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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

DEIXEMOS O QUE FOMOS E VAMOS AO QUE SOMOS



As pessoas, especialmente as mais velhas, adoram falar sobre como as coisas eram diferentes antigamente. É comum ouvirmos: Ah, no meu tempo era assim.… temos até a impressão de que antes tudo era melhor, mais fácil, mais agradável. Será que era mesmo? As pessoas costumam ser saudosistas, mas devemos entender que não podemos viver no passado nem querer que tudo seja como era antes. Verdade que devemos admitir que havia coisas melhores nos tempos antigos. Antes, as crianças brincavam nas ruas e hoje vivem presas aos telemóveis e computadores.

 Outra coisa negativa dos tempos atuais é que hoje as pessoas parecem estar desaprendendo a arte de conversar. Hoje, fala-se com uma pessoa e ela nem tira os olhos do telemóvel. Dá mais atenção a alguém que talvez nunca tenha visto pessoalmente do que um amigo. Isso faz com que sintamos que não nos dão importância e que alguém de fora é mais importante do que nós. É assim que eu acho.
Porém, temos de entender que, se algumas coisas mudaram para pior, isso não significa que os tempos passados eram assim tão bons. Será que rapazes e raparigas de hoje gostariam de voltar ao tempo em que não se votava, inclusive os pais decidiam com quem casar as filhas? Isso quando elas não eram mandadas para o convento. 

 Alguém gostaria de viver no tempo em que um filho era escolhido para ficar solteiro para cuidar dos pais na velhice? Quantas pessoas não devem ter sido infelizes antigamente, tendo tido de abandonar os seus sonhos de felicidade? Pensemos nos Estados Unidos e na luta histórica contra o racismo. Que negro iria querer que voltasse à época em que os negros não podiam frequentar certos lugares e, quando os autocarros lotavam, os negros tinham que se levantar para ceder o lugar aos brancos?
Antes, bullying era considerado uma coisa normal de escola, um “piropo” não era digno de atenção por parte dos pais, professores e autoridades escolares. Hoje, com o conhecimento acerca dos danos que o bullying causa na vida da vítima, discutem-se políticas para combatê-lo. Bater numa mulher já foi uma forma de discipliná-las. Agora, as mulheres têm direitos e podem denunciar os seus agressores.

Cada época tem aspetos negativos e positivos. Nós mudamos porque hoje sabemos o que ninguém sabia no passado e, no futuro, as pessoas saberão coisas que ignoramos. As sociedades e pessoas mudam. Muitas vezes, queremos viver no passado, principalmente se temos boas recordações. Entretanto, não podemos viver presos às lembranças e costumes da juventude. Tudo passa, inclusive nós. As mudanças são parte natural da vida.

Existe um ditado que diz: “O que não tem remédio, remediado está”. Esta frase serve tanto para a gente se conformar com a realidade (que nem sempre é a que desejamos) quanto para entendermos que o tempo não volta, que o que aconteceu não deixará de acontecer, e que o arrependimento ajudam a construir uma existência mais certeira daqui para a frente…


Ilídio Bartolomeu

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

INFORMAÇÕES ÚTEIS SOBRE ATIVIDADES DA NOSSA TERRA.



Olá, somos todos Argoselenses. Este é o meu, é o teu, é o nosso blog.
Nele poderemos encontrar diversos textos, artigos e opiniões; sobre temas variados, produzidos por nós mesmos.
Vamos ter que ser muito unidos. Buscar sempre o apoio uns dos outros com muito diálogo e superar as dificuldades juntos, sejam elas individuais ou coletivas. Vamos tentar também ser criativos, quando movido por um mesmo interesse, sabermos trabalhar em equipe e dedicar-nos como ninguém. Correr atrás dos interesses de Argoselo, pensarmos em soluções, retirar ideias geniais e muito criativas.

Este é um desafio que vos proponho. Escrever textos, artigos e opiniões no Facebook, só nos vamos lembrar deles num curto espaço de tempo, depois nada ficará registado para as novas gerações. É um facto. No NOSSO BLOG, todos os seus textos, artigos e opiniões, circularão por muitos anos.  
Espero que gostem da ideia deste blog, e que os nossos textos, artigos e opiniões, sejam feitos com muita dedicação, cuidado e devidamente assinados pelos próprios.

O texto escrito está em toda a parte, e muitas coisas não poderiam existir no mundo atual sem ele. Ainda assim, são poucas as pessoas que se sentem à vontade diante da tarefa de escrever um texto e dá-lo à leitura.

A escrita faz marcas. No escritor e nos seus leitores. Longe de ser apenas uma codificação das palavras, é certo que a escrita modifica o pensamento e ajuda a construir explicações sobre o mundo e sobre nós mesmos.
Ora, escrever não é verbo intransmissível. Escrevemos algo, para alguém, com um objetivo. Apresentar o texto na sua complexidade e dentro de uma situação comunicativa genuína, é essencial para o recrutamento dos recursos internos necessários para produzir um texto. Por isso, é importante que as pessoas tenham contato com diferentes gêneros textuais ao longo de sua vida, e que os seus textos circulem entre diferentes leitores.

No entanto, se é necessário escrever para aprender a escrever, não é suficiente. Confirmar, além de ser uma prática social, é uma situação privilegiada para a reflexão sobre a língua e para o desenvolvimento da autorregulação da aprendizagem.
O desenvolvimento das ciências da linguagem, da psicologia da educação e da didática tem revelado o quão complexo é o processo da escrita, bem como a sua aprendizagem e o seu ensino. Dentre as inúmeras condições necessárias para a aprendizagem da escrita, eu destacaria algumas, a meu ver, essenciais:

1. Gostar de escrever;
2. Tempo para a escrita;
3. Olhar respeitosamente o outro;
4. Arranjos favoráveis ao reconhecimento dos textos;
5. incentivo à criação, à transgressão e à expressão de si.

Esta é uma tarefa primordial a todos aqueles predispostos a escrever: oferecer aos outros um ambiente favorável para a apropriação da palavra, para a expressão das suas ideias, e para que possam fazê-lo cada vez melhor.

Enviem as vossas opiniões, se acham que é uma boa a ideia…

O nosso desejo de Ano Novo para o marketing, Argoselo


Ilídio Bartolomeu

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

COMEMORAR O ANO NOVO É FAZER QUESTÃO DE PERSERVAR OS SÍMBOLOS


A cada ciclo que termina, as pessoas sentem necessidade de fazer um balanço de pontos positivos e negativos do Ano que agora termina.
E isso vale tanto para os perigos, problemas e dificuldades do ciclo que termina, quanto para os projetos e sonhos que ficaram parados, e precisam ser atualizados para o novo ano que aí vem.
É claro que um ciclo pode começar numa data qualquer ou ser provocado por uma mudança que tenhamos em mente, ou em qualquer momento, desde que seja um interesse significativo para a pessoa. Em qualquer momento na vida se pode fazer mudanças. Porém, durante os ciclos que se fecham, essas alterações têm peso especialmente para quem quer que seja. impulsionado por uma vantagem de ganhos.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. O objetivo de um ano novo, não é que nós deveríamos ter só um ano novo muito melhor. Deveríamos também sim, ter uma alma renovada, e cada novo ano também não ficasse por um outono da vida onde as folhas caem deixando apenas lembranças de dias bons e maus, mas que seja como a primavera da vida que produz frutos e dos frutos sementes onde podem ser plantadas a cada dia e colhidas...
No ano novo, tudo se pode transformar... os desejos são as mais belas obras deste acontecimento anual.

Cada ano novo traz connosco a possibilidade de reorganizarmos a vida, consertar erros, fazer coisas diferentes, esta promessa do NOVO é fundamental para o bem-estar e para a saúde mental.
No fundo, o importante é o desejo de atrair bons votos para o ano que está a chegar. As acomodações são inúmeras, mas todas as culturas celebram esta passagem de um ano para outro, de um ciclo para outro e todas as pessoas inventam as suas formas próprias de desejar a todos um bom novo…

Eu também quero desejar a todos os Argoselenses, um BOM ANO NOVO!...

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

NOVO ANO! VIDA NOVA!


A nossa vida não muda com a viradela de um ano, mas podemos mudar a forma que vamos viver deste momento em diante. A cada final de ano, somos convidados a refletir sobre o período que passou e o que está por vir. É o momento de repensarmos as nossas vidas e avaliarmos os pontos que desejamos mudar no ano que se vai iniciar.
 Este processo de reflexão possibilita que nos reorganizemos para desfrutar de maior equilíbrio nesta nova etapa que está para vir. Enfim, o final do ano favorece para que cada um reavalie os seus projetos e busque as transformações desejadas.  
Reconhecer a necessidade da mudança e acreditar na capacidade de alcançá-la, é um grande passo para que se possa viver melhor no novo ano. Está a chegar 2020 e, para receber este ano, façamos uma faxina geral na nossa casa.

Vamos enfrentá-lo com a alma leve, em busca do bem comum, vamos ser menos egoístas e mais humanos. Para muitas pessoas, o início do ano vem acompanhado do desejo de renovação e do sentimento de esperança de que tudo seja para melhor. Mas, para que isso aconteça, o ideal é organizar as ideias e delinear as ações a serem realizadas ao longo do ano. Todos os anos há um momento em que olhamos os nossos armários com um olhar mais detalhado.

Olhamos aquelas roupas e sapatos que não usamos há tempos, as tiramos do armário de vez em quando, vestimos e confirmamos novamente que não gostamos, que não combina connosco e nunca as usamos. Às vezes, tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada, sabe-se lá porquê. Acontece que o nosso guarda-roupa não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais. 

Temos um guarda-roupa desses no nosso íntimo. Vamos fazer uma limpeza naquilo que não nos serve mais, deitar fora crenças, ideias, experiências ou maneiras de viver que não nos acrescentaram nada, só serviram para nos roubar energia. Não vamos esperar o momento certo ou quem sabe o próximo final do ano para fazer essa limpeza.
Comecemos então no princípio do Ano Novo a experimentar um sentimento agradável de liberdade. Liberdade de não ter de guardar o que não nos serve, de experimentar o desdém, de saber que mudamos para melhor e só usarmos as coisas que verdadeiramente nos servem e fazem bem. Vamos fazer planos, sonhar. Tudo o que nos motiva e movimenta são os nossos sonhos e os nossos planos.

Uma coisa é chegarmos lá, outra diferente e mais trabalhosa, é conservar o que foi conquistado. É preciso viver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar. É necessário abrir os olhos e entender que as coisas boas estão dentro de nós, onde os desejos não precisam de razão e nem os sentimentos de motivos. O importante é viver cada momento, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver.

Feliz Ano Novo! Feliz Vida Nova! "Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano. Sempre que alguém descobre esse poder, algo antes considerado impossível se torna realidade".

Ilídio Bartolomeu 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O MENINO QUE QUERIA IR AO CIRCO!


CONTO DE NATAL PARA A CRIANÇADA



O circo estava a chegar á aldeia. Não era circo com lona. Também era pequeno e com poucas atrações. Basicamente palhaços e show de magia. A apresentação foi na escola ao ar livre. O preço era irrisório para a maioria da criançada. Mas para mim ainda era caro.
 Tinha nove anos de idade e nem um tostão furado tinha. Após ajudar os meus pais com os afazeres fiquei ali a ver os colegas comprarem os ingressos de entrada, enquanto o pessoal do circo estavam a fazer a montagem para a apresentação mais tarde.
Queria muito assistir ao espetáculo. E vê-los a fazer a montagem, só aumentou mais a minha vontade. Disseram que um mágico iria cortar uma mulher ao meio e alguém iria inverter leão. Queria muito assistir. Continuei sentado ali com cara de quem tinha poucos amigos.
Faltava cinco dias para o natal. Já tinha tentado de tudo, mas os meus pais não tinham dinheiro nem para comprar um papo seco. Eles foram categóricos ao dizer que estavam a rezar para que a cesta básica dos pobres de natal se chegasse, seria só pelas graças de Deus!
Eram tempos difíceis, mas para Deus era tão fácil! Então, com muita fé pedi a Deus que mandasse dinheiro para eu comprar um ingresso e que chegasse a cesta básica para os meus pais ficarem contentes.
Para Deus nada é impossível! Sempre ouvi falar. Naquele dia vi o milagre acontecer. Enquanto eu olhava a montagem para o espetáculo. O rapaz da montagem olhou para mim e disse:
Ei! Menino! Tu queres assistir ao espetáculo? Sim. Eu quero.  Respondi com um sorriso de orelha a orelha. Pois dou-te um ingresso se conseguires um lençol para colocar naquela janela ali.
Bem.... Era tudo que eu precisava. Porém, lembrei-me que os lençóis da minha mãe eram todos acabados de tão velhos! Mas, minha irmã era recém-casada e tinha uns lençóis novinhos. Fui lá e escolhi o mais bonito que encontrei. Não pedi permissão, afinal, que mal tem em emprestar um lençol? Escolhi um vermelho com bordados. Foi o espetáculo mais lindo que assisti. Foi o meu milagre de natal!!
No dia seguinte fui buscar o lençol. Ou melhor, o que sobrou dele! A cesta do natal também chegou no dia seguinte. Os meus pais estavam muito felizes e disseram-me: Pedro… caça para a barriga e não para as costas!
Eh, foi o meu primeiro milagre só deu para mim, o segundo encheu a barriga. E, nunca mais pedi milagres sem explicar primeiro a Deus o que é prioritário.

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

JUNTA DE FREGUESIA DE ARGOSELO ESTÁ DE PARABÉNS!!!


Com o Natal à porta, começam os preparativos para a quadra festiva mais desejada.
E porque o Natal é (sobretudo) das crianças, à semelhança dos anos anteriores, deve ser o sonho de qualquer criança, principalmente daquelas a quem já enchemos a cabeça e o imaginário com a morada do Pai Natal, e com a aldeia onde ele vive lá para o Norte, bem acima da linha do Círculo Polar Ártico.

Para celebrar o Natal de forma ainda mais mágica em Argoselo, a Junta de Freguesia encargou-se de mandar decorar e iluminar os largos e a rua principal da Vila para os festejos de Natal. Por isso, quero felicitar os membros da Junta de freguesia e dar-lhes os meus mais sinceros parabéns. Assim, desta forma estão contribuindo mais para a divulgação da nossa terra.

Quem visitar Argoselo vai receber uma Vila mágica envolvida em luz. Há quem o celebre com o presente ideal, junto da árvore enfeitada ou a passear pelas ruas iluminadas, numa proposta diferenciadora para toda a família.
Gastaram alguns euros como é evidente, mas se houver contentamento por parte das pessoas, então é um bom investimento, para além de ver a população satisfeita.

Também a população parece não associar o postal a qualquer propaganda eleitoral, vendo-o mais como um “mimo” dos seus representantes. É uma boa iniciativa, porque é sempre agradável receber uma lembrança Natalícia. Mas também é importante sentirem que o elenco da junta de freguesia está com a população, nos bons e nos maus momentos. “Mais do que membros da junta, devem ser membros da comunidade e agirem sempre com esse espírito”.

Os responsáveis locais devem ter em consideração que «o Natal constitui um momento muito importante para a nossa Vila, não só por tratar-se dum ponto alto em termos de dinamização económica, em especial no que toca ao comércio, mas também pela vivência do espírito festivo, de paz e fraternidade que temos o dever de promover junto dos nossos concidadãos. É por isso que, ano após ano, devem apostar num programa de animação diferenciador que tem sido esquecido por todos aqueles que aqui vivem.

Amigos argoselenses, tradicionalmente dezembro é a época da família, da confertinização, mas não podemos esquecer que para muitos é um mês de árduo trabalho. Portanto, para uns e para outros seguem os meus cumprimentos e o desejo que seja um Bom Natal para todos. Eu, fico a lembrar-me das deliciosas e tradicionais rabanadas e filhoses que a minha mãe fazia, nesse tempo era o meu presente de Natal!

UM BOM NATAL E BOM ANO NOVO PARA TODOS.

Ilídio Bartolomeu

NATAL! É SEMPRE QUE UM HOMEM QUIZER…


Sacrossanto dia de presentes e de mesas fartas. De filhoses e rabanadas, onde os gritos de alegria se confundem aos fogos de artifícios que iluminam a Noite Feliz. Então sim, é Natal!
Do abraço forte, das confraternizações, dos reencontros e de tantas emoções. Sim é verdade, é Natal! O amigo que, oculto se revela presente, em presentes. Dessa troca de objetos pré-encolhidos, mais do que o presente, vale o carinho que o embrulha. Veja! É o Natal!
As músicas, agora, são bem outras conhecidas. Os ritmos consolidam-se nas batidas dos corações de todos os presentes. Sim, é o Espírito do Natal!

Abracemos os nossos vizinhos e telefonemos para toda a nossa lista de amigos e parentes. Claro! Passemos para todos, desejando um Feliz Dia afinal é Natal!!!  Claro, façamos deste dia um dia especial! Porquê? Porque é Natal.
Então, gostaria de te lançar um desafio: por que não fazermos do ano inteiro um só Natal? Por que não permitirmos que este espírito de fraternidade que invade as nossas casas nesta noite, passe a ser a essência do dia-a-dia nos nossos lares? Que tal abraçar os nossos vizinhos e amigos com o mesmo entusiasmo, também, nos outros dias do ano?
Afinal, quem disse que é proibido fazer rabanadas e filhoses fora do Natal?
Por que não deixarmos de ser “o amigo oculto”, para ser o amigo presente?
Por que o carinho que embrulha os nossos presentes não pode ser o próprio presente, bastando estar presente nos nossos atos, pensamentos e palavras?
Esse ritmo coracional, aferido pelo tom do Natal, poderia ser a trilha sonora de todos os dias! Utopia? Bem vale apena sonhar! Mas por que não aproveitarmos esta energia Divina, que nos envolve no dia de Natal e fazermos um esforço para que isto possa, pelo menos, um pouquinho, tornar-se realidade?
O que eu quero dizer-te é, desejar que o espírito natalino seja o perfume a incensar todos os teus dias; que a Estrela Natalina, que orientou os 3 Reis Magos, seja para ti o farol a  guiar na busca do teu “Deus Interior” na manjedoura do teu coração; que a essência do Natal seja um eterno renascer de evolução espiritual, conduzindo-te de volta a Casa do Pai.

Façamos um 2019 de Natais diários, deixando que o Jesus Cristo nasça dentro de nós, através dos ensinamentos aqui por Ele deixados há mais de 2000 anos. Comecemos por…. Amar o próximo…
Então, será a plenitude do Natal na plenitude das nossas vidas!
Que a Luz Divinal neste sublime Dia, também invada os nossos corações e mentes, e nos guie nos excelsos caminhos do Amor, da Paz e da Harmonia!
Para todos, um Feliz Natal, na afirmação da palavra.

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA


Há adolescentes que encontram no coro da Igreja da sua terra, a vocação para cantar, e são muito felizes por terem escolhido o coro para aprenderem a cantar.
A música traz muitos pontos positivos para a vida de quem a pratica. Estimula a criatividade, ajuda a autoestima, além de trazer alegria e sair da rotina. "A música traz muitos benefícios, principalmente o canto coral. O coro é muito interessante porque trabalha a sociabilização.”
Treinar o ouvido é o primeiro passo para diferenciar e emitir as notas musicais. A afinação surge a partir desse processo. Desenvolver novas habilidades é sempre algo gratificante e motivador.
Porém, para alcançar algumas metas é preciso dedicação, esforço e tempo. Assim como aprender a cozinhar, pintar, desenhar, escrever, entre outros, todas essas aptidões vão sendo adquiridas à medida que praticamos.
Da mesma forma, para aprender a cantar, também não é diferente. Cantar bem é algo que é adquirido após muitos treinos, com ajuda de um bom professor e uma boa dose de motivação pessoal.
Há quem nunca estudou música e não tem a mínima noção de como vai conseguir entender os conceitos de afinação, leitura de partituras e como vai aprender a cantar. Afinal, todos os grandes músicos e cantores da história não nasceram a saber cantar, eles aprenderam e praticaram muito antes de chegar à perfeição.

Se um dos teus sonhos é aprender a cantar, então, continua.  Porém, é preciso teres em mente que a voz jamais ficará igual à do teu cantor preferido, pois cada pessoa tem timbre próprio. Como já mencionei acima, todos os cantores podem cantar bem, ou seja, ter uma voz afinada, para isso só basta treinar.
Todos podem aprender a cantar ou melhorar o que já fazem bem. O canto é um treino, um conjunto de técnicas e exercícios utilizados para aprimorar a voz, a afinação e interpretação.
Aprender a controlar a entrada e saída de ar, será possível manter a nota por mais tempo sem desafinar ou partir uma frase.
“Até podes achar que a tua voz não é muito boa.” Calma aí, tudo tem solução! Podes mudar o timbre como quiseres emitir a voz. Há diversas técnicas que possibilitam tornar o timbre agradável e bonito aos ouvidos.
Existem pessoas que nascem abençoadas e impressionam com uma bela voz sem nunca ter feito uma aula de canto. Outros cantam só no chuveiro e assustam todos pela casa com tanta desafinação.

Lembro que um bom cantor não se faz da noite para o dia. A música é um processo contínuo e requer muita paciência, estudo, disciplina e força de vontade para abrires e tornares algo de belo. Se tentares hoje, mas não conseguires, tenta amanhã novamente e assim por diante e verás que terás resultados significativos.

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

AGRADEÇA SEMPRE POR TUDO AQUILO QUE SE TEM


Considera-se uma pessoa grata? Costuma agradecer pelo que tem, já teve e hoje não tem? Infelizmente, existem muitas pessoas que não são gratas (confesso que às vezes também não sou). Gente que não agradece por nada na vida. Se está empregada reclama porque quer outro emprego. Se está desempregado reclama porque está sem emprego. Se tem um bom carro reclama porque gostaria de trocar por outro mais novo e do ano. Reclama quando está muito quente, frio, vento, a nevar, a chover, porque os seus textos são cumpridos e perde-se muito tempo para os ler etc. etc. Parece que nada esta bom.
Tudo é motivo de lamúria e reclamação. O pior é que também não fazem para mudar a situação. O emprego é mau?  Qualifique-se e procure outro.  O carro é antigo? Junte dinheiro para trocá-lo. Trabalhei certa vez com uma pessoa que só reclamava. De mal com a sua vida a todos nós contaminava. Sim, conviver ao lado de gente reclamona é angustiante. Talvez, seja por isso que há muitas pessoas infelizes no mundo. A gratidão talvez seja a grande fórmula para vencemos o tédio e o desânimo que rondam as nossas vidas. Devemos aprender a ser gratos. A gratidão faz bem.
 Ah, mas não sei a quem agradecer, aliás nem em Deus acredito, podem dizer alguns. Ok. Então, agradeça à natureza, ao universo, aos seus pais, irmãos, amigos, etc., mas agradeça. Não há problema em não acreditar em Deus. A questão é quem não acredita e não tem fé nele, acredita e tem fé em qualquer outra coisa. Por isso, agradeça a quem quer que seja.
Na vida deveremos ser gratos a tudo que temos, devemos a cada dia ficarmos felizes pelo que nos é proporcionado. Eu, sou grato a Deus, pois Ele tem me dado tudo que mereço no tempo certo e na hora certa, nada foge nos planos Dele, se o que peço for da vontade Dele, o meu pedido no momento certo será concedido.

Sejamos mais gratos a Deus, sabendo dar valor ao que temos e não ser ingratos, reclamando por o que não temos, pois tudo que está nos planos de Deus, nos será presenteado.

Ilídio Bartolomeu

sábado, 16 de novembro de 2019

REFLEXÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Gostaria de estar a escrever sobre muitas outras coisas, mas o panorama global do planeta obriga-me alertar para a desastre que nos aguarda, já que os responsáveis por tal missão estão omitindo e mentindo, enganando o povo sobre o futuro.
O mundo atual encaminha-se para o caos. Somente novas formas de pensar, de organizar e fazer funcionar as sociedades poderão superar o anarquismo instalado. O estilo de vida consumista e individualista, que se fixou como padrão de comportamento e de pensar, precisa mudar.
A catástrofe global não acontecerá proximamente, mas em poucas décadas todos nós estaremos a enfrentar científicos sobre este assunto.
Vivemos num mundo que foi decidido no passado. Precisamos criar o futuro das novas gerações, responsavelmente, agora enquanto resta algum tempo. A questão ambiental não encontra a devida atenção de tal forma que possamos começar a estabelecer as medidas que poderão vir a salvar a humanidade.
A automatização está a conduzir-nos a um terrível dilema; não haverá empregos para todos. Robôs, inteligência artificial, substituirão seres humanos, só os mais capacitados, sobreviverão.
Nos últimos três séculos, o desnível na distribuição da riqueza gerada está a aumentar de forma moralmente inadmissível.  “Em algumas décadas uma divisão física determinará entre os que possuem e desfrutam dos cada vez mais sofisticados bens e serviços, e os que vivem do outro lado das muralhas sobreviverão com as esmolas que os governos deverão providenciar”. Com a atual dinâmica política não podemos sequer sonhar em propiciar uma pobreza digna para a maioria das pessoas marginalizadas.
É provável que as atuais configurações políticas conduzam a violentas confrontações físicas desordenadas, sem objetivos concretos a serem conquistados, apenas motivadas pela reação à intolerável forma cínica e injusta da convivência instalada, prestem atenção nas manifestações que já estão ocorrendo em vários países.
 A alternativa da ação política democrática, a saída humana disponível, encontra-se com instituições, leis e práticas que não mais funcionam como deveriam, por força das novas formas de atuar a comunicação social, da propaganda e da maneira como as pessoas se estão educando, informando e se comunicando, Informações superficiais e muitas vezes mentirosas, destinada a atender aos interesses da classe dominante.
Não há como o Estado, responsável pela promoção do bem comum, não passar a ter uma ação mais presente nas sociedades, ao lado da atuação dos mercados livres e socialmente regulados. 
 A supremacia da ética, nas relações humanas, não é instrumento de trabalho da economia ou da administração, mas sim da política. Os pressupostos éticos que conduziram a humanidade a patamares de convivência humana, esperançosa de um futuro mais justo na Civilização Ocidental, hoje paradigma do ideal político a ser alcançado por todos os povos. A recuperação de tais pressupostos, se aceitos pela maioria, passariam a permear a vida dos povos fundada no efetivo reconhecimento da dignidade inerente às pessoas e no seu destino transcendente, fazendo desabrochar a consciência da necessária solidariedade, possibilidade real de um novo começo para esta humanidade desequilibrada e desorientada.
Não é no silêncio que os homens se fazem, mas sim na palavra, trabalho, na ação-reflexão.

Ilídio Bartolomeu

sábado, 2 de novembro de 2019

DIA DE TODOS OS SANTOS EM ARGOSELO...

O Dia de Todos os Santos deve-se ao Papa Bonifácio IV. A celebração deste dia, pretende lembrar Todos os Santos Mártires, conhecidos ou não. Este dia surgiu assim, com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis, em recordar os Santos nas celebrações das festas ao longo do ano.
Em Argoselo as celebrações de 1 de novembro, perderam-se um pouco ao longo dos anos, mas mesmo assim, ainda hoje esta tradição continua com algum vigor.
Então era e é assim em Argoselo o Dia de Todos os Santos: pela manha, ou da parte da tarde, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitam versos e recebem como oferenda pão, bolos, frutas, castanhas, figos, nozes, amêndoas ou dinheiro que colocam dentro dos seus sacos de pano; noutros pontos do País, chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’
Esta oferta destina-se a sufragar as almas das obrigações dos donos da casa, pelo que, as crianças a pedem referindo-se a essa intenção: Dêem-me uma esmolinha por alma das suas obrigações, ou por alma de quem lá têm.
Enquanto esperam a oferta, ou no fim de a receberem, rezam um Pai-Nosso e uma Avé-Maria, pelas mesmas intenções, em sinal de reconhecimento. Era hábito também os padrinhos oferecerem aos afilhados uma prenda, hoje não sei se é assim ou não.
 À tarde ao cair da noite desse dia de Todos os Santos, é essencialmente dedicada aos “Fiadeiros”, durante todo o dia, as pessoas devotas vão ao cemitério visitar os seus familiares e amigos rezando por todos eles e por todos os Fiéis Defuntos. Outras, vão mais à noite até dez horas mais ou menos, e colocam uma vela arder nas sepulturas dos familiares. Mas, também havia ou há ainda pessoas, que até se chegava a fazer apostas para quem tivesse a ousadia de ir às tantas da noite entrar dentro do cemitério. É claro que estas apostas traziam algumas partidas assustadoras.
“O Fiadeiro” como é chamado em Argoselo, consistem em fogueiras com muita lenha da grossa para arder durante a noite, ao ar livre em todos os bairros da povoação. A mocidade tinha e tem com certeza, o hábito de irem percorrer todos os “Fiadeiros” levam paus com moca numa das pontas, para disfarçadamente baterem nos troncos que estão a arder e fazer afugentar as pessoas que estão em seu redor, e também avaliar qual deles é o maior
Faz parte do “Fiadeiro” um magusto e algumas partidas tradicionais, consistindo uma delas em mandar as castanhas para a fogueira. Quando as castanhas estão quase assadas, os rapazes começam a dar mocadas nos troncos, para pretexto de alguém se atrever tirar as castanhas espantar ou que elas estoirarem nas mãos.
Outra maldade, é enfarruscarem-se todos uns aos outros, procurando que não escape ninguém. Para isso, enquanto se vão descascando as castanhas, escurecem as mãos, quando se pode, esfregam-se na cinza. Há, por vezes, correrias loucas para apanhar algum mais esquisito que não queira sujeitar-se a este costume.
É assim que se divertem enquanto comem as gostosas e quentes castanhas, ainda a estalar, e vão bebendo a deliciosa jeropiga ou vinho, durante a noite.
Já no dia 2 de novembro tem lugar a ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, que remonta ao final do primeiro milénio:
Em contraste com esta festa católica está o ‘Halloween’, vindo dos Estados Unidos da América e agora muito celebrado também na Europa, no dia 31 de outubro.


Ilídio Bartolomeu







quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O AMOR DA FAMÍLIA...


 

O amor da família é incondicional e infinito. Não importa onde estejamos, sempre poderemos receber um abraço caloroso, até mesmo a centenas de quilómetros de distância.
É um amor que guarda o nosso melhor reflexo. É a melhor, a mais linda e verdadeira versão de nós mesmos. Por tudo isso, são merecedores de ganhar o prémio de melhor apoio, o melhor “ombro amigo”.
Eles são a nossa luz, são pessoas únicas e insubstituíveis. Graças a eles, somos donos dos nossos sentimentos, o que nos torna automaticamente responsáveis por entender esses olhares de cumplicidade, por essa admiração e orgulho que incentivam o crescimento do amor mais puro e único que pode existir.

Talvez a nossa família não seja perfeita, pode haver discussões, mas partilhar a nossa existência é a maior bênção da vida.
No entanto, tome muito cuidado para não alimentar os rivais da saúde emocional em sua casa. Fique alerta para não danificar ou quebrar essa união; tenha sempre em mente a felicidade e a estabilidade de cada membro da família.
A família, de sangue ou não, são pessoas que nos aceitam como somos, que nos amam e fazem qualquer coisa para nos ver sorrir e ser feliz.
O que une verdadeiramente uma família não é o sangue que todos têm em comum, nem a sua genealogia. O que une verdadeiramente uma família é o amor que todos os seus membros sustentam uns pelos outros, é o respeito e admiração que vão conquistando ao longo do tempo.

Uma família unida tem como base princípios genuínos e sentimentos verdadeiros. É por isso que nem as maiores adversidades as desintegram, é por essa razão que elas conseguem encontrar felicidade até nos momentos mais desagradáveis
A Nossa casa é a construção mais importante das nossas vidas. Executamos e construímos o nosso mundo baseado no relacionamento que temos com a nossa família
O melhor presente que nós podemos dar à nossa família é passar mais tempo com eles. Cuidar do clima emocional da nossa família e do seu lar, pois esta é a chave do nosso bem-estar e do crescimento interior.

A Nossa casa é o lugar onde podemos ser nós mesmos, sempre baseados na confiança, respeito e solidariedade. Dedique um tempo à sua família todos os dias, pense neles, faça uma visita sempre que puder, abrace e demonstre sempre o seu amor.
Lembre-se de que a sua família, é o seu bem mais precioso. O seu maior tesouro. Que o diga eu nestes momentos de sofrimento...

Ilídio Bartolomeu                                                                              

terça-feira, 1 de outubro de 2019

O VOTO CONSCIENTE…


A princípio, quando se fala em voto consciente, faz-se referência à importância de um voto conquistado a partir de informações adequadas, que apontem ao eleitor, que o votado é quem está mais apto a atender aos pedidos da população.
Dessa forma, um voto consciente é feito com a consciência de que foi feita uma escolha adequada. O votante deve ser capaz de dizer, com um conhecimento adequado sobre os candidatos em questão; escolhi aquele que acredito estar mais apto a gerir o patrimônio e o interesse públicos.
As oportunidades são acontecimentos que tendem a auxiliar na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Elas podem surgir a qualquer instante e é preciso estar preparado para esse momento incerto e imprevisível. Mesmo com toda a insegurança que esta expectativa ocasiona.
Quando há uma preparação para o futuro, é possível com facilidade abraçar as oportunidades que surgirem. Fazer de cada etapa um degrau para a evolução.
Mas, o que acontece de pior é quando as pessoas não trilham esse caminho e esperam que o destino tome conta. E, como dizem, muitos esperam que as coisas caiam do céu nas suas mãos.

E isso está relacionado somente na melhor escolha; consciente e livremente ao modo de ver e viver a vida.
São momentos que decidem o que virá a seguir. Talvez não agora, mas quando passar dessa fase de construção e entrar na fase de colheita, na velhice.
Por isso a importância de ser consciente do mundo ao seu redor, preparando-se para as oportunidades, escolhendo o seu caminho que faça sentido à sua vida cotidiana e coletiva. Assim, estará fazendo a sua própria oportunidade aparecer para uma melhoria.

Lembre-se: oportunidade é diferente de comodismo e inconsciente. Uma é uma ocasião favorável a algo acontecer; e a outra é aceitação de situações com facilidade.
Se o ambiente que está não lhe proporciona oportunidade, então é preciso fazê-la acontecer denunciando… Desde que tenha atitude positiva, e não se render ao comodismo e facilitismo.
Portanto, dia 6 de outubro, são as eleições legislativas para escolher com o seu voto consciente e livre, um novo governo e um primeiro ministro mais competente às suas pretensões.

Ilídio Bartolomeu



domingo, 25 de agosto de 2019

QUEM SEMEIA VENTOS COLHE TEMPESTADES!...


Hoje lembrei-me deste provérbio / fábula e de o ouvir contar aos meus pais, que igualmente me contaram uma “história” ocorrida numa ocasião”, pois era também com “uma ocasião”, que começavam todas as suas histórias
Toda e qualquer pessoa necessita sentir-se amada/o, em algum momento precisa saber que pode receber carinho quando precisa e que alguém a admire, dentro de uma família todos podem sentir isso, mesmo com todos os defeitos que possam ter.
Uma família sempre concordará e apoiará os filhos em tudo que eles fazem, desde que as coisas sejam razoáveis dentro das regras familiares, é ela quem provoca o sentimento de conforto e segurança dos filhos.
Cabe aos pais educar os seus filhos para que no futuro eles possam cuidar de si mesmos e também dos seus criadores, ensinando e passando o exemplo para eles. A educação implica no uso de autoridade para estabelecer limites; dar ordem e proibir o indispensável que possibilite a criança a controlar os seus impulsos: todas as crianças nascem egoístas; ela passa a respeitar os outros através da educação e da disciplina, mas, principalmente pelo exemplo dos pais.
Quando uma criança ainda é pequena os pais decidem o “onde”, “quando” e “como”, dessa forma tendo grande controlo sobre os seus filhos e por eles tomarem as decisões que consideram corretas. Os pais apreciam esse certo controlo que possuem sobre os filhos, em muitos momentos sentem-se felizes com essa dependência que os filhos têm. Mas quando a criança chega à fase da adolescência e os pais não têm tanto controlo dos filhos, eles muitas vezes sentem-se desesperados.
 Quantos pais não dizem que sentem saudades da época de quando os seus filhos eram apenas bebês? Admitir que o seu filho cresceu equivale a reconhecer que eles estão a ficar mais velhos. Muitos pais não se conformam que perderam o “posto” de herói insubstituível do filho, não conseguem suportar o olhar crítico dos jovens
Há pais que começam a controlar exageradamente a vida dos filhos, como se pudessem com isso, fazer com que eles voltem a ser crianças: não respeitam a sua privacidade, querem participar da vida deles de forma integral, usam para o controlo deles, os perigos que existem nessa idade.
O problema muitas vezes não está apenas nos pais, também estão nos filhos. Os filhos por certa ignorância não querem ouvir os seus pais, acham que sempre estão certos, que tem experiência de vida o suficiente para comandar o seu próprio destino. A impaciência dos filhos com os pais é muito grande nos dias de hoje, muitas vezes fazem com que os pais sofram agressões dos seus próprios filhos. Está claro que também existem pais que criam os seus filhos com algum ódio e impaciência, como se essa fosse a única coisa que os seus pais lhes ensinaram e que do mesmo modo eles os tratarão com esses mesmos sentimentos no futuro.
 Mas isso não justifica as maldades que muitos filhos fazem com os pais, como dar respostas “mal-educadas”, injuriar, bater e até mesmo matar. Muitas destas coisas vêm de influências externas, como colegas que agem dessa mesma forma com os seus pais, mas também vem do interior da própria casa, do controlo que os pais têm dos filhos. Mas também não é espancar, maltratar que se resolvem as coisas, um pai tratar mal os seus filhos, a bater demasiadamente e injuriando…
Sinto muito, mas não esperem que depois eles vão tratá-los bem no futuro, pois os filhos tendem a agir da mesma forma como foram criados. Claro que em certos momentos umas boas palmadas ajudam, pois, as crianças têm que criar nas suas mentes, que para toda ação existe uma consequência, mas a conversar e dialogar nesse momento, é muito mais essencial do que qualquer outra coisa.
O maior papel dos pais é educar, compreender e dialogar sempre com os seus filhos. E o papel dos filhos é ouvir, respeitar e ter paciência com os seus pais, porque muitas vezes, por pior que isso possa parecer, eles sempre estão certos.
Neste mês de agosto fim de festas, vamos todos a refletir nestas palavras e homenagear nossos pais e avós e lembrar-nos que este costume não existia apenas naquela terra distante, nem era apenas dos tempos de antigamente, pois, na nossa terra, nos nossos dias também se faz e são precisamente os idosos que mais sofrem com o abandono
Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo. Já agora, vale a pena pensar nisto.

Ilídio Bartolomeu

sábado, 17 de agosto de 2019

O QUE A LENDA NOS DIZ SOBRE SÃO BARTOLOMEU...


Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é suscetível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Argoselo diferente, se conservem Argoselenses como nós, e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança que o passado nos legou.
De acordo com a tradição local e com as histórias que o povo conta, São Bartolomeu foi morto e esfolado, uns dizem que foi deitado ao mar e outros que foi deitado num rio, aparecendo o seu corpo na água dia 24 de Agosto
Diz a lenda, que em tempos que já lá vão, dois pastores durante o inverno guardavam as suas ovelhas na Capela Primitiva de São Bartolomeu, os dias iam passando e as ovelhas começavam a ficar sem lã e depois apareciam mortas. Os pastores não compreendiam a razão das suas mortes, e começaram a culpar o Santo por esta desgraça. Para se vingarem, levaram o santo a rastos pela ladeira abaixo até ao rio Sabor. Quando chegaram ao rio um dos pastores disse para o Santo: Já estás cansado? Fuma primeiro este cigarro! e meteu-lhe um cigarro na boca. Depois diz o outro: Tu deste-lhe de fumar e eu vou dar-lhe de beber. Agarrou-o, amarrou e espetou-o com a cabeça no rio. Feito isto, abandonaram-no para que a corrente o levasse e vieram embora.
Um peliqueiro que se deslocava de Coelhoso para passar o rio no local onde era mais baixo, viu o Santo na margem e reconhecendo-o carregou-o na mula, levou-o para a capela e colocou-o novamente no seu altar. Quando chegou ao povo contou o que se tinha passado e as pessoas questionavam quem teria sido.

Entretanto, a mula do peliqueiro que tinha trazido o Santo para cima, durou anos e anos e nunca mais morria. O Peliqueiro teve durante anos aquela mula em casa e acabou por mandá-la matar, pois já estava tolhida e não andava.
Dos dois pastores só se ouviu falar mais tarde quando as suas famílias, depois de um ter morrido queimado (o que lhe pôs o cigarro na boca) e outro afogado (o que o pôs no rio), terem contado o que tinha acontecido.
Mais tarde foi construída no local, a uns trezentos metros um majestoso Templo com uma Torre, bem como depois uns anos mais tarde seis Capelinhas com os Apóstolos, transformando o sítio no atual Santuário de São Bartolomeu.
Esta é a lenda contada pela maioria dos argoselenses. Noutras terras, em que também é feito o culto a São Bartolomeu existem outras lendas com versões diferentes.
Apesar de ter um Templo, o Santo permanece todo o ano na Capela Primitiva. Isto porque, segundo a população, ele “prefere” estar na Capela dele. Então, em Procissão dois dias antes da festa, é que é mudado para o Templo, para depois no dia da festa, numa grande procissão, ser levado de novo para a capela de origem, onde fica até ao ano seguinte.
A festa de São Bartolomeu que decorre todos os anos no dia 24 de Agosto é, pela sua projeção para além-fronteiras, a mais conhecida da região. São verdadeiras enchentes de romeiros que se deslocam ao santuário situado nas imediações desta terra, vindos de todo o distrito e não só (há inclusive muitos emigrantes que vêm exclusivamente para as cerimónias religiosas) para prestar devoção ao Santo
Durante o resto do ano, também vale a pena visitar este santuário de beleza paisagística inigualável, onde se pode ter uma magnífica panorâmica sobre o vale do Sabor e apreciar um saboroso piquenique à sombra de ramosas árvores em qualquer época do ano.
As mordomias de São Bartolomeu, são nomeadas de quatro em quatro anos e todas elas, têm feito algumas obras conforme se verificam no Santuário, mas muita gente de Argoselo e os muitos visitantes devotos do Santo ficam perplexos como ainda não se fizeram esforços para o melhoramento do recinto.
Sabemos finalmente que a mordomia atual tem um projeto para requalificar o recinto com obras que rondam os 300 mil euros conforme projeto divulgado e exposto no recinto em 2014. Aguardamos ansiosamente pelas mesmas duma vez que são tão necessárias.
Em Argoselo vivem-se dias de festa com a duração de dois dias 23 e 24. O ponto alto no dia 24 de Agosto é consagrado ao Santo, sendo as celebrações antecipadas por uma Procissão de velas no Planalto. Não existem muitas mudanças a assinalar, pois desde os primórdios a romaria conserva as genuínas tradições, onde as festividades religiosas e pagãs se misturam.
Antigamente, inúmeros romeiros chegavam a pé ou em burros. Vinham de longe ou de perto trazendo valiosas oferendas, e prestar culto ao seu Milagroso São Bartolomeu, como sinal de pagamento de promessas realizadas.
As cerimónias religiosas começam com uma missa na Capela Primitiva (Capela Velha) da parte da manhã, a partir da tarde destaca-se a Eucaristia celebrada no Templo (Capela Nova). Finda a missa segue-se a procissão desde o Templo até à Capela Primitiva num percurso de trezentos metros acompanhada pela banda de música, no final o sacerdote profere uma curta homilia e o adeus até o ano seguinte. Para finalizar há uma grande salva de morteiros. Esta é conhecida por ser uma das mais grandiosas procissões Argoseleiras e da região.
Estes rituais tradicionais misturam-se com a religiosidade. Há crenças, devoções e superstições que o homem mistura com a fé acreditando podendo ser a chave de alguns problemas.

Ilídio Bartolomeu

O RESULTADO DO QUE FIZERMOS NA VIDA


O que temos na vida, são as colheitas do que plantamos, são os resultados do nosso querer, agir, plantar, procurar, aceitar, viver e respirar. Assim se gostamos do que temos é porque este resultado foi uma boa colheita da nossa plantação, se não gostamos, foi porque esta não foi bem planeada e nem sempre como esperamos.
 Um casal tem três filhos, dois bons e um ruim, eles não plantaram um filho ruim, eles não planearam um filho ruim e não queriam um filho ruim, mas a vida pode dar estes resultados. O resultado mau, nem sempre é mau no todo, pois tudo tem uma finalidade, às vezes é para que nós possamos ter referência em relação aos outros filhos, é também para que outras pessoas tenham essa relação ao resto da humanidade. Não existe o bom, sem o mau, sempre haverá uma distinção.
Nós nos regozijamos com as coisas boas e que gostamos. Embora nada é unânime, às vezes consideramos uma coisa boa, mas outras pessoas podem ter outro ponto de vista e assim não ver, nem entender da mesma forma, é por isso que sempre haverá vários ângulos de uma mesma questão.

É como esquerda e direita na política, cada um acha melhor o seu lado. Existem aqueles radicais que fazem um esforço danado para defender a sua posição e tentar bloquear o outro lado, embora o correto seria procurar encontrar um ponto de equilíbrio para a convivência.

Aceitar o resultado do que temos é uma dávida que pode melhorar em muito a nossa vida e apreciar o que temos, seja de bom ou de mau, do que gostamos demais e o que gostamos de menos, tudo é importante, pois tudo é o resultado de nós mesmos, do que fizemos no passado, ou do que encontramos no nosso caminho para nos modificar, nos melhorar, ou nos piorar.
De tudo isto, não entregar só na mão de Deus ou da fé, pois precisamos continuar, plantando e não nos acomodar na vida sem nada fazer, só irá com certeza piorar os nossos dias, quem faz quem luta, pode não alcançar o resultado esperado na sua plenitude, mas com certeza estará caminhando para um mundo melhor.


Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 30 de julho de 2019

FESTEJOS EM HONRA DO SENHOR DO BONFIM



A Festa em Honra de Nosso Senhor do Bomfim têm lugar tradicionalmente no primeiro fim de semana de agosto. A parte religiosa tem como grande referência a Missa e a Procissão solene em honra de Nosso Senhor do Bonfim

Mas a Festa não se resume apenas a religião, existindo bastantes motivos para visitar a Vila de Argoselo nestes dias, onde se vive de forma intensa o dia-a-dia merecendo um destaque especial esta festa.
Festejos ao Senhor do Bonfim, é a primeira festa de verão, e serve para dar a tónica as festas que se seguem até ao dia 25 de agosto. Dar as boas-vindas especialmente aos emigrantes e a toda a população da freguesia, é um dos principais motivos das Festividades em Honra do Senhor do Bonfim, que este fim-de-semana dias, 3 e 4 vai decorrer na Vila de Argoselo. Os mordomos consideram que estes festejos são, também uma oportunidade de unir toda a população da freguesia. Animação é o que não vai faltar na freguesia durante estes dois dias.

Dia - 3    Música Ambiente durante o dia
Às 22h00 =Noie de Fados e Guitarradas com a atuação do grupo Madrepérola

Dia – 4 = 09h00  Missa campal  seguida de Procissão acompanhada com cavaleiros
                 No final da missa haverá um convívio com um bolo gigante

Ilídio Bartolomeu

sábado, 29 de junho de 2019

DIGNIDADE EM TODAS AS SITUAÇÕES…


A Dignidade de um homem, depende dos princípios e ideais que ele adota, que ele inclui e assimila.
As leis de um país são de acordo com o povo. E esse povo, seguindo os caminhos disponibilizados por Deus, a inteligência suprema, de forma positiva, harmônica, justa, vai construindo a sua identidade, se a sua dignidade for positiva. O modo como é sentida a dignidade varia de pessoa para pessoa, mas, as bases fundamentais são as mesmas em todas as criaturas.
Podemos manter a nossa dignidade enquanto cidadão, pagando corretamente os nossos impostos, mas os gestores públicos podem perder a dignidade quando usam esse dinheiro de forma criminosa, aplicando atos de corrupção. O funcionário que recolhe os impostos por força da lei e da obrigação, pode manter a sua dignidade valorizada no respeito àqueles que entregam as suas contribuições, reconhecendo como sendo o suor do rosto deles. Isso é uma forma de caridade, para aquele que é subjugado para servir de escravo aos gestores corruptos. A caridade é uma forma de amor, é importante para construir um caráter puro.

Podemos ter ideais, que ultrapassem as fronteiras do homem comum. Isso é bom, mas cuidado! As ideias faraônicas, deixam estampar nas estruturas vitais a feição de grandeza. Por isso é preciso ter maiores cuidados, pois as criações mentais podem-nos perseguir, tomando a maior parte do nosso tempo de trabalho e de repouso. Todos os esforços têm uma sequência, que o tempo domina, nada foge dessa lei. Vejamos; Não queiramos coisas grandes demais, sem começar pelas pequenas, que formam o alicerce, pois assim é tudo o que existe.
Tudo no universo, inclusive a Terra, é bafejada pela luz de Deus, agora com mais intensidade em função do grande número de consciências que começam a despertar as origens climáticas. Somente as gerações do futuro se certificarão, pela fé e pela ciência, da verdade que acabaremos por perceber.  A decência, no meio em que ora vivemos, é obrigada a despir-se das roupas da imposição interesseira. Ela não pode aceitar as escumalhas da mentira autoritária para satisfazer a arrogância e a brutalidade.
Honra, dignidade e honestidade diante dos nossos compromissos, à luz do amor, haveremos de encontrar muitas e muitas oportunidades de testar o coração na dignidade pura, porque aquele que se aproxima da verdade sofre primeiro as consequências da mentira e do engano.

Trabalhar com dignidade é condição essencial, não somente pela manutenção financeira, mas pela dignificação da vida de outrem. Trabalhar constitui-se numa parte importante da vida e vai além do ganha-pão. Tem a ver com realização pessoal, com o sentir-se útil e encontrar sentido em todos dias. A importância do trabalho na vida do ser humano vai muito além do facto de que, através dele, satisfazemos as nossas necessidades básicas.
 O trabalho por si só, é revelador da nossa humanidade, uma vez que possibilita ação transformadora sobre a natureza e de si mesmo. Além disso, a nossa capacidade inventiva e criadora é exteriorizada através do ofício que realizamos.
Tão importante quando desempenhar o seu ofício é gostar do que faz. Quem realiza o seu trabalho sem estar contente com o que executa, certamente não terá empenho e a sua produção será menor, além da tendência ao desenvolvimento da sua capacidade. Trabalhar sem sentir prazer é sinônimo de sofrimento de quem não percebe nada do que está a idealizar, um trabalho que não seja considerado gerador de bem-estar trará mais prejuízos do que benefícios.

 Não é possível que um trabalho, ao causar dores de cabeça, cumpra a sua função de dignificar o homem. A gênese do sofrimento pelo trabalho está por exemplo, relacionada a fatores como conflitos constantes entre líderes e liderados, ausência de espaço para discussão, expressão e resolução de problemas.
Todos os que se interessam pela verdade, foram chamados e escolhidos por uma força maior para que, por esse meio possamos sentir e entender, aperfeiçoando as nossas virtudes e procurando outras pela luz que acendemos para todos. Compreendamos a importância de termos a intenção da sinceridade, a vontade de sermos grandes para ajudar os menores. No entanto, é muito justo que olhemos os meios que procuramos. É muito nobre que todas as vias sejam lícitas, para que não venhamos a cair, antes de andar. A honra faz parte das belezas espirituais da alma, quando ela não exige a destruição nem procura humilhar quem nos ofendem.

“Ninguém montará em cima de nós se não nos curvarmos.”


Ilídio Bartolomeu