domingo, 29 de março de 2026

MUITA GENTE TEM AZAR NA VIDA!


 

Na minha cultura, os mais velhos acham que é o karma da nossa vida passada que afeta a vida atual. Isso fez-me questionar a vida tantas vezes. É claro que todos estes mitos e crenças deixam-nos receosos, e quando estas datas se aproximam, tentamos ter o dobro dos cuidados para que estes dias decorram de forma possível, sem muitos infortúnios. Há sorte, há azar, há voltas que a vida dá e que nos apanha na curva. E só nos resta arcar com as consequências, sem sequer ter o direito de reclamar da sorte.

Há tempos na vida das pessoas, nos quais parece nada dar certo, não é assim?  Nessas horas parece imperar na vida nada mais que o absurdo. Parece que Deus nos abandonou e que se foi embora para algum lugar distante de onde não consegue escutar os nossos lamentos e pedidos.

Tente virar um pouco o olhar. Veja o que de bom existe na sua vida. Agradeça a Deus por isto tudo e peça a Ele as forças e a coragem para lutar para suplantar todos os seus problemas. Por que algumas pessoas só têm coisas boas, segurança e felicidade? E outras, só no modo de luta, dor, infelicidade, doença constante e luta atrás de luta. Os meus pais, sempre foram pobres, mas eram muito gentis e de bom coração, respeito, felicidade, experiência de vida,

Durante a vida, sempre encontramos alguns contratempos que deveremos saber superar para melhorar a nossa passagem pelo mundo. Muitos interpretam tais contratempos como "Azares da vida", atribuindo ao azar o facto de algo não dar certo, esquecendo de que tudo na vida discorresse conforme os nossos desejos, é mais do que óbvio que jamais teríamos problemas de saúde, ou quaisquer problemas. As coisas não são bem assim, sempre acontecem coisas, que jamais estão nas nossas previsões, e que vem atrapalhar os nossos sonhos, os nossos desejos, e que geralmente são atribuídas aos “azares da vida”.

Claro que existe o imponderável. Acidentes de qualquer espécie, que jamais poderíamos sequer imaginar pudessem acontecer, e contra os quais nada poderia ser feito. São realmente os “azares da vida”, ficando por conta do acaso, ou do destino.

Ainda assim, os dias em que pensamos “mais-valia não me ter levantado da cama” não são um privilégio exclusivo das sextas-feiras. São momentos pessoais que se manifestam em qualquer dia ou em qualquer altura. Eles surgem, não por decreto do calendário, mas sim a partir das peripécias e desencontros do quotidiano.

Procurem ajudar os outros, sabendo o quanto Deus já a ajuda. Verão o quanto isto os ajudarão a ter aumentado a vossa autoestima, fazendo com que confiem mais na vossa capacidade de lutar contra as adversidades.

Blog Freixagosa

segunda-feira, 23 de março de 2026

EPSTEIN E OS PODEROSOS E RICOS!


 

 Vemos nos noticiários e mesmo em documentário, as barbaridades desse monstro. Ainda presenciamos do julgamento de uma mulher que por muitos anos colaborou com as pancadas desse pedófilo.

Desde a ilha secreta, aos grandes políticos, artistas e pessoas de colarinho branco frequentavam, segundo documentário, o caseiro ou empregado diz-se, não saber o que acontecia na ilha, onde centenas de meninas, até milhares, sofriam com a promessa de serem modelos, sonhos da nossa época confusa e equivocada. O homem parece que está ainda vivo, ao colocarem uma pessoa a ponto de ser facilmente confundido com ele, tanto fisicamente como comportamental.

 Uma história que se repete, já em Hitler e outros personagens da história. Triste é que são milhares de arquivos, e que outros tantos se devem ter perdidos, pois o Eptein controlava tudo por câmaras.

Aqui há políticos e pessoas tão sinistras, como esse americano. Seja em Portugal, Brasil, Europa, África etc, sempre existiu esses abusos. Não se trata de direita ou esquerda, nos EUA começa-se a divulgar, mas vai além de direita e esquerda. abusadores existem de ambos os lados.

Estejamos preparados para termos novos governantes e um novo tempo.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

FESTEJE CONNOSCO A “REVOLTA DA ROSQUILHA” EM ARGSELO


 

Nos dias, 22 e 23 servem de deslumbrantes cenários para eventos que exaltam a cultura local. A feira da “Revolta da Rosquilha” em Argoselo, oferece uma oportunidade perfeita para saborear produtos sazonais e desfrutar de espetáculos culturais que aquecem a alma e o coração.

Neste artigo pomos em discussão a importância econômica e cultural da feira, no quadro de sua relação com a religião e com as necessidades de escoamento das produções. A revisão histórica procura pôr em perspetiva a evolução da feira “Revolta da Rosquilha.” Trata-se de um artigo introdutório à publicação comemorativa da feira em Argoselo.

A feira tem como principal atrativo a comercialização, porém, ao mesmo tempo, é um meio de divulgação das tradições e costumes, de cada região, servindo assim de reafirmação da identidade do povo de Argoselo. Nela, encontramos os mais diversos produtos alimentícios, bem como, acessórios, artesanatos e até atrações musicais. A feira promove conhecimentos, resgate de valores e a sensação de integração social.

As celebrações tradicionais, repletas de simbolismo e devoção, reúnem comunidades e visitantes num ambiente acolhedor e festivo.

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A FAMÍLIA E A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS!

A família é o primeiro universo do ser humano. Antes de conhecermos o mundo, conhecemos um colo; antes de aprendermos leis, aprendemos exemplos; antes de ouvirmos a sociedade, escutamos vozes que nos chamam pelo nome. É na família que se constroem os primeiros valores, que se formam os alicerces do carácter e que se aprende o significado do respeito, do cuidado e da responsabilidade.

Desde os tempos antigos, já se dizia, já se afirmava, que o ser humano é um ser social por natureza. Mas essa dimensão social começa num núcleo pequeno, íntimo, onde se aprende a conviver com diferenças, a partilhar, a ceder e a amar. A família é, portanto, a célula fundamental da sociedade. não apenas porque gera vidas, mas porque forma consciências. Exige respeito.

Quando as famílias são fortes nos seus valores; honestidade, solidariedade, dignidade; a sociedade tende a refletir essa força. Quando há diálogo dentro de casa, há maior capacidade de diálogo no espaço público. Quando se aprende respeito no ambiente familiar, torna-se mais natural respeitar leis, culturas e opiniões diversas. No entanto, a sociedade também influencia a família. As mudanças económicas, tecnológicas e culturais alteram a forma como as famílias vivem, trabalham e educam. A modernidade trouxe avanços extraordinários, mas também desafios: o ritmo acelerado da vida, a distância entre gerações, a fragilidade de certos vínculos.

 Dúvidas podem existir. Nesse contexto, preservar a essência da família torna-se um ato consciente. Uma obrigação, mais do que um modelo único, a família é um espaço de compromisso. Pode assumir diferentes formas, mas o que a define é o cuidado mútuo e a responsabilidade havida e partilhada. É ali que se aprende que liberdade não é fazer tudo o que se quer, mas agir com consciência das consequências. A sociedade que investe na proteção e valorização das famílias está, na verdade, a investir no seu próprio futuro. Porque cada cidadão foi, antes de tudo, filho, irmão e neto, alguém moldado por relações próximas que deixaram marcas profundas.

No fim, podemos dizer que a família é a primeira escola da vida, e a sociedade é o grande campo onde os ensinamentos dessa escola são postos à prova. Se quisermos uma sociedade mais justa, humana e solidária, precisamos começar pelo fortalecimento das relações familiares; com diálogo, presença e exemplo.

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segunda-feira, 9 de março de 2026

AS MULHERES, TÊM GRANDE IMPORTÂNCIA!


 

Já imaginou um mundo sem a existência de mulheres? Um mundo onde só houvesse homens? Como seria esse mundo, se é possível imaginar?

Ninguém saberia responder, já que nunca houve, na história da humanidade, um mundo assim. Ao longo da história da humanidade, as mulheres sempre foram, por nós, homens, tratadas direta ou indiretamente, explícita ou implicitamente como seres inferiores, subalternas e, principalmente, como objetos sexuais.

Seja religiosamente, politicamente, fisicamente, sexualmente, moralmente, profissionalmente etc., nascer mulher é nascer perdendo de 2, 3, 4, 7, 10 ou mais a zero. Exagero? A história mostra que não!

É só estudar a história (a menos que não confie uma vírgula em dados históricos) para comprovar esse facto. As mulheres sofreram (e ainda sofrem) 2, 3, 4 ou 5 vezes mais do que nós, homens. Óbvio que as mulheres também não são santas nem perfeitas; mas negar que elas sofreram e sofrem mais do que nós, homens, é desonestidade, ingenuidade e burrice!

Basta observar, por exemplo, o aumento recente de casos de homicídios que estão ocorrendo em Portugal. Todos os dias há notícias de mulheres agredidas, quando não mortas, por homens. Biblicamente falando, até na Bíblia há relatos de violação dos direitos humanos das mulheres. Há passagens bíblicas que são sinistras contra elas e difíceis de engolir.

Deus nunca criou a mulher para ser inferior aos homens, mas sim para ser uma auxiliar, parceira, companheira e complemento. O propósito divino é bem claro: não existe superioridade masculina no sentido de valor e dignidade maior; ambos os gêneros foram criados para a glória de Deus. Por isso, não faz o mínimo de sentido, em termos bíblicos, o machismo.

A recomendação dos apóstolos era para que os maridos amassem as suas esposas como Cristo amou a sua igreja (seu povo). Ora, se isso não é um extremo valor para as mulheres e uma extrema responsabilidade para os homens, o que mais seria?

Enfim, respondendo à pergunta do título do texto, não, é possível um mundo sem a mulher, já que Deus deixou bem claro: "Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei por ele alguém que o auxilie e corresponda.”

Portanto, um feliz Dia Internacional das Mulheres.

 

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domingo, 8 de março de 2026

VOLTAR À TERRA DAS MINHAS RAÍZES, ARGOSELO!


 

Voltar às raízes, é um processo de reconexão com a própria essência, valores fundamentais e origens, representa um ato de humildade, simplicidade e gratidão.

Voltar às raízes, não significa voltar ao passado, muitas vezes é um caminho de autoconhecimento para o futuro. Sou, com orgulho Argoseleiro. E é justamente esse orgulho, que me permite honrar também as minhas raízes, sem hierarquias, sem contradições. Uma forma de lembrar que propósito e essência estão nos detalhes quotidianos que nos moldam: as comidas, costumes e a força das histórias, que atravessam gerações. Assim, encontro um ponto de equilíbrio: quem sou, de onde vim e para onde quero seguir, sem nunca deixar de honrar os meus valores. Quem honra as raízes permanece firme, para viver o novo.

Por mais cidadãos do mundo que sejamos, temos sempre algumas raízes que nos fazem fazer sentir em casa. Não sei se, já te aconteceu sentires um cheiro, que te faz viajar para um lugar onde já foste feliz? Um barulho, que te lembra algo ou alguém, ou um sabor que te faz viajar? Eu já! Reparo que, tudo isso me relembra a construção daquilo que hoje sou e como lido com as coisas mais simples do meu dia a dia, bem como as mais complexas. Somos feitos de regressos a casa, à nossa árvore, onde recarregamos e nos nutrimos.

Somos feitos de bem-estares e conforto e de tanto, que nos alimenta o espírito. Por vezes, parecemos árvores capazes de resistir a ventos e vendavais, outras apenas um tronco frágil, prestes a tombar, mas na verdade, o que se vê não demonstra as raízes que nos sustentam. É certo, que algumas raízes nos prendem e até restringem alguma vontade de virar costas.

Entre altos e baixos, nem sempre fui grato por tudo que a vida me ofereceu, algumas vezes perguntei-me, por que mereço ter que passar por determinada dificuldade. Uma coisa é certa, não posso mudar o passado, mas posso olhar para os meus problemas de uma maneira diferente. Passar a encarar as dificuldades, como uma oportunidade de viver algo novo, e uma vida diferente. Conseguir forças, para solucionar todos os problemas, como se a cada vitória a minha fosse renovada. Não tenho medo da possibilidade de uma nova vida, sou um ser completamente adaptável, pronto para o inesperado.

Sou grato por ter muitas raízes, por entrar em lugares onde as pessoas me conhecem, frequentar encontros em que não me sinto estranho, porque significa que as minhas raízes foram dando frutos de empatia e intimidade. São essas raízes, que marcam quem sou e como quero ser, mais do que parecer.

E para ti amigo, quais são as tuas raízes?

 Bog Freixagosa

VIOLENÇA DOMÉSTICA CRIME PÚBLICO!


 

A violência contra a mulher não começa com uma bofetada.  Começa quando o amor está já fora de controle e a convivência gera medo. Em Portugal, houve avanços importantes.

A violência doméstica é considerada um crime público desde 2000. Isto quer dizer que não carece de uma apresentação de queixa por parte da vítima e qualquer pessoa pode denunciar um caso e, assim, combater este crime.

No entanto, os números continuam altos. Registos oficiais mostram 25 mortes no ano 2025, e centenas de queixas todos os anos. Há diferentes formas de agressão: o assassinato de mulheres, crimes hediondos, física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência física aparece com mais frequência, mas quase sempre vem acompanhada de abuso psicológico. E este é o mais difícil de aceitar. Ele não deixa hematomas visíveis, mas  desgasta por dentro.

A violência psicológica instala-se aos poucos. Primeiro, surgem críticas constantes. Depois, humilhações. Mais adiante, isolamento. A mulher começa a duvidar da própria percepção. O agressor alterna momentos de explosão com pedidos de desculpa e promessas de mudança. Esse movimento é descrito como um ciclo: tensão crescente, agressão e uma fase de reconciliação que parece amor, mas é apenas um intervalo antes da repetição.

Muitas vezes, o início da relação é tranquilo. As agressões aparecem após a consolidação do vínculo, às vezes durante a gravidez, quando mudanças na dinâmica do casal podem despertar sentimentos de posse e perda de controle no parceiro. A violência não surge como um evento isolado, mas como um processo contínuo.

Os impactos não se limitam ao corpo: insônia, ansiedade, dificuldade de concentração, depressão e sintomas físicos persistentes são comuns. Há relatos de mulheres, que passam a viver em constante estado de alerta, como se o perigo estivesse sempre à espreita. Algumas desenvolvem transtorno de stresse pós-traumático; outras relatam pensamentos suicidas. A dor emocional infiltra-se na rotina, no trabalho, na forma de se relacionar com os filhos e consigo mesma.

Existe também a dependência construída: financeira, emocional e social. Em muitos casos, o agressor utiliza o patrimônio, os filhos ou a própria imagem pública, para manter a mulher presa à relação. Ameaças ocultas, manipulação e desqualificação corroem a autonomia. Não raro, a vítima passa a acreditar que é demasiado, que provoca as discussões ou que não seria capaz de viver sozinha.

Um ponto delicado é o reconhecimento da violência. Algumas mulheres associam violência apenas a agressões físicas graves. Se não há marcas visíveis, entendem como “normal”. Essa noção revela o quanto certas formas de abuso foram naturalizadas culturalmente. A violência simbólica, verbal e emocional muitas vezes é tratada como parte do quotidiano conjugal.

Separação não é simples. O agressor pode mostrar-se arrependido, carinhoso e convincente. Pode dizer que vai mudar, pode colocar-se como vítima. Esse jogo confunde e fragiliza ainda mais quem já está emocionalmente abalada. Além disso, sair da relação, pode significar  abrir mão da estabilidade financeira, enfrentar julgamento social ou reorganizar toda a vida.

A violência contra a mulher termina, quando há reconhecimento do abuso, apoio da rede social e proteção efetiva. Termina, quando a mulher consegue reconstruir a sua autonomia e a sua percepção de si, como sujeita de direitos.

Não se trata de um fenômeno simples, não é apenas uma controvérsia que saiu do controle. É uma dinâmica complexa que atravessa afetos, crenças, expectativas do casamento. Enfrentá-la exige legislação, serviços de apoio e, sobretudo, mudança cultural.

A pergunta “onde começa e quando termina” não tem resposta única. Mas uma coisa é clara: começa no primeiro sinal de desrespeito que é ignorado e só termina quando a violência deixa de ser tolerada, justificada ou minimizada.

 Blog Freixagosa