segunda-feira, 27 de abril de 2026

50 ANOS 25 DE ABRIL!!!

Como todos os anos, milhares de pessoas voltaram a descer a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Pelo caminho, entre várias “Grândola, Vila Morena” e outros cânticos de Abril, aplausos e conversas cruzadas, repete-se um ritual que é simultaneamente memória e presente.  Mais de 50 anos depois da Revolução dos Cravos, vivemos tempos difíceis.

 É mais importante do que nunca celebrar a liberdade e relembrar os valores e democracia de Abril”, “A liberdade é um valor com o qual eu concordo muito. Não devemos julgar ninguém, devemos ter todos o direito de dizer o que queremos.” Estar na rua, digo. E uma forma de resistência contínua: “É uma luta constante, independentemente do governo que temos”.  “A liberdade não está garantida. Aliás, cada vez está menos”. Falo a partir de experiência própria: “Sei o que é viver a vida. “Vamos lutar pelos direitos e pela liberdade de toda a gente. Estar aqui é um dever cívico”.

Recordar também implica confrontar. “É importante lembrar de onde vem este dia, mas também reconhecer o que foi feito durante o período colonial”, Defende que é preciso “dar voz a essas pessoas” e ampliar o debate. Num contexto europeu que considera preocupante, alerta para o crescimento da extrema-direita. “Agora, mais do que nunca, é importante sair à rua, mostrar quem somos e o que queremos.”

No fim do percurso, a conclusão parece comum, ainda que raramente dita de forma direta: Abril não é um capítulo fechado. É um processo em curso, feito de presença, de memória e de confronto. E enquanto houver quem desça a Avenida da Liberdade com um cravo na mão, seja por lembrança, convicção ou inquietação, a revolução continua a fazer-se, passo a passo, no meio da multidão.

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