Especulação sobre um futuro trágico, porém plausível. Que
novas relações sociais advirão, na hipótese de um conflito atômico? Lógicas capitalistas
estarão abaladas e pervertidas. Sobrevirão ao caos e à selvageria ou, enfim, à solidariedade?
Este artigo propõe pensarmos o impensável – como haverão de ser as nossas vidas
num eventual pós-guerra nuclear. Morrer junto com ele discorre sobre o porquê
de uma guerra nuclear no mundo ter-se tornado hoje bastante provável; das
consequências indiretas e a longo prazo; o que vem a seguir, discorre sobre o
que seria possível tentarmos fazer para lidar com essas consequências.
Diante das dificuldades e desafios tamanhos, expostos neste
texto, como será a sociedade pós-guerra nuclear? Eu não sei – e ninguém sabe.
Um primeiro tipo de pessoas, frente a um pós-guerra nuclear,
pode simplesmente não mais querer viver. Quem poderá julgá-las? Quem poderá avaliar
a dor de se perder, de supetão e sem aviso prévio, todos os seus referenciais,
construídos ao longo de toda a vida vivida?
Há, porém, um terceiro tipo de pessoas que atribui
significado ao percurso histórico da humanidade, a “aventura humana sobre a
Terra”. Pessoas que portam dentro de si uma conexão para com a espécie humana
como um todo. Mesmo em minoria, ao menos no primeiro momento, essas pessoas
poderão agir para reinventar a vida em sociedade e, na medida em que vierem a
ser bem-sucedidas (se vierem), (“Quem vai chorar, quem vai sorrir? Quem
vai ficar, quem vai partir?
Aos que suportaram chegar até ao final deste texto, quero
dizer que lamento muito os desconfortos causados por abordar um tema tão
angustiante como este.
Blog Freixagosa

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