos os desafios do desenvolvimento sustentável a nível do nosso Concelho.
A iniciativa "O futuro que queremos" utilizará tecnologias de comunicação modernas, designadamente os meios de comunicação social e a Internet, para promover a participação de pessoas de todo o Concelho num diálogo sobre o tipo de futuro que desejaríamos para a Vila de Vimioso e neste caso também a Vila de Argoselo, Aldeias e Bairros. Mas é necessário todas as pessoas saberem, também, o que desejam aqueles que não têm acesso à Internet.

Os promotores para o diálogo da iniciativa "O futuro que queremos" contém sugestões sobre a forma de levar às pessoas de todas as idades e de todo o Concelho a participarem neste diálogo usando as ferramentas de que dispõem. Enviem as vossas ideias sobre aquilo que o futuro poderá ser na vossa Aldeia mais sustentável, especialmente no vosso caso e no caso da vossa família e vizinhos. Sejam realistas quanto aos problemas que estão a enfrentar e têm de superar. Mas também demonstrem esperança e uma atitude positiva e construtiva  enviem-nas para Rede Atalaia no Facebook

As ideias podem ser apenas vossas ou surgir no contexto de projetos realizados, reuniões comunitárias, grupos sociais ou inquéritos informais à vossa comunidade. A decisão é sempre vossa. 
 Imaginem que, em 2025, a vossa comunidade, Aldeia ou Bairro é o sítio onde desejam continuar a viver ou onde a vossa família deseja estar a viver. Que aspeto tem? O que está a vossa comunidade a fazer para lidar com questões como a água, a energia, o saneamento, o emprego, a saúde pública e a segurança? A vossa comunidade reflete a vossa cultura, os vossos valores e as vossas tradições. Não tem necessariamente o aspeto que têm hoje outas comunidades de outras Regiões do Pais. A vossa é única e especial no vosso sítio em que vivem com a vossa família.

Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 28 de agosto de 2018

EM DEFESA DO PATRIMÓIO CULTURAL DE ARGOSELO!

Com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a preservação e reconhecimento do património Histórico e Cultural de Argoselo, realizou-se no dia 25 de agosto mais uma Festa da Amizade, iniciativa de há alguns anos das gentes do Bairro de Baixo.
É importante valorizar a Cultura de um Povo. Vou dar neste texto especial destaque ao Património Cultura de Argoselo, passado e presente.
Património cultural, é um instrumento inovador da maior importância, onde há três ou quatro anos pela primeira vez se reconhece que o Património Cultural é uma realidade, envolvendo tradições, cultura e costumes da Nossa Terra, através das gentes do Bairro de Baixo, que não querem esquecer da memória os Usos passados dos seus familiares.
Segundo esta gente diz: é que as diversidades culturais que lhes deixaram devem ser preservadas, respeitadas em harmonização com todos os que se revem neles. E se falarmos de um património comum argoselense como realidade a proteger, a verdade também é que estamos perante uma construção inédita em Argoselo.

O Património Cultural é um conjunto de bens, materiais e imateriais, que são considerados de interesse público e coletivo, relevantes para a perpetuação no tempo. O património faz-nos viajar pelo passado, recordando-o; constitui uma manifestação, um testemunho, uma invocação, uma convocatória do passado. Tem, portanto, a função de relembrar acontecimentos mais importantes da vida de Argoselo; daí a relação com o conceito de memória social.
Por isso, a cultura ganha uma nova importância na vida de Argoselo contemporâneo. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento o atraso, é a cultura e a exigência; numa palavra, a capacidade de não esquecer, mas sim de compreender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas em Argoselo centradas no Património Histórico, por contraponto à criação atual. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que em Agoselo praticamente não há uma simbiose de influências entre o poder local e o povo, de diversas épocas, aliando Património material e imaterial e herança.

Uma das preocupações passadas dos argoselenses, deveriam ter procedido à preservação do seu Património Cultural e memória social, com vista à construção da identidade do Povo. Compete-nos a todos nós agora salvaguardar o património coletivo, sendo também agentes ativos na construção do saber, registando as nossas tradições individuais e familiares, em prol da geração vindoura. O que fazemos no nosso presente deve ser efetivamente inscrito para mais tarde ser relembrado. Sabendo a nossa cultura, compreenderemos a importância de mantê-la viva na memória, protegê-la e valorizá-la, como forma de preservar o que somos, as nossas características, a nossa identidade. A identidade implica um sentimento de pertença a um determinado grupo étnico, cultural, religioso, de acordo com a perceção da diferença e da semelhança entre o “eu” e o “outro”, “nós” e os “outros”.
Em defesa do Património Histórico-Cultural de Argoselo, o Sr. Nuno Granjo, ofereceu uma casa antiga graciosamente ao abrigo de um protocolo com a Câmara Municipal de Vimioso, que amavelmente se dispôs ajudar a reconstrui-la, para que os associados tenham uma sede que é tão necessária e desejada. Assim estes promotores do Património-Cultural, passam a ter um espaço próprio para as reuniões dos seus corpos diretivos e para guardar o seu próprio espólio, que tem ficado ano apôs ano, arrumado num espaço cedido pelos Próprios.

Esta sede será “sobretudo um espaço de trabalho”, explicando que servirá para reuniões, pequenos eventos e palestras, ou ações de formação. Até agora os eventos têm sido organizados pelos associados no Largo do Sagrado onde há capacidade para acolher a muita gente que assiste ao espetáculo. Também como novidade, fica o facto dos defensores do património argoselense estarem a preparar para formar uma Associação para que legalmente possa fazer-se assinaturas de protocolos com a Junta de Freguesia e a Câmara de Vimioso. É claro que tudo isto precisa de um percurso!
“A ação destes associados sempre tem sido muito centrada no Bairro de Baixo, onde não falta património para estudar e defender, mas há muito trabalho para fazer em toda a freguesia, que tem um passado que é preciso estudar, conhecer e pensar em recupera-lo, que por ignorância ou por economicismo deixaram-no soterrar ”. Sei que Isto está no vosso horizonte, desenvolver uma exigência para que este vasto património que os vossos antepassados deixaram, seja possível pô-lo à vista de todos. Vocês sabem muito bem do que estou a falar. Por isso, quando Associação, mais que ninguém têm o dever de reclamar aquilo que vos dá direito. Os “Pelames são Património Cultural de um bem, material e imaterial, considerado relevante e de interesse público, podendo ser uma riqueza incalculável para a Vila de Argoselo”.
 A verdade é que estas pessoas não se cansam em relembrar as experiencias e ensinamentos dos seus Familiares, ao que estes também os querem transmitir aos seus filhos como legado. O facto de não terem tido até hoje sede, não tem sido impeditivo os associados de realizarem atividades deversicadas: exposições, fotografias, vídeos e teatro em cada ano, no dia da FESTA DA AMIZADE.

Certamente será uma referência para todos aqueles que pretendem preservar a memória desta tradição, em nome dos ideais e da identidade cultural. Agradecer é uma das coisas que acabam ficando esquecidas no decorrer do dia-a-dia. Pode ser por um simples favor ou por uma grande atitude, mas o agradecimento nunca deve ser esquecido. Assim, endereço esta mensagem de agradecimento a todos vocês mas, deixem-me dar um agradecimento especial ao meu grande amigo Nuno Granjo o convite que me endereçou em nome de todos vós; fico muito grato, como devem saber a minha mobilidade não me permitia estar presente. Esta minha mensagem pode ser uma forma simples de vos dar algum alento para “criardes em Argoselo, por exemplo, formarem a Associação Cultural do Peliqueiro ”.

A identidade de um povo está na sua cultura. Podemos entender como tudo aquilo que é construído pelo ser humano. Inclui os mitos, símbolos, ritos, todas as crenças, todo o conjunto de conhecimentos e todo o comportamento etc. Portanto, conhecer e valorizar a nossa cultura Argoselense, são autoafirmações do que somos!...
 “A alma de um povo é a sua cultura que todos devemos manter”…
Os meus parabéns e o meu muito obrigado e continuem, porque estão no bom caminho…


Ilídio Bartolomeu




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

AUTORITARISMO E ARROGANTES?


A arrogância vem do orgulho exacerbado, que é observada por meio da altivez no tratamento com as pessoas. Normalmente o olhar e o tom de voz denunciam a arrogância e prepotência daquele que se utiliza do poder para sobressair ou para fazer valer a sua vontade de baixa estima. Porque tanto a arrogância quanto a prepotência pode ter a mesma proveniência: desrespeito por todas as pessoas e por si mesmo.
Muitos de nós temos uma imagem bem real de algumas experiências passadas, de pessoas bem nossas conhecidas prepotentes e arrogantes, que podem ter deixado marcas negativas na sua autoestima e inteligência, de modo a duvidarem de si mesmas sem saberem se agiam bem ou mal perante os seus concidadãos. Esta prepotência e arrogância sabiam que lhes causavam sentimentos de menos valia, rejeição, tristeza e angústia por parte da população. Mas como as pessoas reconheciam que era muito perigoso lidar com eles, as pessoas escolhiam por ficar à defesa inconscientemente para bem delas.
Os arrogantes afastam as pessoas para quem tem baixa estima, e este distanciamento consideram-no como positivo, porque traz a ilusão de que, à distância, as pessoas nunca entenderão o que eles tanto escondem.

Por meio deste texto, será possível refletir e opinar sobre problemas que envolvem o conceito “autoritarismo” trazendo a tona questões como: “eu posso quero e mando” Será que as consciências destas novas gerações estão interessadas em prosseguirem estes ensinamentos dos autoritários absolutistas ou congénitas? Ao analisar estas questões estaremos, ao mesmo tempo, numa problemática relacionada à possibilidade ou não de continuarmos com a mesma mentalidade que existia nas gerações mais velhas, que se tem transportado para esta nova sociedade Argoseleira, que preferem continuar a comportarem-se da mesma forma:  “Que mais dá nuns dias do que noutros.”  Mas, o pior é que toda a gente concorda e fica caladinha como nada tivesse acontecido! “Lá vai mais uma, se está bom para eles, para nós Povo também está bom demais”.

 Vamos por hipótese que alguém quisesse fazer uma boa obra (Centro de Saúde) aí estariam prontinhas na ponta da língua uma chuva de cobras e lagartos de criticas antecipadas: e interrogavam-se? “Mas para que é isto se nem médicos têm para vir para cá”? É esta a mentalidade quase de todos os Argoselenses que se deixam ir pelos “autoritários” que nem refletem a péssima imagem que adoram passar da Vila de Argoselo  a quem nos quer visitar, porque  nunca sabem se este ou aquele evento se vai realizar-se nos dias habituais durante anos. É triste e muito penalizante para a imagem que fica de Argoselo e da população, ou então nem fazem a pequena ideia do que pode causar à Vila, todo o concelho vai troçar dos argoselenses. Olhem com olhos de ver para Carção e Santulhão, esses sim… promovem a imagem da sua Terra… todos remam unidos para o mesmo lado! Aqui! só se cada argoselense estivesse a 100  milhas distantes uns dos outros, aí não faltariam elogios entre eles: é boa pessoa. O cerne da questão é só porque não estão juntos.
 Deixem-se das quezílias, do autoritarismo e da arrogância de impor seja lá o que for aos outros, sejam tolerantes com todos os eventos instituídos que devem sempre ser acatados. Os responsáveis que nos representam, se é que há, se não há, devia haver, eram eles que deviam terminar com situações que nada abona para o prestígio da Vila de Argoselo, muito menos dos próprios representantes da instituição Freguesia. Mas como também não dão exemplo algum quanto ao dia da Rosquilha, um ano é numa data, o ano seguinte já é noutra e assim sucessivamente, vá-se lá saber porquê? Se forem perguntar, a resposta deve ser mais ou menos esta: o Rancho e os Bombeiros de Vimioso não estão disponíveis para o dia, tal… o mesmo é dizer; tudo depende da Câmara de Vimioso. Ora se é assim, onde está o exemplo destes senhores que podem dar aos seus eleitores pelo menos e aqueles que não os elegeram.

 Mas também estes indivíduos da mordomia não têm autoridade nenhuma apesar de serem os responsáveis pelas Festas 2018 . “Não é por daca aquela palha” que entendem neste caso mudar os dias, só porque têm um desconto em gastos nos conjuntos musicais. Se foi por isso, então durante o ano é que deveriam pensar em verificar quanto queriam gastar nas Festas, fazendo um orçamento prévio para depois não cair neste ridículo. Isto é um escândalo para Argoselo visto pelas pessoas de todo o Concelho… até se ficam a rir…
Todos sabemos que em Argoselo, tudo anda à deriva, ninguém sabe quem manda, quando já vimos vender a valeta da estrada principal nas quatro esquinas para acrescentar uma casa, já nada admira em Argoselo. Desta vez vem uns mordomos deu-lhe na telha e mudam as Festas para outros dias,  porque naturalmente que o desconto que o conjunto musical fazia dava jeito  para outras coisas mas, esqueceram-se que os descontos fazem-se na hora dos contratos e não à última hora.  Portanto Isto só pode ter uma classificação: UMA VERGONHA…

Todos sabemos que as Festas são de toda a população, sabemos também que todos devemos contribuir para elas, mas sabemos que só contribui quem quer. Por isso mesmo, os mordomos também não são obrigados a fazer as Festas. Agora quando aceitam dão a sua palavra, devem responsabilizar-se em realiza-las dentro do que ficou combinado entre todos. Sendo assim ficam sujeitos às despesas, sejam poucas ou muitas, sempre foi assim e nunca à espera que a “galinha ponha o ovo”.  Isto é, estar à esperar dos hipotéticos donativos voluntários do Povo. Cada um sabe da sua vida, Deus sabe a de todos!
O mundo celebra, todos os anos, o Dia da Tolerância, oportunidade para que cada pessoa reconheça a necessidade de vivenciá-la cotidianamente. A tolerância é um valor necessário para o equilíbrio da sociedade. Quando se desconsidera esse valor, cresce nos Argoselenses desumanidades e animosidades, os revanchismos e muitas outras ameaças às relações pessoais.

 Uma rigidez alicerçada na desconsideração de conceitos mora, na estreiteza de horizontes, na mediocridade e tem trazido impactos na dimensão relacional e tem gerado atrasos terríveis á Vila de Argoselo. Mata diálogos, tentam justificar autoritarismos, fomenta discriminações e permite que sejam erguidas as bandeiras da exclusão, da desconsideração culturais do Povo. É, assim, a base para preconceitos e abusos de poder, do “quero mando e posso” e quem perde é Argoselo!...
A evolução da tolerância, enquanto valor social, devia ser percebida a partir das reflexões pelas pessoas de Argoselo, que deveriam advertir a respeito da existência de uma quase prisão: que por muitas vezes, se enjaulam na própria opinião quando se encontram com alguém que pensa ser diferente.
Não há nada mais cativante do que tratar as pessoas da mesma maneira, educada e gentil. O que mais deve preocupar não é o grito dos “autoritários”, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons! Que preferem não dizer nada… “diz-se que água mole em pedra dura, tanto bate até que a fura” mas tenho algumas dúvidas quanto aos muitos argoselenses, furem as suas mentalidades, preferem continuar na ignorância.

Finalmente, as verdadeiras conquistas, são as únicas de que nunca nos arrependemos, aquelas que fazemos contra a ignorância.

Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O TEMPO É UM BEM TÃO PRECIOSO!...

Q TEMPO

Seria  bom sinal se o leitor tivesse tempo para ler este texto até ao fim…

Já se deve ter deparado com alguma destas confirmações de que, “hoje não tenho tempo,” hoje,” “o dia devia ter mais de 24 horas,” “ou o tempo é dinheiro,” e muitas outras parecidas.
Mas, porque estamos sempre a questionar o tempo? Na grande maioria das vezes reclamemos que não temos tempo para nada, até mesmo que o dia é curto, mas qual a real importância que damos para o tempo? A final quem determina o nosso tempo?

O tempo é o bem mais precioso do ser humano, é ele que dita como serão as coisas, por isso temos que ser o "Senhor do nosso Tempo" temos de o administrar com responsabilidade, não o podemos desperdiçar com coisas inúteis e sem propósito.
Como tudo, é preciso planear o tempo para que possa ser nosso aliado, para que  possamos usar esse bem valioso de forma eficaz, não devemos deixar as coisas importantes para depois, pois o tempo não vai parar, e segundo ninguém sabe o que vai acontecer.

Há que usar o tempo a nosso favor, usar o tempo de trabalho para trabalhar e desenvolver as atividades, o tempo de descanso, para descansar e curtir o lazer, o tempo com a família para se dedicar à família. Nós é que administramos o nosso tempo e portanto temos que usá-lo de forma responsável.
Não vale apena reclamar quando se tem trabalhos para executar, faça uma lista de prioridades diariamente para que o seu tempo seja útil e produtivo, não perca tempo protestando e sim ajudando a resolver as adversidades.

Uma das frases que ouvimos muito é "tempo é dinheiro” esta frase mostra-nos que, podemos considerar o tempo neste caso, um determinante para "ganhar" ou "perder" dinheiro. Para os investidores em aplicações a longo prazo, quanto mais tempo mais rendimento, quanto menos tempo maior o risco e a possibilidade de perder dinheiro, em ambos os casos, o determinante também é como administrar o tempo. A pergunta é: quanto tempo pode esperar por este dinheiro? ou preciso do dinheiro rápido? mas a questão aqui não é investimento e sim o "tempo", este está relacionado praticamente em tudo nas nossas vidas.
Tanto na família e na vida pessoal, usem o vosso tempo para estar com quem gostam e amam, divertindo-se, pois o tempo passa e o amanhã pode não existir. Não deixem as coisas para depois porque o tempo pode ser cruel, a oportunidade passa, mas o arrependimento não. A dor o tempo cura mas a culpa no tempo perdura, portanto, trabalhem com dedicação e responsabilidade sem restrição e com vivacidade.

O tempo é nosso aliado, mas também pode ser o maior pesadelo se não o utilizarmos da melhor forma, porque "o que é , já foi ", palavras ditas, atitudes incorretas, decisões tomadas já tiveram o seu impacto, mesmo que possam ser corrigidas e devem. O tempo é o maior bem, por isso procuremos utilizá-lo com consciência e responsabilidade, para que o amanhã seja melhor do que hoje e possamos superar o ontem. Cuidemos bem dele que com certeza colheremos os melhores resultados.
Tempo é a duração das coisas criadas pelo ser humano. É a ideia de presente, passado e futuro. É ele que determina os momentos, os dias, as horas, etc.

Apesar de tantos significados de uma coisa podemos ter certeza, é a de que não devemos ter pressa pois tudo tem um prazo certo para acontecer, é tudo a seu tempo. Há um ditado que diz que a “pressa é inimiga da perfeição” e os nossos destinos já estão traçados. Não adianta querer maltratar, saber esperar é melhor saída.

Portanto vamos desfrutar o tempo que cada um tem, com paz, harmonia e um dia de cada vez!!!

Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 7 de agosto de 2018

FESTEJOS EM HONRRA DO SENHOR DO BOMFIM EM ARGOSELO

SENHOR DO BOMFIM

Ter ideias de planeamento com pouco dinheiro não é a parte mais complicada de experimentar. O mais difícil é viabilizar os projetos e, mesmo com a escassez de recursos, continuar e sobreviver aos desafios que os mordomos das festas enfrentam em Argoselo.
Nesse cenário, o planeamento é a palavra-chave. Sem isto é dar um passo em falso e os mordomos, podem colocar as festas a perder, ainda mais se não dispõem de um colchão financeiro razoável para suportar o peso das contas.
Por isso, elaborar qualquer festa com pouco dinheiro depende de criatividade dos mordomos, em concentrarem esforços em ideias que se encaixem no orçamento da festa. Recursos escassos não são sinônimos de fracasso, mas procurar um esforço maior dos mordomos com ideias que devem tomar e seguir para minimizar a “chance de erros”. Exemplo que devem seguir é o do Manuel Ferreira  “Manulico” mordomo realizador da Festa do Senhor do Bomfim no domingo passado dia, 5 de agosto.
É importante conhecer a realidade financeira. Muitas vezes, “pouco dinheiro” quer dizer “realmente pouco”, e aí, na verdade os mordomos precisam preocupar-se antes com as suas finanças pessoais e apenas depois em fazerem as festas de arromba. “Porque contar com o ovo no cu da galinha, não é lá boa ideia,” isto é, o peditório em volta do Povo!
BOLO GIGANTE

Nesta hora, é bom lembrar o conselho das pessoas mais velhas que viveram estas amarguras quando eles fizeram as festas, que também achavam que o peditório era o suficiente para de algum modo suportar as festas com pouco dinheiro como medida de segurança e depois… no final das festas é que eram elas!  As contas a pagar não batia, a bota com a perdigota!... Isto era, o bolso deles a entrar, sabem porquê? Porque não faziam qualquer planeamento para o que queriam gastar nas festas.
É sempre bom, ter presente que os mordomos tenham algumas ideias para por em prática quanto querem de facto investir nas festas. Se não estiverem dispostos a gastar um valor elevado, e só dispostos a gastar uma certa quantia, mais vale as festas serem de uma certa forma mais simples e dignas, estão no caminho certo. Agora quando se opta pela excentricidade, gasta-se mais dinheiro que por vezes só serve para o shaw-offe… isto é, dar o passo maior que a perna!... Ao ponto de enfraquecer as festas como outrora acontecia, resoltado; ficar só pela ação religiosa.
VANESSA MARTIS

Festejos ao Senhor do Bonfim contou com muita adesão da população da Vila, e serviu para  dar as boas-vindas aos emigrantes. Animação foi uma constante na freguesia durante todo o fim-de-semana, onde os mordomos consideram que estes festejos, servem como mais uma oportunidade de unir a população. 
 É uma festa onde participam os emigrantes, e apesar de ser de cariz religioso, também tem a parte de atividades. É muito importante para a Vila, porque junta muita gente da freguesia, referiram os mordomos. A verdade é que quem assistiu, relatou que toda a freguesia viveu com intensidade as festas em honra do Senhor do Bonfim. A população vive com paixão esta festa. As pessoas aderem muito, até porque este ano os mordomos brindaram-nos com uma variedade de atividades, o que só aconteceu este ano, graças a estes mordomos, principalmente ao Sr. Manuel Ferreira que delineou toda a estrutura destes festejos. Os mordomos, que organizaram a festa, fizeram também questão de salientar o apoio dado pela população para a realização das Festividades. No sábado; atuação de fados pela fadista Vanessa Martins, pela noite dentro música variada pela aparelhagem. 

Domingo; pela manhã, Missa campal cantada e acompanhada pelo organista, seguindo-se uma procissão com o Senhor do Bonfim e Nossa Senhora das Dores, em volta de uma parte do povo, desfile de cavaleiros, apresentação de carros antigos pela estrada principal da vila e desfile de motares. No final com a distribuição de um bolo gigante águas e sumos, constituiu-se as atrações da Festa em Honra do Senhor do Bonfim, que decorreu na Vila de Argoselo.
CAVALEIROS

É o que se pode dizer, uma festa de arromba com pouco dinheiro, porque o mordomo Manuel Ferreira, para quem não conhece pelo nome, o “Manulico” teve a ideia, o plano e a organização deste evento. Sendo assim, tudo pode correr na perfeição.
Os meus sinceros parabéns a todos os mordomos, e em particular como é óbvio ao amigo “Manulico” que é por este nome mais conhecido, pela espetacularidade dos Festejos. O meu muito obrigado.

Ilídio Bartolomeu

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

FILHO ÉS, PAI SERÁS; ASSIM COMO FIZERES, ASSIM ACHARÁS.


Muitos pais já passaram ou estão a passar pela experiência de serem “esquecidos” por alguns “filhos,” que nos dias mais difíceis das suas vidas fogem. São nesses dias, que esses “filhos” desaparecem de uma maneira tão cruel, no qual estes Pais se perguntam, o porquê de tal atitude. Esses "filhos," simplesmente abalam sem dizerem nada. Isso deixa o Pai ou a Mãe triste, pois tal atitude faz com que estes se sintam rejeitados por quem acreditavam serem seus amigos. Isso é tão serio, que muitos nesse momento  encontram-se feridos, tristes, frustrados e até revoltados com os que se diziam “amigos dos seus Pais”. É tão bom, quando os nossos olhos são abertos, para entender que NADA  é em vão, mas que TUDO coopera para o bem das nossas vidas.

Todos os Pais necessitam sentir-se amados pelos seus filhos em certos momentos. Precisam saber, que podem receber carinho, quando carecem que alguém os admira, e que dentro da família todos possam sentir isso, mesmo com todos os defeitos que esses pais possam ter. No seio de uma família, qualquer membro se sentirá amado e aceita, por mais rude que a família seja, por mais terrível que seja, o seu erro (após passado o primeiro momento de aborrecimento que estes provoquem).
Os Pais sempre apoiarão os filhos, em tudo que eles fazem, desde que as coisas sejam razoáveis (dentro das regras familiares), visto serem eles que provocam o sentimento de conforto e segurança dos filhos.
Cabe aos Pais educar os seus filhos, para que no futuro eles possam cuidar de si mesmo, ensinando e passando-lhes os seus exemplos. A educação implica o uso de autoridade para estabelecer limites; dar ordem e proibir o indispensávei, que possibilite às crianças o controle dos seus impulsos: todas as crianças nascem egoístas; elas passam a respeitar as outras através da educação e da disciplina, mas, principalmente pelo exemplo dos Pais.

Quando crianças são os Pais, que decidem o “onde”, “quando” e “como”. Dessa forma tem grande controlo sobre os seus filhos, por eles tomam as decisões que consideram corretas. Os pais apreciam esse certo controlo que possuem sobre os filhos, em muitos momentos sentem-se felizes com essa dependência que seus filhos têm. Mas. quando a criança chega ao estágio de adolescência, os Pais não têm tanto controle dos filhos, eles muitas vezes sentem-se desesperados. Quantos Pais não dizem, que sentem saudade da época que os seus filhos eram apenas bebês? Admitir que o seu filho cresceu, equivale a reconhecer que ele está a ficar mais velho. Muitos Pais não se conformam que perderam o “posto” de herói insubstituível do filho, não conseguem suportar o olhar crítico dos jovens.
Há pais que começam a controlar exageradamente a vida dos filhos já adolescentes, como se pudessem com isso, fazer com que eles voltem a ser crianças: não respeitam a sua privacidade, querem participar da vida deles de forma integral, usam para o controle deles, os perigos que existem nessa idade.

O problema muitas das vezes não está apenas nos pais, também está nos filhos. Os filhos por certa ignorância, não querem ouvir os seus Pais, acham que sempre estão certos, que tem experiência de vida o suficiente para comandar o seu próprio destino. A impaciência dos filhos com os Pais é muito grande nos dias de hoje, muitas vezes fazendo com que os Pais sofram agressões dos seus próprios filhos. Está claro que existem alguns Pais que criam os seus filhos com alguma impaciência. Como acham que essa foi a única coisa que os seus Pais lhes ensinaram, eles poderão trata-los com esses mesmos sentimentos no futuro. Mas isso não justifica as maldades que muitos filhos fazem com os Pais, como dar respostas “mal-educadas”, resmungar, bater e até mesmo matar. Muitas destas coisas vêm de influências externas, como colegas, que agem dessa mesma forma com seus Pais, mas também vem do interior da própria casa, do controle que os pais têm dos filhos. Mas não é espancando, mal tratando que se resolvem as coisas. Se os Pais tratarem mal os seus filhos, batendo demasiadamente, e insultando,… Sinto muito, mas não esperem que eles vos vão tratar bem no futuro, pois os vossos filhos tendem a agir da forma como foram ensinados. Claro que em certos momentos umas boas palmadas ajudam, pois as crianças têm que criar nas suas mentes que para toda ação existe uma consequência, mas a conversa e o diálogo nesse momento é muito mais essencial do que qualquer outra coisa.

O maior papel dos pais é educar, compreender e dialogar sempre com seus filhos. E o papel dos filhos é ouvir, respeitar e ter paciência com seus pais, porque muitas vezes, por pior que isso possa parecer, eles sempre estão certos. Pai e Mãe são seres visionários com a missão de cuidar, educar e proteger os filhos, mas isso não significa que fica só por aí. Com o passar dos anos, a retribuição passa a ser natural, ou deveria, fazendo com que a velhice dos  Pais seja um lugar de paz e muito amor.

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 19 de julho de 2018

NOMES E AS HISTÓRIAS QUE “NÃO ESQUECEREMOS”

Calvário
Temos de fazer as pazes com o nosso passado. Isto não significa que não o recordemos. Só não podemos tê-lo diante de nós, porque nos paralisaria! Não nos deixaria viver. O truque é mantê-lo ao nosso lado. Deste modo, tornar-se-á nosso aliado, ajudar-nos-á a não repetir os erros já cometidos

Devido a factos deste tipo, dentre outros como hábitos e costumes que podemos ter herdado de um antepassado, acredito ser fundamental que conservemos e compartilhemos quaisquer tipos de recordações sobre os nossos antepassados, seja ela relevante ou não, para que possamos ajudar a ‘’desvendar’’ e por fim sabermos mais sobre nós mesmos e as nossas gerações vindouras.
 A Aldeia, com o nome Argoselo, foi uma terra de grandes negociantes. Falemos pois destes verdadeiros negociantes chamados de peliqueiros. Enquanto criança foram eles que mais recordações me deixaram na memória lembranças de contos e ditos.
Nesta comunidade de peleiros, havia uns mais espertos do que outros. Quando os menos espertos queriam, chegavam mais rápido ao local com um burro velho do que os mais espertos com um bom macho, Como se sabe, este era o meio de transporte usado por estes comerciantes.

Todos começavam muito novos, alguns não sabiam ler nem escrever mas faziam contas como o melhor professor, aprenderam só com a lição chamada: a lição da Vida.
Quando o tempo estava desagradável, o que não lhes permitia sair para fazerem os seus negócios, juntavam-se e punham as suas conversas em dia.
Já quando estava bom tempo, aí, já ninguém os parava! corriam todo o Nordeste Transmontano de quintas a aldeias de vilas a cidades aos quinze dias, fora dos seus familiares. Circulavam batendo de porta em porta numa grande azáfama para ver quem chegava primeiro a fazer todo o tipo de negócio, além do principal que eram as peles, de ovelha, cordeiro, vitela, raposa, coelho e até lobos e cães, também negociavam em ferro velho, carniçoilo e lã etc.,. tudo isto em troca por produtos que levavam ou por dinheiro.

Estas pessoas por vezes enfrentavam as agruras do tempo e faziam grandes sacrifícios, não tinham hora marcada, saíam de noite à chuva, ao frio com gelo e neve, também com alguma fome e pouca roupa. Faziam muitos quilómetros sem saber o que lhes esperava, muitas das vezes sem destino e como se isso não bastasse, na volta o negócio foi fraco ou nenhum, mas traziam risos e outros choros e queixos baixos de tristeza. Quando eram bem-sucedidos aí então; comentavam dizendo que esta volta foi gratificante e, quando assim éra: cantavam, riam de alegria e falavam de negócios, por fim chegavam satisfeitos,
As suas esposas ansiosas estavam à espera que chegassem. A primeira pergunta para o marido era: então “Pantomina” calhou-te bem o negócio desta vez? Sim mulher!
e toda a família começava a descarregar as cargas de material que traziam em cima dos animais. Quando o sucesso do negócio era auspicioso, tornava-se numa grande alegria e festa para toda a família.

Após um dia de descanso, vestiam umas calças e camisa lavadas com cheirinho a sabão, os sapatos engraxados com sebo, logo iam à procura de comprador para a sua carga. Pois, não era difícil encontrar quem quisesse comprar, ainda mal estava a chegar ao largo da praça, já estavam a perguntar:

C - Então compadre, viestes de fora? …

P -Sim compadre! Cheguei ontem e trouxe uma boa carga! Quereis comprar alguma coisita?

C -Vós nunca me vendeis nada! sois muito careiro!

P -Óh Seu Car***** vos, é que não me mandais o valor justo!  -  Quereis as coisas dadas…

P –Quereis vir comigo a casa ver que trouxe boa carga e matais lá o bicho?

P -Quando chegaram a casa, logo gritou à sua mulher:

P - Óh rapariga, trás lá aguardente e dois figos que está aqui o compadre!..

Esposa - Os figos acabaram e a aguardente também não ai! - Tu trouxeste alguma de fora?.

P – Olhai compadre… o mata-bicho fica para a próxima…
.
Esta rotina de vida de Peleiro era o meio de sobrevivência destes negociantes. Praticamente todos habitavam no Bairro de Baixo, ali nasceram e criaram os seus filhos, uns com mais ou menos fartura e outros com alguma fome…
Como era um meio de vida muito difícil, os filhos destas pessoas começaram a emigrar também, com muitas dificuldades e com muitas saudades desta rotina que ainda hoje, reconhecem que foram peleiros com muita honra.
De agricultura percebiam pouco, e o interesse também não era muito porque o cheiro às peles era lhes mais forte.
Queriam chegar a casa e ter a sua refeição na mesa, mas largar o dinheiro para comprar coisas, não era com eles…

A maioria de toda essa Boa Gente já partiu, não houve nenhum que levasse o burro ou as peles, mas ficaram para memória futura os seus contos e ditos e alcunhas assertivas e brejeiras, Vamos lá agora nomear algumas dessas "nomeadas ou Alcunhas" desses comerciantes valentões, que faziam negócios só com alguns tostões….Passo a citar:




Estes filhos que estiveram sempre ao seu lado, sendo um exemplo de força e dedicação. Agora, choram a sua perda, mas tentam pôr em prática aquilo que eles lhes ensinaram: viver a olhar em frente e a acreditar no futuro. Emigraram para procurarem outro modo de vida. Mas todos os anos, vêm no mês de agosto, para matar saudades dos seus antepassados, pois as suas vidas deram-lhes outras condições de viver mais desafogados.


Texto elaborado tendo por base o Teatro da Festa da Amizade dos Peliquiros, que se realiza dia, 25 de Agosto.

Agradecimentos aos Amigos, Festa da Amizade

Ilídio Bartolomeu