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domingo, 15 de julho de 2018

QUEREM VER ARGOSELO PROGREDIR?


Alertando para o facto de que atitudes cotidianas e que muitas vezes passam despercebidas, na verdade, podem ser desvirtuações éticos que devem ser combatidos. Hábitos cotidianos de um povo podem refletir como são encarados casos de podridão.
“O respeito ao próximo deve estar presente tanto na esfera pública como na vida privada. Dê o exemplo! Diga não a todas as formas de corrupção, inclusive às do dia-a-dia, e faça a sua parte na luta”
Dizem que se conselho fosse bom não dávamos e, sim, vendíamos. Mas, dar sugestões às pessoas, não tem preço. Não vou dizer que as minhas opiniões e ideias são as mais certas ou as melhores. Mas, quando temos mais vivencia, maturidade, mais analisamos, pensamos e mais podemos opinar ou ajustar um comentário às pessoas. Falar o que desejamos é livre, desde que feito com bom senso e ética.

Quem ler o que escrevo e o que digo. Poderá refletir um pouco sobre as minhas ideias e mudar algo na vida das pessoas ou nos seus pensamentos, pode ser um ato espantoso, caso venha de bom senso sempre.
Pelo menos tenho feito algo de bom para as pessoas: para mim mesmo que pensei em assuntos e comentei para quem parou para ler e refletir nem que fosse por um minuto, provoquei um pouco de movimento na vida de alguém. Ou, um “agitar-se” nas ideias e pensamentos. Para quem pode estar a reclamar que a vida está parada, sem movimento ou sem melhora nenhuma, um pequeno movimento nas ideias já foi um bom começo.

Para quem reclama que nada acontece na vida ou que as oportunidades não aparecem, é bom abrir os olhos e a mente, pois todas as chances e oportunidades que a vida pode dar, estão bem na vossa frente ou batendo nas vossas portas. Basta então querer olhar, ver, achar e agarrar a chance e a oportunidade. E, quem sabe a vida melhorará ou começará a movimentar-se.
Sempre falo em entendimentos e reprogramação mental, se querem mudança na vida, mudem a vossa mente e vibração sobre respeito pelos outros.
Mas, se a vossa vida está inútil e desejarem mesmo melhorar, por favor, não peçam ajuda e nem escutem as pessoas falsas e negativas que estão à vossa volta. Estas pessoas só os puxarão para baixo e atrapalharão o vosso sucesso e crescimento. Em resumo, fechem os ouvidos para estas pessoas negativas e falsas. Façam como a fábula do sapo surdo.

A fábula dos sapos fala de uma corrida de uma centena destes bichinhos até o alto de uma torre. Os que assistiam à louca corrida gritavam para os sapos que eles não iam conseguir. Um a um, os sapos caiam antes do topo, sempre perante os gritos loucos e desmotivadores que assistiam. Para espanto de todos, um deles subiu, subiu, subiu e alcançou o topo da torre. E por que alcançou a meta? O sapo era surdo. Não poderia, de modo algum, ouvir o que lhe diziam os chantagistas. Logo, só tinha um grande objetivo pela frente: conseguir realizar o seu sonho de chegar ao topo da torre. A moral desta história é que alguém que quer chegar e alcançar os seus sonhos não deve dar ouvidos às pessoas pessimistas e chantagistas que constantemente nos rodeiam. Acreditem em vocês e nos vossos sonhos porque se tornarão realidade.

Fiquem aqui com a minha sugestão. Ou, melhor, opinião: fechem os ouvidos para os críticos e negativos da vida do que querem fazer.
Ficam com dúvida? Querem saber mais sobre os trabalhos de Ilídio Bartolomeu e valores dos trabalhos pessoais? Dê uma olhadela no Blogue São Bartolomeu Freixagosa, vejam como sempre fiz, faço e escrevo o que idealizo livremente sem que me preocupe com o que os outros pensam e dizem de mim.
 Argoselo e as pessoas estão sempre e estarão no topo das minhas preocupações intrínsecas por um melhor bem-estar da comunidade conforme sei e posso. Mas dirão? O que tu tens feito e com o quê tens contribuído para Argoselo? Eu nada, que fosse visível. Mas se dei, nunca tive necessidade de divulgar. Mas  garanto-vos que dei conhecimentos ao mundo do nosso Argoselo! Agora se há pessoas que pensam doutra maneira, querer trocar logo o Fiat 500 por um Mercedes AMG-GT, estase mesmo a ver o que poderá sobrar para as restantes  pessoas da população!...

Por um Argoselo que nos possamos orgulhar!

Ilídio Bartolomeu

segunda-feira, 9 de julho de 2018

F. C. Minas de Argoselo apresenta equipamento alternativo para 2018/2019


O F. C. Minas divulgou o equipamento alternativo para a época 2018/2019 nas redes sociais. A revelação surge no âmbito da campanha "Nascidos para ganhar", em parceria com os associados.
Na fotografia publicada na conta do facebook do clube, pode ver-se nas camisolas o afastamento da cor Branca no Verde, desde a sua fundação, 1975-2018: 53 anos. Agora o equipamento novo dos 53 anos para 18-19", a camisola é ilustrada com o mesmo Verde e o acabamento em Preto nos Ombros, em vez do Branco. No peito lê-se: Vens comigo à Bola, na outra 100% Argoselo.
 A direção teve bom gosto nas escolhas do design. Agora eu, para dar o meu veredito deveria ter, mas não tenho, voto na matéria mas, para mim seria de bom gosto: 100% ARGOSELO, embora Vens comigo á Bola, seja outra boa escolha.

As Minas de Argoselo, tem assim um novo equipamento alternativo para a próxima época. A apresentação está a ser feita através das redes sociais pela Direção do Clube, ao critério e análise dos seus Sócios. O concurso é dirigido a todos os Sócios do Clube, Argoselenses residentes ou não em Portugal, de todas as idades, sendo que para participar os associados não deverão ter atraso no pagamento de quotas, até dia, 21-7-2018, culminando com um Jantar Convívio, com o capitão da equipa em primeiro plano. “Digo eu”
A equipa do G.D. M. A. vai ter, como segunda veste, uma camisola Verde com um acabamento Preto nos Ombros, em qualquer das duas escolhas de camisola. Está assim definida a alternativa ao equipamento principal, listado a Verde e Preto.

A segunda edição da iniciativa “da tua camisola”, que consiste na possibilidade de um Sócio do G.D.M.A. possuir e desenhar a camisola alternativa para a época de 2018/19, estará possivelmente disponível a partir do dia, 21-7-2018.
Desejo-vos entendimento na vida futebolística, às respostas que necessitem da Direção e do treinador em cada jogo, e alguma ajuda divina para alcançarem o que mais desejam, “ganhar os desafios”.

Que seja uma boa escolha…

Ilídio Bartolomeu

domingo, 8 de julho de 2018

COMO APARECE A INVEJA?


Começo este artigo com dois ditos populares que demonstram o quanto o assunto inveja, incomoda a humanidade desde o início da Criação: mau-olhado e ciúme. Se alguém duvida, responda por que motivo Cain matou Abel? Os ditados populares dizem-nos bem como às vezes são verdadeiros: "A inveja é como um sapo: tem olhos grandes, mas está sempre na lama" e "A inveja é o prêmio de quem nunca tem sucesso na vida".
Ninguém está livre de sentir uma pontinha de inveja ou ter que conviver com pessoas invejosas. Isso porque a inveja está diretamente relacionada com a insegurança, baixa autoestima e insatisfação pessoal — emoções e sentimentos que fazem parte da vida de todo ser humano.

Até o mais cético acredita no poder do mau-olhado, e no estrago que ele pode fazer na vida pessoal e profissional. Na minha experiencia de vida, as maiores reclamações que escuto das pessoas, é o facto de serem perseguidas ou afetadas negativamente por inveja e mau-olhado por outrem. Sempre aconselho a estas, como se proteger desta energia negativa e como fazer uma limpeza energética para "varrer" os ambientes destes micróbios tóxicos negativos.
Infelizmente a inveja é uma verdadeira praga energética que irá conturbar um ambiente familiar, de amigos ou de uma empesa atrapalhar o dia-a-dia. O motivo do porquê isto ocorre, é muito mais vasto do que se possa imaginar: insegurança, inferioridade, maldade, falta do que fazer, incapacidade de realizar etc. O mais importante é saber que podemos evitar, superar e eliminar estas energias e pessoas negativas das nossas vidas.

O que não se pode fazer é dar força à inveja alheia, acreditando que ela irá derrubar-nos. Aceitar que inveja existe é um bom começo para vencê-la. Acreditar que somos mais fortes que a inveja e os invejosos, é uma certeza de que já vencemos.
É muito importante também usar objetos e símbolos de proteção nas residências, empresas, carro, e uma proteção especial em cada um de nós. Ou então a melhor maneira de lidar com uma pessoa invejosa é afastar-se dela. Como nem sempre é possível manter distância de um familiar, a minha dica é mudar de convivência de modo a não se conectar com a inveja do outro. Em geral, incluímo-nos com a inveja quando estamos inseguros dos nossos potenciais.

Mas há outras maneiras: manter a boca calada, assim não entra asneira. Parar de falar sobre planos e da vida dos outros. Ter cuidado com as reclamações: evite que as pessoas fiquem a toda hora chorando, reclamando, falando mal, de outras pessoas dentro de sua casa e empresa, principalmente se forem pessoas de fora do ambiente.
Todas as pessoas têm potenciais capacidades únicas. Quando alguém conhece as suas próprias qualidades, elimina a necessidade de se comparar com os outros e deixa de rejeitar-se a si mesmo.
Pessoas insatisfeitas com suas realizações pessoais sentem necessidade de olhar para a vida do outro. Portanto, foca-te nas tuas conquistas e percebe como podes sentireste satisfeito com tudo o que já foste capaz de fazer. Caso não te sintas satisfeito, pensa sobre o que precisas fazer para ser e chegar lá.
É muito comum desejarmos ser igual a outra pessoa, ou ter a vida que ela leva. Porém, fazemos isso sem argumentar se aquilo tem a ver com os nossos próprios valores e estilo de vida. Isso acontece porque não nos sentimos capazes e nem sequer sabemos o que queremos para as nossas vidas. Determinar aonde queremos chegar, conhecer os nossos valores, sabermos pois quais são as nossas preferências pessoais e foquemo-nos nisso.
Falar menos e fazer mais. Sempre que se usa energia para falar de alguém, deixa-se de fazer alguma coisa e sente-se mais incapaz. Quanto mais inveja se sente das pessoas, mais inveja atrai para tua vida, pois tudo começa em ti e volta para ti.

Isto, é o que me dá a entender nas gentes da minha terra, uns contra os outros infelizmente…

Ilídio Bartolomeu

sexta-feira, 25 de maio de 2018

UM CHAMAMENTO AO SERVIÇO DE DEUS E DO HOMEM

Amizade

Um dia qualquer uma pessoa foi visitar um amigo a Argoselo, esbarra com um diácono e confunde-o com um padre. É claro que se assusta ao ver o seu amigo casado vestido como religioso e não entende o porquê.
Explico: Senti este impulso de servir melhor a Igreja, um dia falei com o pároco sobre isso e ele disse-me: a vocação, passa pelo discernimento da Igreja, que como mãe, acolhe aqueles homens dispostos a dedicar a vida ao serviço da Igreja, ao povo de Deus. Se tens essa vocação terás que ir fazer a preparação numa Escola Diaconal. Foi isso exatamente que eu fiz. E, assim, coloquei a vida nas mãos de Deus, procurando a fidelidade nas orações, dispondo-me a estar próximo ao altar como ministro extraordinário da sagrada comunhão, pregando a Palavra de Deus e sendo atuante na minha comunidade.

A Sagrada Escritura revela, ainda que o chamamento acontece em vista de uma missão especifica. É convite pessoal que espera adesão consciente de fé e de vida, incluindo uma consagração particular a Deus em forma de serviço ao povo. Toda vocação constitui um serviço; o chamado ao diaconato é de forma especial por ser o diácono sinal sacramental de Cristo-Servo.
Os diáconos têm funções importantes desde a igreja primitiva e, assim como os padres e bispos, recebem o sacramento da Ordem, o diácono católico é ordenado por um bispo num ritual próprio. Neste contexto, segundo o Catecismo, a principal função do diácono é “ajudar e servir” os bispos, padres e a comunidade. Por isso, o diácono não é um sacerdote. Na ordenação de um diácono “são-lhes impostas as mãos não para o sacerdócio, mas para o servir”, nestes casos, apenas o bispo impõe as mãos sobre o homem ordenado num sinal de que o diácono está diretamente ligado a ele.

Cabe ao diácono, entre outros serviços, assistir o Bispo e os padres na celebração dos divinos mistérios, sobretudo a Eucaristia, distribuir a Comunhão, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir os funerais e consagrar-se aos diversos serviços de caridade. Ele não celebra missa, pois como disse, não é sacerdote. Apenas ajuda na preparação e na liturgia.
Também não pode dar todos os tipos de bênçãos. O diácono tem a sua veste litúrgica diferente da dos padres e bispos. A estola é transversal, e não vertical. Também pode usar a túnica, que é diferente da casula dos padres e bispos. Sendo assim, existem dois tipos de diáconos: os transitórios e os permanentes.

Qualquer homem casado pode preparar-se para o sacerdócio. No meio do caminho e antes de receberem a ordenação sacerdotal, recebem a ordenação diaconal. Depois de um tempo atuando como “ministro ordenado”, recebe o segundo grau da ordem, o presbiterado. Porém, se a dedicação for integral à Igreja, pode receber algum tipo de compensação. Para isso a esposa precisa autorizar formalmente que o homem seja diácono. Uma vez ordenado diácono não pode mais casar-se, se ficar viúvo, têm a opção de permanecer diácono e candidatar-se ao sacerdócio, mesmo que em idade já avançada. Normalmente, o diaconado transitório é visto como parte da formação para o sacerdócio. Após o fim dos estudos, fazem um tempo de prática pastoral servindo como diáconos e, depois, quando o bispo local decidir, são ordenados sacerdotes.

 Deus, que me chamou pessoalmente a este serviço, ajuda-me a cada dia com o auxílio de Sua Graça, o apoio de muitos amigos, da comunidade e a compreensão da minha esposa e filha. Hoje em dia isso pode causar um pouco de confusão, porque mesmo os padres não precisam de se vestir assim, podem usar roupas comuns livremente. Mas não se assuste se encontrar por aí um padre com mulher e filhos…
Esse amigo sou eu, Ilídio Bartolomeu, quero dar-te os meus parabéns, que Deus te ilumine! Tu tens o dom de fazer as pessoas felizes, de ver e viver a vida com fé, bom-humor e positividade. Deus, que tudo contempla, com certeza se orgulha disso e te capacite para alcançar o que mais desejas. Todos os teus amigos e eu, com certeza fazem questão que persigas os teus sonhos e que sejas feliz. Que a tua saúde seja renovada, que a paz transborde hoje e todos os dias pelo teus sorrisos, palavras e ações!...

Pessoa bem-humorada é mais bem interessante, conquista e faz ouvir com maior facilidade o seu objetivo, pois parece “um abrir portas” com alegria e simpatia. O senso de humor é também primordial para as dificuldades, de aceitar conversas menos interessantes, mas, onde a cortesia manda que se faça um esforço para as aceitar com humor e distração, tudo faz parte e ajuda mais a superar a vida, e tu amigo Rebelo tens esses atributos.

Quero que saibas que fiquei deslumbrado com a tua homilia que fizeste no dia da festa de São Roque, pois eu perguntei por várias vezes; quem é que está a fazer a homilia? Qual é o meu espanto ao saber que é um filho da Terra chamado João Rebelo! mais orgulhoso fiquei. És um excelente orador!!!
Daí que a melhor homenagem que te faço, é dar-te os meus sinceros parabéns amigo.

Deus abençoe a tua vocação.

Ilídio Bartolomeu

domingo, 6 de maio de 2018

REVITALIZAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO NO RECINTO DE SÃO BARTOLOMEU


Aos poucos, devagar, devagarinho... é assim que vão avançando as obras no recinto de São Bartolomeu.
Neste sentido a intervenção de obras por todas as mordomias anteriores até 2011, para o embelezamento no recinto de São Bartolomeu, com algum relevo foram:
- Seis Capelinhas
- Casas de banho
- Duas (bicas ou fontes).
- Canalização de água para abastecimento
- Instalação elétrica em todo o recinto
- Parque de merendas
- Escadarias de acesso à Capela Velha

Na sequência dum projeto assente na requalificação e renovação, recriando locais de lazer e de convívio no recinto de São Bartolomeu, a comissão de festas de 2011 a 2015, aprovaram por unanimidade um projeto de reabilitação e melhoramentos em diversas áreas, no âmbito do objetivo de requalificação da imagem.

Vamos esperar para ver se são capazes assegurar a coerência das respetivas soluções do projeto, e definir como princípio estratégico a criação de espaços de qualidade assente num conjunto de princípios estruturantes:
Devagar, devagarinho, a comissão traçou um projeto…face ao exposto tomaram a decisão e começou-se a dar visibilidade do projeto ao reabilitar:

- Pavimentação do espaço envolvente da Capela Velha, tornando-o mais aprazível

 - Arranjos da entrada do Santuário ornamentada com oliveiras, dando a esta área tão importante, uma nova cara com mais dignidade e conforto para todos os que nele circulam.

 Duas obras dignas e muito significativas. Uma ambição antiga que de certo, corresponde aos enseios da população e dos peregrinos que rumam ao Santuário. 

É um pequeno passo… o grande ainda está por fazer. Impõe-se agora a necessidade de requalificar o recinto, no âmbito do plano de ação para a regeneração do espaço, cuja estratégia assenta numa visão de futuro.
Assim, a atual comissão, devagar devagarinho… está a dar continuidade aos trabalhos de requalificação do recinto. Trata-se desta vez, num trajeto faseado o compromisso desta comissão dar inicio a mais algumas empreitadas, tendo para já fazer novas obras:

- Renovação dos postes de iluminação de todo o recinto com os fios terrestes, permitindo mudar completamente a face desta área.

- Construir-se mais (bicas ou fontes).

- Um novo furo e substituir a canalização do abastecimento de água às casas de banho e fontes

- Um resguardo em madeira no miradouro para que as pessoas possam estar mais protegidas.

-Colocou-se uma estátua de granito de São Bartolomeu, com Jardim em seu redor
- Plantaram diversas árvores

Saliente-se que é preciso dizer: que tudo isto deve-se graças a donativos de alguns devotos do Santo, para que estas obras se concretizassem, não esquecendo também ajuda da Câmara de Vimioso, que amavelmente concedeu as maquinas.  Todas estas dádivas com toda a certeza foram graças concedidas pelo nosso Milagroso São Bartolomeu.

Deste modo, a intervenção irá permitir não só a preservação e valorização do património cultural e histórico desta zona, mas também a promoção de um espaço cívico da população e visitantes.

De acordo com a comissão de festas, com estas obras de remodelação, os milhares de visitantes que rumam todos os anos até ao Santuário de São Bartolomeu, para cumprir as suas preces, vão poder aproveitar o espaço para passear e conviver alegremente, beneficiando de áreas de lazer e descanso”.
Devagar devagarinho…estamos-nos a preparar para receber melhor todos os visitantes… introduzindo alterações e melhorias no recinto. Por este motivo pede-se desculpas pelo incómodo causado, na certeza que valerá a pena. Pois em breve, terá novos motivos para nos visitar.

Considero que a gestão de uma obra, até pelo seu cariz de proximidade, só faz sentido se for em parceria e em diálogo com as pessoas e com as instituições. A mais-valia conjunta é enorme, desde logo, porque o bom resultado das ações, iniciativas é largamente ampliado se, para além da comissão de festas, contar com o impulso, entusiasmo, criatividade e dinamismo ou conhecimento de todas as forças vivas de Argoselo. Neste aspeto, até para materializarmos esta ideia em que convictamente todas as instituições têm por missão propor ideias ações e aconselhar. O contributo de todos é fundamental!

Fazendo um balanço, todos nos podemos orgulhar o muito daquilo que já fomos capazes de fazer nestas áreas de atuação. Não tenho nenhuma dúvida disso, Interpretar o espírito da reforma do recinto, arregaçando as mangas, com muito trabalho, executar na prática e diariamente para o presente e futuro, há um conjunto significativo de grande projeto. Há muita obra a acontecer no planalto de São Bartolomeu!

Para além destas obras realizadas incluíram intervenções de conservação e restauro em diversas partes do Santuário e da Capela onde permanece o Santo todo ano.

Sabendo nós Argoselenses que o São Bartolomeu é uma imagem de marca que tem promovido muito a nossa Vila “dando-lhe uma mais-valia.” Provavelmente toda a população estará de acordo, numa colaboração construtiva.


quinta-feira, 26 de abril de 2018

NÃO FIQUEM PELOS PLANOS DAS PROMESSAS, TENHAM CORAGEM DE PROGREDIR…


Entra ano e sai ano e as promessas tornam-se grandes e muitas vezes irreais. Projetos são idealizados e não concretizados, a frustração e o desânimo tornam-se companheiros cada vez mais frequentes.
Que tal começar hoje de uma forma diferente já que são 44 anos passados apôs o 25 de Abril?  O que gostariam de fazer a partir deste momento que não fizeram desde há muito tempo? Pensem governantes da nossa Terra…

Pensem mesmo no que precisam fazer para que esses projetos se realizem, e não continuem apenas no papel. Já pensaram? Aqui é preciso gastar muitos neurónios para traçar um caminho real e não no imaginário do que necessitam fazer para alcançar os objetivos, talvez em parte seja mesmo isso.
Todos temos projetos planeados e projetados, mas na hora ficam todos encalhados. O futuro ditará sabe-se lá quando. Que pode chegar ou não. Só que com o problema do futuro é que não vivemos bem. E quando vivemos, corremos o grande risco de desenvolver um transtorno de ansiedade. Então pergunto-me, o que dessas promessas e projetos podemos realizar hoje? Tudo isso como digo, é ficarmos apenas só com os projetos e não impulsionar ninguém a chegar a lugar algum. É preciso saber onde queremos chegar, como chegar, mas acima de tudo, dar a partida. Sair do lugar, dar o primeiro passo! “Só é vencido quem não luta” As mentes de alguns indivíduos só saberão que querem chegar a algum lugar, quando já estiverem fora do caminho.

No entanto, existe um erro nisto tudo. Afinal de contas, muitos outros, já fizeram isso, tudo que planearam e projetaram também nunca saiu do papel, e ao chegarem ao final dos mandatos, permanecem com o mesmo sentimento, frustrados e com as mesmas ideias.
Por isso, não adianta planear só os projetos e não os executar. O executar precisa ser agora, no calor da motivação, da criatividade. Outro ponto determinante é sobreviver no percurso da execução do projeto. Sair da zona de conforto é desgastante, instável e inseguro. Por esses motivos, muitas vezes desistimos no meio do caminho. Pois o meio do caminho é este lugar em transição, que não é mais de onde eu estava, mas também, não é onde eu desejo chegar e ver o que todos vêm e parecem satisfeitos com o nada... Essa transição gera a angústia da instabilidade, do não saber ter ideias e mais desconcertante é não se dirigirem com firmeza a quem de direito sem medo, fazer ver que há direitos, não só deveres. “Se vão conseguir só depois se saberá”. No entanto, ficar preso às emoções da angústia e insegurança, provavelmente ficarão vulneráveis a situações externas e assim desistirão como têm feito sempre. Se os projetos são bons e reais; possíveis de se realizarem; as emoções são próprias na fase de transição. Tenham coragem de dar o primeiro passo de sair do ponto de partida e persistir na mudança.

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que incomoda, que entristece, que mata trazendo tudo que poderiam ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perderam por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no desinteresse.
Pergunto-me, às vezes, o que leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta é óbvia, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença do "Bom dia", quase que sussurrado. Resta a falta de coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor pela terra enlouquece e o desejo trai. Talvez esses sejam os motivos para decidir desta maneira. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Só nos resta ter que esperar e pensar que pessoas apareçam e que façam a diferença, que desejem participar e nos tragam ideias, ânimo e vontade e que façam algo para o bem comum, e que de alguma maneira aconteça o despertar de algumas das brilhantes mentalidades de que o 25 de Abril também chegou a esta Terra. Se essas pessoas aparecerem, estou convencido que algo mudará, mesmo que seja só para fortalecer e iniciar um novo processo de amizade entre todos os que nela habitam. Então sim, essas pessoas terão condições para participar na vida de um povo que até hoje nada tem progredido. "Mesmo que não signifique muito, é sempre bom começar bem em qualquer momento”

Tudo isto ficará apenas no desejo e no pensamento.

Ilídio Bartolomeu

sábado, 21 de abril de 2018

VAMOS DEIXAR IR O QUE DÓI, AINDA QUE SEJA DIFÍCIL…


Olá prezados amigos…estejam com atenção a alguma doença que tenham e procurem refletir nela... afinal, como digo no título deste texto, sem dúvida alguma, a nossa saúde é o, bem mais precioso que temos…pensem nisso, conheçam os sintomas e consequências e procurem viver melhor.... se estão a passar por algo parecido, procurem ajuda o quanto antes….

A Nossa caminhada na vida depende de quão saudável estamos, uma vez que é através do nosso corpo, dessa máquina biológica, que usamos para captar informações e interagir com o mundo. Ou seja, quanto mais capaz o nosso sistema estiver em forma, quanto mais curado ele estiver, mais poder será possível ter na vida e maior é a chance de construir o nosso legado.
Poderão os estimados amigos, achar pelo título deste texto, que abordarei um tema algo banal e já do conhecimento geral, tal como a “saúde, um bem precioso”. Às vezes penso como somos egoístas e frágeis, deixando-nos deprimir por coisas, muitas delas supérfluas, não dando verdadeiro valor à vida e que para tal, temos de viver em bem com o nosso corpo e a nossa mente, isso será a melhor definição de saúde.

Ter uma doença há alguns anos, num misto de frieza e depressão, procurando de algum modo ajuda e não poder fazer uma intervenção cirúrgica para solucionar o problema que possibilite de andar normalmente, é preocupante e de mau prognóstico.
De qualquer maneira, queremos ter uma boa vida e longa, o suficiente para que possamos construir o nosso legado. Para que isso seja possível, é fundamental ter saúde e condições para continuar por aqui de forma capaz, não apenas para desempenhar bem as funções e atividades, como também para não perdemos tempo (e recursos) com médicos, remédios e etc.

Tão importante quanto a saúde física, é o emocional de cada pessoa. Como andam as nossas emoções? Estamos constantemente alegres ou tristes? Como expomos os nossos sentimentos? Os relacionamentos que temos com os outros e com nós mesmos, estão saudáveis e estamos nos alimentando de boa energia e capacidade de enfrentar os desafios, ou quando saímos de alguma interação, ficamos nos sentindo cansados e esgotados?
Ao longo do caminho da nossa vida deixamos muitas coisas para trás, deixamos lugares, situações, costumes e inclusive pessoas no passado. O dia de hoje é tudo o que sobrou ontem, o que deixamos no ontem para formar o presente, ainda que isso tenha implicado bastante sofrimento, vamos continuar e seguir em frente que é o caminho.

Assumir que viver, é muitas vezes cortar vínculos e ficar com as mãos vazias, perder o que em algum momento nos trouxe muitas alegrias e esperanças, é algo muito difícil e doloroso. Quanto mais depressa assumirmos, mais preparados estaremos para superar esses momentos, essas encruzilhadas de caminhos em que olhar para trás é apenas apegar-se ao que não pode mais ser.
Viver nostalgias pontuais é enriquecedor e inspirador, mas reviver de forma perpétua as recordações e as coisas que já deixamos ir, estão no passado. Na verdade, encalha e impede o caminho, como pedras que uma vez ou outra causam dor e sofrimento. Libertem-se, avancem e assumam o vivido como quem conserva um tesouro precioso: enriqueçam por dentro e reflitam para tomar o caminho mais indicado, aquele por onde se abrem novas oportunidades de equilíbrio e bem-estar.

Esquecermos um pouco o passado é um ato de valentia e autoconhecimento. É necessário saber perceber onde estão nossos limites e o que é aquilo que queremos de verdade para nós mesmos.
Somos conscientes de que ninguém tem a felicidade garantida na palma da mão; temos o direito, no entanto de entrelaçar os nossos dedos em determinado momento e que nos encha de emoção e de serenidade.

Para todos, cuidem bem da vossa saúde. ( Pois ela é o melhor bem mais precioso que temos)

Ilídio Bartolomeu

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

AOS MORDOMOS DA FESTA DOS PELIQUEIROS…

Pintura de Domingos Ferreira
Pode até ser estranho para muitas pessoas, mas desde a altura que fui convidado à “Festa da Amizade” pelos mordomos, merecem toda a minha admiração e estima, em particular, o Domingos Ferreira. Desde daí pude perceber que ele é uma pessoa diferente e cheia de qualidades. Há gente dentro de uma minoria que procura sabedoria, felicidade e humor autêntico para encher as pessoas de risos e alegria. Tu Domingos Ferreira, és uma dessas pessoas empolgantes!!! Fique a saber toda a gente, que nunca digo este tipo de coisas para qualquer um, só o digo, porque realmente este é o meu pensamento, sobre este mordomo, sem querer menosprezar todos os outros.

Aproveito em primeiro lugar esta mensagem, para dar os meus parabéns a todos os membros da organização da Festa da Amizade, que tão orgulhosamente a têm consolidado durante estes anos em memória dos nossos antepassados, através desta Festividade. O talento que vos caracteriza, o modo e a forma como efetivamente os descrevem, citando-os de pessoas que tinham: aspirações, sonhos, esperança, sucessos, e com certeza dificuldades. Achamos por bem dedicar-lhes um dia de festa anualmente designada Festa da Amizade. É uma forma de lhes prestar uma homenagem, e divulgar a cultura à comunidade “PELIQUEIRA” e a todos os habitantes, as suas origens, descendentes de judeus, mesmo que ainda hoje em Argoselo, sejam poucos os que se manifestam.

Argoselo, mais propriamente os habitantes de Bairro de Baixo, como sabem estão ligados ao Judaísmo. Nas povoações mais próximas, ainda se conversa sobre os judeus, quando encontram os argoseleiros que outrora andavam no negocio das peles. Este negocio era uma das atividades eleitas destas pessoas, daí serem apelidados de "peliqueiros ou Perros de Argoselo”. O Testemunho desses anos de Judaísmo é uma cruz, existente, no Largo do Sagrado, tal como uns Poços designados de “Pelames” inseridos desde o Bairro de Baixo até ao Prado, onde aqui manualmente eram curtidas as peles dos animais.

Efetivamente, se algo existe de que uma população se possa e deva orgulhar é aquilo que de relevante lhe foi deixado pelos seus antepassados. Argoselo, como qualquer outra freguesia, orgulha-se da sua cultura, das suas tradições, dos seus costumes, da sua gastronomia... enfim de tudo o que ao longo dos anos, das décadas e dos séculos, os seus pais, avós, bisavós e todos os nossos antecedentes, gravaram nas pedras da vida e que hoje deveria formar o seu património. Sim, era deveras riquíssimo esse legado; se tivéssemos pensado no património deixado. A verdade é que as histórias e lengalengas omitidas por alguns responsáveis da nossa geração, não nos podem deixar regozijados. Mesmo assim, podemos ter orgulho de aqui termos nascido nesta terra de poucas palavras, mas de muitos sentimentos.

Lembrar os entes queridos, é dar-lhes o respeito e o reconhecimento que merecem. Isto permite viver neste mundo, sob a forma de memórias, histórias e lições que a vida nos pode ensinar. Todo o mundo quer ser lembrado, e não há razão para acreditar que os nossos antecedentes seriam diferentes. Há muitas maneiras de recorda-los. Esta (Festa da Amizade Convívio) com um cartaz repleto de atividades é muito animada em várias ações: teatro, jogos, exposições e outras representações que os autores têm proporcionado bons momentos de rizadas a toda assistência. Eu sei, como poucos, o quanto vocês são dedicados e competentes, o que me faz encher de alegria.

Nesses momentos tão especiais, sinto orgulho em saber que alguém tem interesse em não querer deixar cair no esquecimento uma cultura que tristemente foi desprezada deixando destruir todos os vestígios, históricos “Pelames” por todos os responsáveis até hoje. Mas se ainda hoje os atuais responsáveis   tivessem vontade politica, talvez pudessem ser recuperáveis, tinham é que ter competência, conceitos, ideias, aptidão e diálogos de interesse com as entidades competentes, para assim fazerem jus, às gerações vindouras e a todos os Argoselenses. Já que assim não têm ou não querem, graças a Deus, os organizadores da iniciativa dos mordomos do Bairro de Baixo, que os argoselenses tanto que vos admiram e tanto torcem pelo vosso sucesso, tornaram possível com esforço e tenacidade esta lacuna que os mais altos responsáveis de Argoselo deixaram perder.

Assim, nada mais justo do que receber agora as honrarias tão merecidas os mordomos desta proeza. Todos aqueles que se esforçam e conquistam grandes coisas, precisam também de receber elogios e reconhecimento.
Por isso mais uma vez, agradeço a todos os promotores por tudo o que têm feito nestes curtos anos da iniciativa tão especial pela comunidade Peliqueira!!!. Vocês são realmente uns entusiastas pelo que fazem. A vossa sabedoria, a vossa humildade e honestidade, fazem de vocês uns homens únicos e diferentes.
Vocês são a prova decisiva de que Santos da casa também podem fazer milagres. Eu, só vos posso agradecer de todo o meu coração, o meu muito obrigado, pelo excelente contributo que têm dado com esta iniciativa referenciada à Cultura da Nossa Terra Argoselo…

Relembrando aquele ano, em que me convidaram a assistir à vossa festa, e me homenagearam, confesso que fiquei muito orgulhoso da vossa generosidade! Por isso eu sempre vos admirei pelo vosso caráter, pela vossa inteligência e honestidade. São uns homens engraçados e de originalidades interessantes. O que, convenhamos, é raro de encontrar nos dias de hoje.
 Ao longo desses anos, pude ver que vocês tentam ser umas pessoas esforçadas e dedicadas ao divertimento. São um exemplo para todos os Argoselenses; umas pessoas por quem tenho muita admiração; um ótimo referencial para todos nós. Gostava que continuassem trilhando esse caminho de sucesso, sempre com ótimas iniciativas.
Reconheço que tive uma demora em escrever. Mesmo assim é muito gratificante para mim, saber que esta iniciativa vai ser uma longa escada que terão pela frente, para não deixarem esquecer, os nossos ente queridos, porque renegar as origens é renegar-se a si próprio.

Sem antes finalizar, quero dar os meus verdadeiros parabéns. Não pude assistir à vossa festa de 2017 por motivos que alguns de vós bem conhecem, a minha falta de mobilidade, mas sei que a festa foi espetacular. Aproveito também para dizer-vos: se precisarem de algo dos meus serviços que possa contribuir, podem contar comigo…

Domingos Ferreira, sem seres um letrado, tu és uma pessoa de se lhe tirar o chapéu, como poucos que conheço. És um recreativo como poucos se podem orgulhar! Filho de peixe sabe nadar!!!

 Parabéns, novamente a todos, e boa sorte para os anos seguintes!!!

Abraços a todos.

Ilídio Bartolomeu


sábado, 17 de fevereiro de 2018

VIVENCIAS ENTRE FAMILIARES PODEM SER TRANSMITIDAS AOS FILHOS…



A forma como as famílias gozam férias, vivem os fins de semana e se comemoram os aniversários ou outras datas festivas, revelam aspetos importantes de espírito e cultura familiares, São vivências que se absorvem enquanto crianças e perduram, por norma, na idade adulta. É da natureza humana reviver o que um dia já o fez sentir-se bem, confortável, seguro, satisfeito e feliz!
A tradição é o ato de transmitir lendas, factos, costumes e hábitos, durante um longo período de tempos. Assim, no contexto familiar, pode-se dizer que a tradução é a cultura de uma família. E esta cultura pode definir-se como um conjunto de padrões e de comportamentos. Independentemente do nível financeiro, todas as famílias têm as suas tradições, a sua herança cultural, transmitida de geração em geração.

As famílias eficientes, evidenciam porque é que é importante preservar as tradições familiares, e o que esta preservação representam. Em primeiro lugar, as tradições ajudam a uma unidade forte, que se adoram mutuamente, que se respeitam e que se honram uns aos outros. Para além disso, as tradições permitem reforçar a ligação da família e, que por sua vez, proporciona mais integração, amparo, compreensão e sentido de pertença. O cultivo das tradições familiares de geração em geração é como que uma renovação da energia emocional, a constituição de um elo positivo com o passado.

 É tão frequente que cada um de nós, se recorde em idade adulta, de coisas que vivemos, as experiencias quando éramos crianças, que nos marcaram de forma determinante. O que é que nos pode acontecer muitas vezes? É tentarmos reproduzir e transmitir essas experiências aos nossos filhos e sobrinhos, na tentativa de que tenham os mesmos sentimentos que outrora tivemos. Só assim poderá gerar a passagem de sentimentos, de experiências, de heranças familiares entre gerações.

Todos estes fatores contribuem para a pluralidade cultural, composta por crenças, festas, tradições, memórias, costumes amizade e convívio, ou simplesmente recuperar um reacender de histórias vividas que integram a cultura de um povo.

Será pertinente perguntar aos Argoselenses se haverá algum deficit na transmissão destes fatores aos seus filhos???...

Ilídio Bartolomeu

sábado, 10 de fevereiro de 2018

HOMENAGEM A TODOS BEM MERECIDA...

Humberto do Fundo
É com imensa alegria que dedico em nome do meu Projeto, este meu artigo a dois amigos mais conhecidos em Argoselo. Ao saudoso Sr. Humberto do Fundo, com a carinhosa alcunha “Tio Limpa Chaminés,” possivelmente o último peleiro de Argoselo. Ao Sr. José Fernandes, com afetuosa alcunha “Tio Conde,” que se encontra ainda entre nós, provavelmente um dos melhores atores e organizadores de comedias em Argoselo. Quero expressar os meus sinceros agradecimentos e gratidão pelo trabalho solidário, interativo e por todo apoio que deram a este evento, o filme Tradições, Usos e Costumes de Argoselo.
 Tenho pela memória do Sr. Humberto do Fundo, um carinho muito especial, na verdade ele partilhou comigo aquilo que tinha de mais precioso, a memória do Seu Povo, as Tradições, e o gosto de ser negociante, além de peles, o ferro velho, nunca esquecendo também a sua terna mas firme religiosidade… um homem sempre pronto quando o chamavam para ajudar a colocar o Senhor do Bonfim no andor para os dias das Festas, nos dias hoje, já não acontece  bem assim, se por vezes não houver alguma contra partida. 
 Vi, comovido, quase as lágrimas de saudade a escorrerem pela sua face quando me falava do seu tempo de mocidade, e do tempo dos velhos marranos, rosto curtido por muitos Invernos, mais parecia um velho pergaminho…Que Deus esteja sempre consigo, Tio Humberto, no lugar onde estiveres, e quando fizeste a tua última viagem finalmente para junto dos teus antepassados, do Povo de Deus, do Teu Povo, sei que foste acompanhado por tantas Luzes como aquelas que tu acendestes na Igreja muitos dias, e à noite as velhas candeias de azeite puro a ELE, com as torcidas rezadas (como o Tio Humberto o bem sabia rezar), como quem desfia um rosário. (Ano 2014 em que prematuramente, faleceu). 
José Fernandes


O Sr. José Fernandes “Tio Conde”, é um homem pragmático, é-lhe fácil analisar tempos passados, Tradições e Costumes do Seu Povo, e do modo como narra, tem a ver com a sua personalidade. Certamente é uma figura carismática de Argoselo, com um vasto conhecimento a explicar os Usos e Costumes, é tarefa fácil sintetizar quem é o “Tio Conde “em meia dúzia de palavras, um sonhador. Uma pessoa fora do tempo, imaginário do que pretende esclarecer à sua maneira, mas que se entende perfeitamente. “O Tio Conde “carpinteiro de profissão, também nunca esqueceu a sua afetuosa e frequentemente a religiosidade…

Estas duas personalidades estiveram desde que os conheço, sempre em contato com ritos, costumes e culturas, uma experiência engrandecedora e, ao mesmo tempo, algo desafiador, na medida em que nos colocam frente a frente com outras formas de ver e interpretar o mundo e as próprias relações humanas. Nesse sentido, mergulhar no universo do outro, compreendê-los nos seus contextos, sem julgamentos e expectativas, pode tornar-se tarefa árdua, especialmente num tempo de urgência na busca por respostas e definições. Assim, a linguagem audiovisual torna-se, também, ferramenta de aproximação das diferenças e de estímulo para novas perceções.

É este o convite que regista os rituais de uma aldeia, que estas duas pessoas nos deixam e que levanta questões atuais deste povo, como a preocupação dos mais novos em manter as tradições, e mudanças nos hábitos, revelaram-me um dia, estes dois amigos.
Património cultural: é o conjunto de todos os bens, que, pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse marcante da nossa identidade, neste caso, de uma região. As tradições falam mais alto na Vila de Argoselo, um local em que os hábitos têm passado ao lado de todos os responsáveis, que tinham o dever de estimular a população, para a relevância em preservar os hábitos deixados pelos antepassados.

 Estas duas pessoas, reconhecidos pelo povo como grandes atores, com os seus saberes, experiências, tradições e cultura, davam vida e alma às comédias de rua, fazendo rir e alegrando as pessoas. Também as festas religiosas e populares dão vida a essa memória. A aldeia agora Vila, embelezava-se para festejar os seus Santos Padroeiros especialmente no período de Verão. As feiras, outrora espaços privilegiados de convívio e comércio, hoje, numa mostra de atividade reduzida.
As manifestações culturais são tradições de cada região, que são recriadas coletivamente pelos próprios habitantes, mas nos dias de hoje, torna-se difícil para recriar uma comédia com tantos figurantes precisos, para que elas se mantivessem de geração em geração, de modo a que não fosse esquecida a cultura deste Povo Argoselo.

Outros Amigos, que com o seu trabalho solidário prestado a este projeto, também me merecem ser lembrados com carinho e ternura. O saudosismo sempre é válido tratando-se de amigos que nos marcam para sempre. Também quero expressar os meus sinceros agradecimentos e gratidão pelo apoio, demonstrado, logo que os abordei, puseram-se imediatamente ao dispor, com o seu tempo de trabalho solidário e à vontade para levar avante as filmagens da Segada, pelos ensinamentos que colhi, na certeza da contribuição árdua destes amigos, quero manifestar aos que já faleceram os meus pêsames, saudades e a minha homenagem. Aos que ainda estão entre nós os meus agradecimentos e a merecida homenagem.

 Passo a cita-los; como é óbvio alguns vou trata-los pelas carinhosas alcunhas: Sra. Maria da Glória, Sra. Balbina, Sr. Alfredo Oliveira, tio Salazar, Sr. António Vermelho, Sr. Fernando Checas, Sr. Júlio Tomé, tio Peixe, Sr. Nataniel Bartolomeu, Sr. Carlos Oliveira, Sr. João Fernandes, Maria do Carmo Oliveira, Justina Oliveira, Sofia Bartolomeu e Maria do Carmo Santos. Todos eles e elas foram simplesmente amavelmente maravilhosos. Por isso, estejam lá onde estiverem, um especial agradecimento a todos que patrocinaram com a sua contribuição,  um bem ajam por ser viabilizado este meu projeto, com valor patrimonial que vai ser de todos os Argoselenses: 

Ao Sr. Humberto do Fundo, deixo a minha mais profunda homenagem. Amizade não é sobre quem vem primeiro ou quem vem por último. É sobre quem vem e nunca vai embora.

Ao Sr. José Fernandes, os meus sinceros agradecimentos. Um dia, perguntaram-me: quanto vale um amigo? Respondi: não sei, os que eu tenho, ganhei… Não estão à venda e não tem preço.

À querida comunidade de Argoselo. Quero desejar a todos muita saúde e prosperidade. Que todos possam realizar todos os vossos sonhos e que possam desfrutar de toda felicidade que houver neste mundo.

Ilídio Bartolomeu 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

DESERTIFICAÇÃO DO CONCELHO DE VIMIOSO! UM MAL TERRÍVEL…

Muito se tem falado em desertificação do interior do País, mas eu vou falar e concentrar-me mais no meu Concelho, que é Vimioso.
Desertificação é um fenômeno em que uma determinada região é transformada em deserto, através da ação humana e do solo. Na última década vem ocorrendo um significativo aumento do processo de desertificação no Concelho de Vimioso.
O caso mais evidente desse processo está nas aldeias, o problema cresce de forma assustadora, as causas são (ações humanas). No concelho de Vimioso aconteceu e acontece atualmente o migrar de pessoas para outras áreas em decorrência deste problema ambiental.
Para impedir o avanço ou para modificar a situação de um problema tão grave que é a desertificação, são necessários, sobretudo, recursos financeiros, aplicação de tecnologias e vontade política, mas há um inconveniente, a Autarquia de Vimioso sofre alguns problemas financeiros, não consegue sequer dar às suas populações as suficientes políticas sociais e recreativas.

O constante crescimento do processo de desertificação, avança e vai contribuir para agravar ainda mais as mazelas sociais presentes das gentes das aldeias, como aumento do desemprego numa região que possui um dos (índice de desenvolvimento humano).
Com isso a economia desta região também é abalada, já que ocorre a diminuição de consumo e de produção, fatores que influenciam diretamente na arrecadação de impostos, fragilizando o município e tornando-o um concelho pobre. Em Portugal a pobreza concentra-se mais em áreas desertificadas ou suscetíveis a isso.
Desta forma, o processo tem afetado diretamente a população humana, já que com o processo migratório foi muito forte e deveu-se à falta de emprego, ocasionada, principalmente, pela baixa produção e diminuição do investimento de empresas no concelho.

Podemos destacar também a seca dos solos, intensificação do processo destruidor, redução da disponibilidade e da qualidade dos recursos hídricos, diminuição na fertilidade e produtividade do solo e redução das terras agricultáveis.
A consequência na economia local pode ser a falta de pessoas para trabalhar e também pode ser vista na desvalorização das terras que sofrem esse processo de desertificação, por se tornarem improdutivas, as pessoas não vêm utilidade nelas. Causando assim grandes prejuízos, por isso as pessoas não as desmatam para fazer uso delas.
Ao contrário do que se possa pensar, a desertificação não é apenas um problema do Concelho de Vimioso. Os seus efeitos transcendem largamente a outros Concelhos que estão a provocar uma crescente desertificação nessas zonas.

Reduzir as assimetrias locais, contrariar a desertificação e o despovoamento do território, são objetivos que, para serem atingidos, exigem uma política de desenvolvimento integrada que assente na defesa dos serviços públicos de proximidade (na saúde, educação e apoio social), na valorização da produção regional e no apoio aos sectores produtivos, que tenha em conta a valorização duma rede de transporte assegurado entre aldeias do Concelho capaz de garantir o direito à mobilidade das populações.
 Isto se o Executivo de Vimioso tiver poder reivindicativo perante o governo central, doutra maneira reconheço não terem possibilidade de concretizar.

Há cerca de um ano e meio, a Liga para à Proteção da Natureza lançava o alerta: Portugal, é um dos países mais suscetíveis à desertificação em resultado das condições climatéricas e geológicas em consequência dos fogos e do tipo de cobertura vegetal, mas também em resultado do modelo de ordenamento do território.
No entanto, foi opinião dos ambientalistas portugueses que esta Acão Nacional de Combate à Desertificação, que há uns anos disse, e que ainda hoje largamente permanece inoperacional, quer do ponto de vista da aplicação das medidas, quer da participação ativa das populações na sua implementação.

Todos nós munícipes lamentamos o despovoamento e a desertificação do nosso Concelho, mas o que temos de assumir é que o envelhecimento, o empobrecimento e o despovoamento das nossas aldeias do concelho de Vimioso têm várias causas. Mas também dizer: Não há maldição que não pese sobre a nossa região, que não tenha explicação as políticas contrárias ao desenvolvimento equilibrado e ao desinteresse das populações por pate dos nossos representantes, que têm governado a seu belo prazer o nosso Concelho.


Ilídio Bartolomeu

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ONDE ESTÁ O ORGULHO DA SUA TERRA?!...

Existe um despertar saudosista em algumas pessoas de Argaselo que continuam a não valorizar as suas origens…
Estas pessoas, às vezes, são menos argoselenses do que aqueles por motivos vários, foram morar para outras partes do País.
 Há uma cultura de vira lata na personalidade dessas pessoas que se consideram patriotas e demagogos qualquer expressão de bairrismo. Tanto que, de um modo estúpido e sem qualquer explicação que me convença, o termo bairrista ganhou ar depreciativo. O bairrismo defende os interesses do bairro ou da sua terra tanto por atitudes de defesa exacerbada e das suas alegadas virtudes, ou por afinidade, da sua terra natal.
Aqui o bairrismo está vinculado a uma visão estreita do mundo que menospreza tudo aquilo que vem de fora. Raramente o bairrismo para estas pessoas é encarado como uma atitude positiva e orgulho pela sua terra. Alguns diriam que não há do que se orgulhar. O erro está justamente aí!!!

 Uma nova história não se escreve sem a defesa do conceito e orgulho de uma Terra.

Os patriotas, consiste em saber que os erros ou falta de atitude do passado não deve comprometer os anseios do futuro. A história reescreve-se diariamente, tornando estúpido aquele que aponta as exibições de paixão pela sua terra como babanquice.
Infelizmente estes demagogos estão próximos das definições de patriotismo em Argoselo. Estas pessoas, veem um Argoselo em que a paixão pelas cores existe, como uma matriz de definição de quatro em quatro anos. Atitudes de exibição de amor pela sua terra, não existem porque esses sujeitos têm vergonha, e elas têm vergonha porque são acusados de hipócritas.
A vida é um misto de admiração e, ao mesmo tempo de indignação. A sensação é de que há uma significativa distância entre a mente e o coração. O pensamento mostra com nitidez, o coração nem sempre assimila. É algo que faz pensar; a mente e o coração não estão em sincronia.
O coração do manipulador, no entanto parece indomável, autônomo, inquieto. Nem sempre o emocional atende aos sinais e indicativos da racionalidade. É possível imaginar que o coração necessite de mais tempo, para compreender o que parece ser óbvio.
A verdade é que a demagogia leva sempre a tentar mais uma vez, fazendo acreditar mais e mais o povo, dando outra chance. E assim os de mente fraca têm mais facilidade para aceitar. O coração do demagogo é quase sempre desobediente. O equilíbrio entre razão e emoção advém da maturidade. Nem mesmo a idade é capaz por si só, de proporcionar a verdadeira compreensão dos fatos. As ações destes indivíduos são vacilantes, uma vez que por momentos ficam sem opções e provocam até algumas deceções. Dar tempo ao coração para que ele assimile o que a mente já deduziu é uma atitude louvável. A dificuldade, nessa velocidade que envolve a todos, é firmar o passo no compasso, espantando a necessidade, acalmar o coração.
Estes demagogos conseguem pronunciar tantas vezes o amor que têm pela sua terra em 5 dias, de quatro em quatro anos, do que o resto da população em 1455 dias. Ora, como toda a gente sabe “é de pequenino que se torce o pepino.” Como quem diz: é logo apôs a uma legislatura que tem de se preparar a seguinte, e o que é que fazem os convencidos, deixam andar os 1.455 dias, fazendo o quê?!... Nada!!!! de nada!!!! Enquanto que aos demagogos, 5 dias chegam para convencerem tudo e todos sem se preocuparem minimamente com o orgulho e amor à sua terra que o apregoam em tão pouco tempo...
O homem que ama a sua terra respeita a sua história. Nascemos e nos transformamos naquilo que o nosso passado escreveu. De qualquer maneira cabe a nós respeitar isso. Caso não haja identificação, então fazer algo de novo e gerar uma razão para que o futuro proporcione motivos para não relembrar os anos que se foram.
E isso só ocorre, queiram eles ou não, amando e respeitando o seu território. Não se trata de tolerar uma história, mas molda-la de acordo com seu caráter. E, se necessário, agir para produzir novas linhas, novos fatos e novos heróis.
O homem precisa de amar e cuidar da sua terra.
Não se pode esperar um motivo para ter orgulho. Façam por se orgulhar.


Ilídio Bartolomeu