Hoje lembrei-me deste provérbio / fábula e de o ouvir contar aos
meus pais, que igualmente me contaram uma “história” ocorrida numa ocasião”, pois
era também com “uma ocasião”, que começavam todas as suas histórias
Toda e qualquer pessoa necessita
sentir-se amada/o, em algum momento precisa saber que pode receber carinho quando
precisa e que alguém a admire, dentro de uma família todos podem sentir isso,
mesmo com todos os defeitos que possam ter.
Uma família sempre concordará e
apoiará os filhos em tudo que eles fazem, desde que as coisas sejam razoáveis dentro
das regras familiares, é ela quem provoca o sentimento de conforto e segurança
dos filhos.
Cabe aos pais educar os seus filhos
para que no futuro eles possam cuidar de si mesmos e também dos seus criadores,
ensinando e passando o exemplo para eles. A educação implica no uso de
autoridade para estabelecer limites; dar ordem e proibir o indispensável que
possibilite a criança a controlar os seus impulsos: todas as crianças nascem
egoístas; ela passa a respeitar os outros através da educação e da disciplina,
mas, principalmente pelo exemplo dos pais.
Quando uma criança ainda é pequena
os pais decidem o “onde”, “quando” e “como”, dessa forma tendo grande controlo
sobre os seus filhos e por eles tomarem as decisões que consideram corretas. Os
pais apreciam esse certo controlo que possuem sobre os filhos, em muitos
momentos sentem-se felizes com essa dependência que os filhos têm. Mas quando a
criança chega à fase da adolescência e os pais não têm tanto controlo dos
filhos, eles muitas vezes sentem-se desesperados.
Quantos pais não dizem que sentem saudades da
época de quando os seus filhos eram apenas bebês? Admitir que o seu filho
cresceu equivale a reconhecer que eles estão a ficar mais velhos. Muitos pais
não se conformam que perderam o “posto” de herói insubstituível do filho, não
conseguem suportar o olhar crítico dos jovens
Há pais que começam a controlar
exageradamente a vida dos filhos, como se pudessem com isso, fazer com que eles
voltem a ser crianças: não respeitam a sua privacidade, querem participar da vida
deles de forma integral, usam para o controlo deles, os perigos que existem
nessa idade.
O problema muitas vezes não está
apenas nos pais, também estão nos filhos. Os filhos por certa ignorância não
querem ouvir os seus pais, acham que sempre estão certos, que tem experiência
de vida o suficiente para comandar o seu próprio destino. A impaciência dos
filhos com os pais é muito grande nos dias de hoje, muitas vezes fazem com que
os pais sofram agressões dos seus próprios filhos. Está claro que também
existem pais que criam os seus filhos com algum ódio e impaciência, como se
essa fosse a única coisa que os seus pais lhes ensinaram e que do mesmo modo
eles os tratarão com esses mesmos sentimentos no futuro.
Mas isso não justifica as maldades que muitos
filhos fazem com os pais, como dar respostas “mal-educadas”, injuriar, bater e
até mesmo matar. Muitas destas coisas vêm de influências externas, como colegas
que agem dessa mesma forma com os seus pais, mas também vem do interior da
própria casa, do controlo que os pais têm dos filhos. Mas também não é espancar,
maltratar que se resolvem as coisas, um pai tratar mal os seus filhos, a bater
demasiadamente e injuriando…
Sinto muito, mas não esperem que
depois eles vão tratá-los bem no futuro, pois os filhos tendem a agir da mesma
forma como foram criados. Claro que em certos momentos umas boas palmadas
ajudam, pois, as crianças têm que criar nas suas mentes, que para toda ação
existe uma consequência, mas a conversar e dialogar nesse momento, é muito mais
essencial do que qualquer outra coisa.
O maior papel dos pais é educar,
compreender e dialogar sempre com os seus filhos. E o papel dos filhos é ouvir,
respeitar e ter paciência com os seus pais, porque muitas vezes, por pior que
isso possa parecer, eles sempre estão certos.
Neste mês de agosto fim de festas, vamos todos a refletir
nestas palavras e homenagear nossos pais e avós e lembrar-nos que este costume
não existia apenas naquela terra distante, nem era apenas dos tempos de antigamente, pois, na
nossa terra, nos nossos dias também se faz e são precisamente os idosos que
mais sofrem com o abandono
Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que
recebem, uma recompensa ou um castigo.
Já agora, vale a pena
pensar nisto.
Ilídio Bartolomeu
Sem comentários:
Publicar um comentário