domingo, 21 de junho de 2026

VIAGEM A ESPANHA DO PAPA LEÃO XIV

 

 A viagem apostólica do Papa Leão XIV a Espanha decorreu entre 6 e 12 de junho de 2026. Esta foi a primeira visita de um pontífice ao país em 15 anos, focando-se em temas como a imigração, a inclusão social e o combate à polarização

Na chegada, foi calorosamente recebido por crianças que agitavam bandeirinhas da Espanha. O Bispo de Roma parou para ouvi-las e recebeu diversos presentes, entre eles uma imagem da Virgem Maria.

Leão XIV pediu aos jovens para procurarem o silêncio e, assim, reconhecerem a voz de Deus.

Esta grande vigília em Madrid concluiu-se com um momento de adoração eucarística. No seu discurso, Leão XIV alertou para o risco da “rotina” e convidou os sacerdotes a praticarem o discernimento comunitário como uma oportunidade oferecida pelo caminhar em conjunto, ou seja, “a sinodalidade”, que ajuda “cada comunidade a sair do isolamento e a experimentar a alegria do Espírito Santo”, disse o Papa.

Esta grande vigília em Madrid concluiu-se com um momento de adoração eucarística.

Na homilia no final da celebração com os jovens em Barcelona, o Papa Leão XIV sublinhou a necessidade de caminharmos “juntos na fé” para ser possível “procurar a verdade que nos guia ao bem comum”.

Em Madrid e Barcelona, o Papa Leão XIV abriu caminhos de diálogo para o futuro testemunhando a beleza da humanidade.

Leão XIV tambem pediu a todos, que "acolham as vítimas de perseguição, para que possam viver em paz, com dignidade e olhar para o futuro com esperança",

“A dignidade humana não tem passaporte”

 

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

O PESO DURO DOS ANOS!!!


Enquanto homem, não existo somente como criatura individual, mas descubro-me membro de uma comunidade humana. Ela me dirige o corpo e a alma, desde o nascimento até à morte. O meu valor consiste em reconhecê-lo. Sou realmente um homem quando os meus sentimentos, pensamentos e atos têm uma única finalidade: a comunidade e o seu progresso. A minha atitude social, portanto, determinará o juízo que têm sobre mim, bom ou mau.

Há um momento na vida em que o tempo deixa de ser apenas contagem e passa a ser medida. Não de dias, nem de anos, mas de sentido. É quando as pessoas percebem, quase sem querer, que não está mais correndo atrás da vida, está a caminhar dentro dela.

Quanto mais velhos ficamos, mais entendo que o minuto é tudo o que realmente temos. Não o amanhã imaginado, nem o ontem que insiste em voltar nas lembranças, mas esse instante silencioso que se oferece agora. E ele passa, como um sopro que não se repete.

Curioso como, com o tempo, as prioridades se vão despindo. Aquilo que antes apreciava o indispensável perde o brilho, enquanto coisas simples ganham um valor quase sagrado. Um abraço demorado, uma conversa sem pressa, a presença de quem permanece. No fim, não são os bens que nos enriquecem, mas os laços que resistem ao desgaste dos dias.

Também é inevitável: os círculos diminuem, os encontros ficam mais raros. Mas há uma paz nisso. Porque os que ficam não estão por acaso — são raízes e não folhas. E com eles aprendemos que quantidade nunca foi sinônimo de verdade.

Há ainda uma espécie de liberdade que só o tempo concede. A de não reagir a tudo. A de escolher os próprios silêncios. A de entender que nem toda a batalha merece ser travada.

Se me falassem hoje de uma fonte da juventude, eu ouviria com um sorriso tranquilo. Não por descrença, mas por escolha. Há beleza demais no caminho percorrido para desejar voltar ao início. Cada marca, cada perda, cada conquista moldou quem sou — e apagar isso seria perder a mim mesmo.

E, ainda assim, há algo surpreendente: a sensação de que o melhor não ficou para trás. De que ainda há vida por viver, palavras por dizer, sentidos por descobrir. Como se, apesar de tudo, estivéssemos sempre a chegar.

Talvez seja por isso que, com o passar dos anos, a oração se alonga. Há mais a agradecer, mais a reconhecer, mais a confiar. A vida, que antes parecia infinita, agora é percebida como um presente, frágil, raro e profundamente valioso.

E assim sigo, com menos pressa e mais presença. Com menos certezas e mais gratidão. Entendo, enfim, que envelhecer não é perder, é purificar.  É deixar ir o excesso para que reste apenas o essencial.

Às vezes, tudo o que precisamos é de uma frase certa, no momento certo. O essencial, descubro a cada dia, sempre fui simples.

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