segunda-feira, 9 de março de 2026

AS MULHERES, TÊM GRANDE IMPORTÂNCIA!


 

Já imaginou um mundo sem a existência de mulheres? Um mundo onde só houvesse homens? Como seria esse mundo, se é possível imaginar?

Ninguém saberia responder, já que nunca houve, na história da humanidade, um mundo assim. Ao longo da história da humanidade, as mulheres sempre foram, por nós, homens, tratadas direta ou indiretamente, explícita ou implicitamente como seres inferiores, subalternas e, principalmente, como objetos sexuais.

Seja religiosamente, politicamente, fisicamente, sexualmente, moralmente, profissionalmente etc., nascer mulher é nascer perdendo de 2, 3, 4, 7, 10 ou mais a zero. Exagero? A história mostra que não!

É só estudar a história (a menos que não confie uma vírgula em dados históricos) para comprovar esse facto. As mulheres sofreram (e ainda sofrem) 2, 3, 4 ou 5 vezes mais do que nós, homens. Óbvio que as mulheres também não são santas nem perfeitas; mas negar que elas sofreram e sofrem mais do que nós, homens, é desonestidade, ingenuidade e burrice!

Basta observar, por exemplo, o aumento recente de casos de homicídios que estão ocorrendo em Portugal. Todos os dias há notícias de mulheres agredidas, quando não mortas, por homens. Biblicamente falando, até na Bíblia há relatos de violação dos direitos humanos das mulheres. Há passagens bíblicas que são sinistras contra elas e difíceis de engolir.

Deus nunca criou a mulher para ser inferior aos homens, mas sim para ser uma auxiliar, parceira, companheira e complemento. O propósito divino é bem claro: não existe superioridade masculina no sentido de valor e dignidade maior; ambos os gêneros foram criados para a glória de Deus. Por isso, não faz o mínimo de sentido, em termos bíblicos, o machismo.

A recomendação dos apóstolos era para que os maridos amassem as suas esposas como Cristo amou a sua igreja (seu povo). Ora, se isso não é um extremo valor para as mulheres e uma extrema responsabilidade para os homens, o que mais seria?

Enfim, respondendo à pergunta do título do texto, não, é possível um mundo sem a mulher, já que Deus deixou bem claro: "Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei por ele alguém que o auxilie e corresponda.”

Portanto, um feliz Dia Internacional das Mulheres.

 

Blog Freixagosa

domingo, 8 de março de 2026

VOLTAR À TERRA DAS MINHAS RAÍZES, ARGOSELO!


 

Voltar às raízes, é um processo de reconexão com a própria essência, valores fundamentais e origens, representa um ato de humildade, simplicidade e gratidão.

Voltar às raízes, não significa voltar ao passado, muitas vezes é um caminho de autoconhecimento para o futuro. Sou, com orgulho Argoseleiro. E é justamente esse orgulho, que me permite honrar também as minhas raízes, sem hierarquias, sem contradições. Uma forma de lembrar que propósito e essência estão nos detalhes quotidianos que nos moldam: as comidas, costumes e a força das histórias, que atravessam gerações. Assim, encontro um ponto de equilíbrio: quem sou, de onde vim e para onde quero seguir, sem nunca deixar de honrar os meus valores. Quem honra as raízes permanece firme, para viver o novo.

Por mais cidadãos do mundo que sejamos, temos sempre algumas raízes que nos fazem fazer sentir em casa. Não sei se, já te aconteceu sentires um cheiro, que te faz viajar para um lugar onde já foste feliz? Um barulho, que te lembra algo ou alguém, ou um sabor que te faz viajar? Eu já! Reparo que, tudo isso me relembra a construção daquilo que hoje sou e como lido com as coisas mais simples do meu dia a dia, bem como as mais complexas. Somos feitos de regressos a casa, à nossa árvore, onde recarregamos e nos nutrimos.

Somos feitos de bem-estares e conforto e de tanto, que nos alimenta o espírito. Por vezes, parecemos árvores capazes de resistir a ventos e vendavais, outras apenas um tronco frágil, prestes a tombar, mas na verdade, o que se vê não demonstra as raízes que nos sustentam. É certo, que algumas raízes nos prendem e até restringem alguma vontade de virar costas.

Entre altos e baixos, nem sempre fui grato por tudo que a vida me ofereceu, algumas vezes perguntei-me, por que mereço ter que passar por determinada dificuldade. Uma coisa é certa, não posso mudar o passado, mas posso olhar para os meus problemas de uma maneira diferente. Passar a encarar as dificuldades, como uma oportunidade de viver algo novo, e uma vida diferente. Conseguir forças, para solucionar todos os problemas, como se a cada vitória a minha fosse renovada. Não tenho medo da possibilidade de uma nova vida, sou um ser completamente adaptável, pronto para o inesperado.

Sou grato por ter muitas raízes, por entrar em lugares onde as pessoas me conhecem, frequentar encontros em que não me sinto estranho, porque significa que as minhas raízes foram dando frutos de empatia e intimidade. São essas raízes, que marcam quem sou e como quero ser, mais do que parecer.

E para ti amigo, quais são as tuas raízes?

 Bog Freixagosa

VIOLENÇA DOMÉSTICA CRIME PÚBLICO!


 

A violência contra a mulher não começa com uma bofetada.  Começa quando o amor está já fora de controle e a convivência gera medo. Em Portugal, houve avanços importantes.

A violência doméstica é considerada um crime público desde 2000. Isto quer dizer que não carece de uma apresentação de queixa por parte da vítima e qualquer pessoa pode denunciar um caso e, assim, combater este crime.

No entanto, os números continuam altos. Registos oficiais mostram 25 mortes no ano 2025, e centenas de queixas todos os anos. Há diferentes formas de agressão: o assassinato de mulheres, crimes hediondos, física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência física aparece com mais frequência, mas quase sempre vem acompanhada de abuso psicológico. E este é o mais difícil de aceitar. Ele não deixa hematomas visíveis, mas  desgasta por dentro.

A violência psicológica instala-se aos poucos. Primeiro, surgem críticas constantes. Depois, humilhações. Mais adiante, isolamento. A mulher começa a duvidar da própria percepção. O agressor alterna momentos de explosão com pedidos de desculpa e promessas de mudança. Esse movimento é descrito como um ciclo: tensão crescente, agressão e uma fase de reconciliação que parece amor, mas é apenas um intervalo antes da repetição.

Muitas vezes, o início da relação é tranquilo. As agressões aparecem após a consolidação do vínculo, às vezes durante a gravidez, quando mudanças na dinâmica do casal podem despertar sentimentos de posse e perda de controle no parceiro. A violência não surge como um evento isolado, mas como um processo contínuo.

Os impactos não se limitam ao corpo: insônia, ansiedade, dificuldade de concentração, depressão e sintomas físicos persistentes são comuns. Há relatos de mulheres, que passam a viver em constante estado de alerta, como se o perigo estivesse sempre à espreita. Algumas desenvolvem transtorno de stresse pós-traumático; outras relatam pensamentos suicidas. A dor emocional infiltra-se na rotina, no trabalho, na forma de se relacionar com os filhos e consigo mesma.

Existe também a dependência construída: financeira, emocional e social. Em muitos casos, o agressor utiliza o patrimônio, os filhos ou a própria imagem pública, para manter a mulher presa à relação. Ameaças ocultas, manipulação e desqualificação corroem a autonomia. Não raro, a vítima passa a acreditar que é demasiado, que provoca as discussões ou que não seria capaz de viver sozinha.

Um ponto delicado é o reconhecimento da violência. Algumas mulheres associam violência apenas a agressões físicas graves. Se não há marcas visíveis, entendem como “normal”. Essa noção revela o quanto certas formas de abuso foram naturalizadas culturalmente. A violência simbólica, verbal e emocional muitas vezes é tratada como parte do quotidiano conjugal.

Separação não é simples. O agressor pode mostrar-se arrependido, carinhoso e convincente. Pode dizer que vai mudar, pode colocar-se como vítima. Esse jogo confunde e fragiliza ainda mais quem já está emocionalmente abalada. Além disso, sair da relação, pode significar  abrir mão da estabilidade financeira, enfrentar julgamento social ou reorganizar toda a vida.

A violência contra a mulher termina, quando há reconhecimento do abuso, apoio da rede social e proteção efetiva. Termina, quando a mulher consegue reconstruir a sua autonomia e a sua percepção de si, como sujeita de direitos.

Não se trata de um fenômeno simples, não é apenas uma controvérsia que saiu do controle. É uma dinâmica complexa que atravessa afetos, crenças, expectativas do casamento. Enfrentá-la exige legislação, serviços de apoio e, sobretudo, mudança cultural.

A pergunta “onde começa e quando termina” não tem resposta única. Mas uma coisa é clara: começa no primeiro sinal de desrespeito que é ignorado e só termina quando a violência deixa de ser tolerada, justificada ou minimizada.

 Blog Freixagosa