segunda-feira, 27 de abril de 2026

50 ANOS 25 DE ABRIL!!!

Como todos os anos, milhares de pessoas voltaram a descer a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Pelo caminho, entre várias “Grândola, Vila Morena” e outros cânticos de Abril, aplausos e conversas cruzadas, repete-se um ritual que é simultaneamente memória e presente.  Mais de 50 anos depois da Revolução dos Cravos, vivemos tempos difíceis.

 É mais importante do que nunca celebrar a liberdade e relembrar os valores e democracia de Abril”, “A liberdade é um valor com o qual eu concordo muito. Não devemos julgar ninguém, devemos ter todos o direito de dizer o que queremos.” Estar na rua, digo. E uma forma de resistência contínua: “É uma luta constante, independentemente do governo que temos”.  “A liberdade não está garantida. Aliás, cada vez está menos”. Falo a partir de experiência própria: “Sei o que é viver a vida. “Vamos lutar pelos direitos e pela liberdade de toda a gente. Estar aqui é um dever cívico”.

Recordar também implica confrontar. “É importante lembrar de onde vem este dia, mas também reconhecer o que foi feito durante o período colonial”, Defende que é preciso “dar voz a essas pessoas” e ampliar o debate. Num contexto europeu que considera preocupante, alerta para o crescimento da extrema-direita. “Agora, mais do que nunca, é importante sair à rua, mostrar quem somos e o que queremos.”

No fim do percurso, a conclusão parece comum, ainda que raramente dita de forma direta: Abril não é um capítulo fechado. É um processo em curso, feito de presença, de memória e de confronto. E enquanto houver quem desça a Avenida da Liberdade com um cravo na mão, seja por lembrança, convicção ou inquietação, a revolução continua a fazer-se, passo a passo, no meio da multidão.

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

TRAMP PRECISA DE PSICANÁLISE…



Muitos profissionais de saúde mental americanos apontaram, em análise coletiva, que Donald Trump demonstra traços de narcisismo e instabilidade emocional, sugerindo a necessidade de terapia. Relatos citam dificuldades em tolerar visões opostas e reações raivosas, embora a eficácia de psicanálise seja questionada por alguns.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, o mundo inteiro olha para esse grande país, ainda mais agora com as experiências na lua. Trump está provocar desordem absurda sem sentido com influência sim, ser bilionário, além disso já mostrou uma fenomenal maneira de liderança. Volto a dizer, (incrível de acreditar) ele pensa que é o dono do mundo, com o rapto do Maduro, ajudando a destruir o Irão, às vezes dá razão ao Vladimir Putin, tem mais, aceitou vestir-se de Jesus, discorda com Leão IV. Que mais virá por aí, ele quer ser reeleito de novo. Sabemos que os americanos gostam de originalidades, o homem poderá entrar no poder novamente, porque ele sempre arruma uma destreza. Apesar de sabermos também que lá por aquelas bandas existem grande quantidade de gênios, não parece que existe alguém para derrotá-lo. A Kamala Harris começa a despontar novamente, outros virão, quem sabe eles arrumam uma maneira e Obama entra novamente na disputa. Muita gente não aceita ele, mas vamos ver...

Em resposta a estas preocupações e críticas ao longo dos anos, Trump descreveu-se várias vezes como um "génio muito estável".

 No último ano da sua presidência, começou a vangloriar-se de ter "superado" um teste cognitivo básico concebido para detetar sinais de demência precoce, embora não tenha respondido às perguntas sobre o motivo pelo qual fez o teste. No entanto, por muito fortes que tenham sido as negações de Trump, a questão está a tornar-se cada vez mais premente à medida que ele volta a fazer campanha para a presidência.

“As falas e ações demonstram a inabilidade em tolerar visões diferentes das suas, levando a reações raivosas”, observaram os profissionais. As suas palavras e comportamentos sugerem uma incapacidade profunda em simpatizar. Indivíduos com esses traços distorcem a realidade para que ela se encaixe no seu estado psicológico, atacando factos e aqueles que os transmitem (jornalistas e cientistas).

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domingo, 19 de abril de 2026

A MENTIRA TEM “PERNAS CURTAS”



A expressão “a mentira tem perna curta”, cresci ouvindo essa verdade dos meus avôs, é um provérbio popular que significa que a mentira não vai longe, cedo ou tarde, ela é descoberta.

Há uma grande discussão sobre os níveis de dano que uma mentira poderá causar a partir dos seus resultados afirmar se ela poderia ser permitida ou mesmo ser justificável. Fala-se até em “mentira piedosa” ou aquela que pouco dano oferece às pessoas ou à sociedade e há os que defendem uma “mentirinha” quando ela pode evitar um mal maior. A realidade é que a mentira deve ser condenada em todos os níveis e graus, pois por menor que ela seja, será sempre um grande desacato mesmo a quem esteja simplesmente ouvindo.

A ideia é que, por mais convincente que pareça, no início, uma mentira não consegue sustentar-se por muito tempo porque acaba contradizendo factos, gerando inconsistências ou sendo desmascarada. A história está cheia de exemplos de escândalos e falcatruas pessoas em posição de poder, tentaram encobrir irregularidades. Muitas vezes, esses casos começam com uma narrativa oficial que parece convincente, mas com o tempo surgem contradições, provas documentais ou testemunhos que desvendam a mentira.

O curioso é que, mesmo em épocas distintas, o padrão se repete. Antigos exemplos incluem escândalos políticos e financeiros que marcaram governos e instituições, mostrando como a tentativa de ocultar a verdade acaba corroendo a confiança pública. A tecnologia acelerou a disseminação da mentira, mas também tornou mais fácil investigar evidências e expor incoerências.

Mentira bem feita, um negócio de mentira que não tem pernas curtas, mas longos e esfomeados tentáculos, os que vencem pelo poder de convencer sem ter feito ou ter credibilidade natural para tanto baseado numa história de vida erguida do nada e não de uma história de vida que fala por si só.

Enfim, isso reforça a ideia do ditado popular: a mentira pode até ganhar tempo, mas não costuma resistir ao escrutínio da sociedade, da imprensa séria ou da investigação criteriosa.

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sábado, 18 de abril de 2026

OLHEMOS PARA A FRENTE!...


O ano passado pode ter sido cheio de altos e baixos. Perdas, erros ou decisões difíceis, mas não existem para nos impedir, mas sim para nos ensinar a perseverar e valorizar o que temos.

Em vez de fugirmos das memórias, aceitemo-las como parte da sua história. Enfrentemos o seu passado, mas mantermos os olhos no futuro. O próximo ano é uma oportunidade para um novo início, um novo capítulo escrito por nós e somente nós.

Não esperemos que os outros nos façam felizes; sejamos aqueles que dá alegria e paz a nós mesmo. Isso não significa que precisemos de ser perfeitos. Indica dar permissão para crescermos, aprender a ser gentis conosco mesmo, quando as coisas não saem como planeado.

Em vez de consertarmos tudo que já estava quebrado, comecemos a construir algo novo. Não para os outros, mas para nós mesmo. Esta é a nossa vida e somos nós quem a adaptamos. Coloquemos os nossos desejos e necessidades em primeiro lugar e comprometê-la a sustentar a sua felicidade. Reserve um momento todos os dias para reconhecer tudo o que há de bom na sua vida. Podem ser pequenos momentos, um sorriso, ou uma simples sensação de paz. Ao cultivar a gratidão, começamos a perceber o quão rica é a nossa vida, mesmo em coisas aparentemente simples. A gratidão abre a porta para a paz interior e a alegria.

Este ano é nosso. somos o autor da nossa história que estamos escrevendo. Que seja cheio de amor, risos, coragem e conquistas das quais nos orgulhará. Decidamos que não viveremos mais pelas expectativas dos outros, mas pelos nossos próprios sonhos.

O próximo ano é um presente. Use-o para se tornar a melhor versão de si mesmo. Não espere pela mudança, seja a mudança. Olhe-se no espelho e diga para si mesmo: "Eu mereço felicidade, amor e sucesso." Porque é exatamente isso que é: alguém que merece o melhor.

O seu ano, os seus sonhos e o seu futuro. Comece agora. Escreva a sua história com determinação e força. Faça deste ano um ano para se orgulhar e comece a vida que realmente deseja.

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domingo, 12 de abril de 2026

HAVERÁ HUMANIDADE APÓS GUERRA NUCLIAR?


 

Especulação sobre um futuro trágico, porém plausível. Que novas relações sociais advirão, na hipótese de um conflito atômico? Lógicas capitalistas estarão abaladas e pervertidas. Sobrevirão ao caos e à selvageria ou, enfim, à solidariedade? Este artigo propõe pensarmos o impensável – como haverão de ser as nossas vidas num eventual pós-guerra nuclear. Morrer junto com ele discorre sobre o porquê de uma guerra nuclear no mundo ter-se tornado hoje bastante provável; das consequências indiretas e a longo prazo; o que vem a seguir, discorre sobre o que seria possível tentarmos fazer para lidar com essas consequências.

Diante das dificuldades e desafios tamanhos, expostos neste texto, como será a sociedade pós-guerra nuclear? Eu não sei – e ninguém sabe.

Um primeiro tipo de pessoas, frente a um pós-guerra nuclear, pode simplesmente não mais querer viver. Quem poderá julgá-las? Quem poderá avaliar a dor de se perder, de supetão e sem aviso prévio, todos os seus referenciais, construídos ao longo de toda a vida vivida?

Há, porém, um terceiro tipo de pessoas que atribui significado ao percurso histórico da humanidade, a “aventura humana sobre a Terra”. Pessoas que portam dentro de si uma conexão para com a espécie humana como um todo. Mesmo em minoria, ao menos no primeiro momento, essas pessoas poderão agir para reinventar a vida em sociedade e, na medida em que vierem a ser bem-sucedidas (se vierem), (“Quem vai chorar, quem vai sorrir? Quem vai ficar, quem vai partir?

Aos que suportaram chegar até ao final deste texto, quero dizer que lamento muito os desconfortos causados por abordar um tema tão angustiante como este.

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

O QUE CELEBRAMOS NA PÁSCOA?


 

O que, de facto, celebramos na Páscoa? A ressurreição de Jesus Cristo ou a ascensão das vendas no comércio? As vitrines repletas de coelhos e ovos de chocolate e campanhas publicitárias cada vez mais sedutoras, a essência dessa data parece, muitas vezes, mais apelo ao consumismo.

É verdade que muitos reconhecem a Páscoa como símbolo da ressurreição, fundamento da fé cristã. No entanto, poucos se detêm a compreender a profundidade histórica e espiritual que envolve essa celebração. Após a crucificação, Jesus ressuscita e reafirma a esperança na vida eterna.

 Os símbolos mais populares da data também foram resinificados. O coelho, antes associado à fertilidade e ao renascimento da vida na primavera, e o ovo, representação do início da existência, foram gradualmente apropriados pela lógica de mercado. O que antes simbolizava vida e esperança transformou-se em produto, embalagem e lucro. Os ovos e coelhos de chocolate, hoje protagonistas da data, dizem menos sobre tradição e mais sobre estratégia comercial.

 Nesse cenário, termos como Dia de Cinzas e Aleluia perdem espaço no imaginário coletivo. A reflexão sobre a brevidade da vida e a necessidade de transformação interior é substituída pela pressa, pelo consumo e pela aparência. Louvar, hoje, parece menos um ato espiritual e mais um slogan esvaziado. Talvez o maior desafio da Páscoa contemporânea seja justamente este: resgatar o seu significado em ao ruído financista. Questionar hábitos, rever prioridades e compreender que renovação não se compra, constrói-se.

Para os cristãos, a Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo, representando renovação, esperança e a vitória da vida sobre a morte. No judaísmo, a Páscoa (Pessach) celebra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito.

Em suma: A Páscoa é ambos. Pode ser vivida como um momento de profunda espiritualidade e, ao mesmo tempo, como uma celebração familiar e comercial.

Antes de desejar “Feliz Páscoa”, Todos os anos, milhões de pessoas em Todos os Mundos Celebram a Páscoa, uma das Datas mais importantes do Calendário cristão. Mais do que um feriado ou uma tradição familiar, a Páscoa representa um acontecimento central da fé cristã: a ressurreição de Jesus Cristo. Ao longo de mais de dois mil anos, esta celebração foi moldando culturas, rituais religiosos e tradições populares em diferentes sociedades.

"Feliz Páscoa! Que a união e a harmonia prevaleçam neste doce dia."

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

ENTRE O ENGANO E O PROGRESSO

A existência humana configura-se como uma complexa tapeçaria tecida por instantes indeléveis, onde cada fio representa a singularidade de uma vivência irreproduzível. Entretanto, o ressentimento do conforto oferecido pela previsibilidade, a estagnação em padrões cíclicos e repetitivos atua como um obstáculo ao pleno desenvolvimento do ser. É imperativo, portanto, que transcendamos a zona de conforto para abraçar o reconhecimento e a diversidade de perspectivas que o acontecer diário nos oferece. Sob essa ótica, cada novo amanhecer não é mera sucessão cronológica, mas sim uma oportunidade latente de esmero cognitivo e ético.

 A diferença do quotidiano assegura que nenhuma experiência seja estéril; pelo contrário, cada vivência é um convite à descoberta de nuances inéditas sobre o mundo e sobre nós mesmos. Nesse percurso, a alternância entre o êxito e o equívoco é inevitável, sendo fundamental compreender que a falibilidade não é um sinal de incapacidade, mas uma etapa intrínseca e pedagógica do processo de maturação.

Desmitificar a busca pela perfeição é o primeiro passo para uma jornada intelectualmente honesta. A excelência não reside na ausência de falhas, mas na capacidade analítica de converter o erro em repertório. Ao internalizarmos as lições extraídas das nossas imperfeições, somos capazes de calibrar as nossas condutas e decisões com uma acuidade superior.

Em última análise, tanto as circunstâncias afortunadas quanto as adversidades funcionam como catalisadores do crescimento individual. Ao interpretarmos cada evento. seja ele glorioso ou desafiador, como um ativo intelectual valioso, refinamos a nossa postura diante da vida. É essa síntese entre reflexão e ação que nos permite cultivar uma sabedoria prática, transformando a existência num exercício contínuo de aperfeiçoamento e lucidez.

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