Isto acontece em Portugal!
Num tempo em que tantas famílias
apertam o cinto, em que pensionistas contam moedas ao fim do mês e jovens lutam
por um futuro mais estável, surgem notícias que inquietam e indignam. Segundo
foi publicado,” uns jornais diários” foram gastos milhares de euros em
cabeleireiros e maquilhadores para preparar membros do executivo para
entrevistas públicas.
A revelação levanta uma questão
simples, mas profunda: é este o uso mais sensato do dinheiro dos contribuintes?
A imagem tem, sem dúvida, o seu peso
na política moderna. Vivemos numa era dominada pela comunicação, pelas câmaras,
pelas redes sociais. Contudo, quando essa preocupação ultrapassa o razoável e
entra no campo do luxo pago com fundos públicos, a linha entre o
profissionalismo e a vaidade torna-se perigosa.
Num país que enfrenta desafios
estruturais — na saúde, na educação, na habitação — cada euro deveria ser
aplicado com rigor e consciência. O exemplo deve começar no topo. A sobriedade
não é apenas uma virtude moral; é um sinal de respeito por quem sustenta o
Estado com o seu trabalho.
A política não deve ser um palco de
aparências cuidadosamente polidas, mas um espaço de serviço, competência e
responsabilidade. A confiança dos cidadãos constrói-se com transparência e
prioridade ao essencial, não com retoques de imagem.
Num regime democrático, a
fiscalização pública é saudável. Notícias como esta não devem ser ignoradas nem
dramatizadas sem reflexão. Devem, sim, servir para recordar que governar é,
antes de mais, servir — e que a verdadeira credibilidade não se maquilha. A
maquilhagem para aqueles que a usam, serve para esconder, e não mostrar aquilo
que foram, de onde vieram!
Blog Freixagosa
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