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terça-feira, 28 de agosto de 2018

EM DEFESA DO PATRIMÓIO CULTURAL DE ARGOSELO!

Com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a preservação e reconhecimento do património Histórico e Cultural de Argoselo, realizou-se no dia 25 de agosto mais uma Festa da Amizade, iniciativa de há alguns anos das gentes do Bairro de Baixo.
É importante valorizar a Cultura de um Povo. Vou dar neste texto especial destaque ao Património Cultura de Argoselo, passado e presente.
Património cultural, é um instrumento inovador da maior importância, onde há três ou quatro anos pela primeira vez se reconhece que o Património Cultural é uma realidade, envolvendo tradições, cultura e costumes da Nossa Terra, através das gentes do Bairro de Baixo, que não querem esquecer da memória os Usos passados dos seus familiares.
Segundo esta gente diz: é que as diversidades culturais que lhes deixaram devem ser preservadas, respeitadas em harmonização com todos os que se revem neles. E se falarmos de um património comum argoselense como realidade a proteger, a verdade também é que estamos perante uma construção inédita em Argoselo.

O Património Cultural é um conjunto de bens, materiais e imateriais, que são considerados de interesse público e coletivo, relevantes para a perpetuação no tempo. O património faz-nos viajar pelo passado, recordando-o; constitui uma manifestação, um testemunho, uma invocação, uma convocatória do passado. Tem, portanto, a função de relembrar acontecimentos mais importantes da vida de Argoselo; daí a relação com o conceito de memória social.
Por isso, a cultura ganha uma nova importância na vida de Argoselo contemporâneo. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento o atraso, é a cultura e a exigência; numa palavra, a capacidade de não esquecer, mas sim de compreender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas em Argoselo centradas no Património Histórico, por contraponto à criação atual. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que em Agoselo praticamente não há uma simbiose de influências entre o poder local e o povo, de diversas épocas, aliando Património material e imaterial e herança.

Uma das preocupações passadas dos argoselenses, deveriam ter procedido à preservação do seu Património Cultural e memória social, com vista à construção da identidade do Povo. Compete-nos a todos nós agora salvaguardar o património coletivo, sendo também agentes ativos na construção do saber, registando as nossas tradições individuais e familiares, em prol da geração vindoura. O que fazemos no nosso presente deve ser efetivamente inscrito para mais tarde ser relembrado. Sabendo a nossa cultura, compreenderemos a importância de mantê-la viva na memória, protegê-la e valorizá-la, como forma de preservar o que somos, as nossas características, a nossa identidade. A identidade implica um sentimento de pertença a um determinado grupo étnico, cultural, religioso, de acordo com a perceção da diferença e da semelhança entre o “eu” e o “outro”, “nós” e os “outros”.
Em defesa do Património Histórico-Cultural de Argoselo, o Sr. Nuno Granjo, ofereceu uma casa antiga graciosamente ao abrigo de um protocolo com a Câmara Municipal de Vimioso, que amavelmente se dispôs ajudar a reconstrui-la, para que os associados tenham uma sede que é tão necessária e desejada. Assim estes promotores do Património-Cultural, passam a ter um espaço próprio para as reuniões dos seus corpos diretivos e para guardar o seu próprio espólio, que tem ficado ano apôs ano, arrumado num espaço cedido pelos Próprios.

Esta sede será “sobretudo um espaço de trabalho”, explicando que servirá para reuniões, pequenos eventos e palestras, ou ações de formação. Até agora os eventos têm sido organizados pelos associados no Largo do Sagrado onde há capacidade para acolher a muita gente que assiste ao espetáculo. Também como novidade, fica o facto dos defensores do património argoselense estarem a preparar para formar uma Associação para que legalmente possa fazer-se assinaturas de protocolos com a Junta de Freguesia e a Câmara de Vimioso. É claro que tudo isto precisa de um percurso!
“A ação destes associados sempre tem sido muito centrada no Bairro de Baixo, onde não falta património para estudar e defender, mas há muito trabalho para fazer em toda a freguesia, que tem um passado que é preciso estudar, conhecer e pensar em recupera-lo, que por ignorância ou por economicismo deixaram-no soterrar ”. Sei que Isto está no vosso horizonte, desenvolver uma exigência para que este vasto património que os vossos antepassados deixaram, seja possível pô-lo à vista de todos. Vocês sabem muito bem do que estou a falar. Por isso, quando Associação, mais que ninguém têm o dever de reclamar aquilo que vos dá direito. Os “Pelames são Património Cultural de um bem, material e imaterial, considerado relevante e de interesse público, podendo ser uma riqueza incalculável para a Vila de Argoselo”.
 A verdade é que estas pessoas não se cansam em relembrar as experiencias e ensinamentos dos seus Familiares, ao que estes também os querem transmitir aos seus filhos como legado. O facto de não terem tido até hoje sede, não tem sido impeditivo os associados de realizarem atividades deversicadas: exposições, fotografias, vídeos e teatro em cada ano, no dia da FESTA DA AMIZADE.

Certamente será uma referência para todos aqueles que pretendem preservar a memória desta tradição, em nome dos ideais e da identidade cultural. Agradecer é uma das coisas que acabam ficando esquecidas no decorrer do dia-a-dia. Pode ser por um simples favor ou por uma grande atitude, mas o agradecimento nunca deve ser esquecido. Assim, endereço esta mensagem de agradecimento a todos vocês mas, deixem-me dar um agradecimento especial ao meu grande amigo Nuno Granjo o convite que me endereçou em nome de todos vós; fico muito grato, como devem saber a minha mobilidade não me permitia estar presente. Esta minha mensagem pode ser uma forma simples de vos dar algum alento para “criardes em Argoselo, por exemplo, formarem a Associação Cultural do Peliqueiro ”.

A identidade de um povo está na sua cultura. Podemos entender como tudo aquilo que é construído pelo ser humano. Inclui os mitos, símbolos, ritos, todas as crenças, todo o conjunto de conhecimentos e todo o comportamento etc. Portanto, conhecer e valorizar a nossa cultura Argoselense, são autoafirmações do que somos!...
 “A alma de um povo é a sua cultura que todos devemos manter”…
Os meus parabéns e o meu muito obrigado e continuem, porque estão no bom caminho…


Ilídio Bartolomeu




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

AUTORITARISMO E ARROGANTES?


A arrogância vem do orgulho exacerbado, que é observada por meio da altivez no tratamento com as pessoas. Normalmente o olhar e o tom de voz denunciam a arrogância e prepotência daquele que se utiliza do poder para sobressair ou para fazer valer a sua vontade de baixa estima. Porque tanto a arrogância quanto a prepotência pode ter a mesma proveniência: desrespeito por todas as pessoas e por si mesmo.
Muitos de nós temos uma imagem bem real de algumas experiências passadas, de pessoas bem nossas conhecidas prepotentes e arrogantes, que podem ter deixado marcas negativas na sua autoestima e inteligência, de modo a duvidarem de si mesmas sem saberem se agiam bem ou mal perante os seus concidadãos. Esta prepotência e arrogância sabiam que lhes causavam sentimentos de menos valia, rejeição, tristeza e angústia por parte da população. Mas como as pessoas reconheciam que era muito perigoso lidar com eles, as pessoas escolhiam por ficar à defesa inconscientemente para bem delas.
Os arrogantes afastam as pessoas para quem tem baixa estima, e este distanciamento consideram-no como positivo, porque traz a ilusão de que, à distância, as pessoas nunca entenderão o que eles tanto escondem.

Por meio deste texto, será possível refletir e opinar sobre problemas que envolvem o conceito “autoritarismo” trazendo a tona questões como: “eu posso quero e mando” Será que as consciências destas novas gerações estão interessadas em prosseguirem estes ensinamentos dos autoritários absolutistas ou congénitas? Ao analisar estas questões estaremos, ao mesmo tempo, numa problemática relacionada à possibilidade ou não de continuarmos com a mesma mentalidade que existia nas gerações mais velhas, que se tem transportado para esta nova sociedade Argoseleira, que preferem continuar a comportarem-se da mesma forma:  “Que mais dá nuns dias do que noutros.”  Mas, o pior é que toda a gente concorda e fica caladinha como nada tivesse acontecido! “Lá vai mais uma, se está bom para eles, para nós Povo também está bom demais”.

 Vamos por hipótese que alguém quisesse fazer uma boa obra (Centro de Saúde) aí estariam prontinhas na ponta da língua uma chuva de cobras e lagartos de criticas antecipadas: e interrogavam-se? “Mas para que é isto se nem médicos têm para vir para cá”? É esta a mentalidade quase de todos os Argoselenses que se deixam ir pelos “autoritários” que nem refletem a péssima imagem que adoram passar da Vila de Argoselo  a quem nos quer visitar, porque  nunca sabem se este ou aquele evento se vai realizar-se nos dias habituais durante anos. É triste e muito penalizante para a imagem que fica de Argoselo e da população, ou então nem fazem a pequena ideia do que pode causar à Vila, todo o concelho vai troçar dos argoselenses. Olhem com olhos de ver para Carção e Santulhão, esses sim… promovem a imagem da sua Terra… todos remam unidos para o mesmo lado! Aqui! só se cada argoselense estivesse a 100  milhas distantes uns dos outros, aí não faltariam elogios entre eles: é boa pessoa. O cerne da questão é só porque não estão juntos.
 Deixem-se das quezílias, do autoritarismo e da arrogância de impor seja lá o que for aos outros, sejam tolerantes com todos os eventos instituídos que devem sempre ser acatados. Os responsáveis que nos representam, se é que há, se não há, devia haver, eram eles que deviam terminar com situações que nada abona para o prestígio da Vila de Argoselo, muito menos dos próprios representantes da instituição Freguesia. Mas como também não dão exemplo algum quanto ao dia da Rosquilha, um ano é numa data, o ano seguinte já é noutra e assim sucessivamente, vá-se lá saber porquê? Se forem perguntar, a resposta deve ser mais ou menos esta: o Rancho e os Bombeiros de Vimioso não estão disponíveis para o dia, tal… o mesmo é dizer; tudo depende da Câmara de Vimioso. Ora se é assim, onde está o exemplo destes senhores que podem dar aos seus eleitores pelo menos e aqueles que não os elegeram.

 Mas também estes indivíduos da mordomia não têm autoridade nenhuma apesar de serem os responsáveis pelas Festas 2018 . “Não é por daca aquela palha” que entendem neste caso mudar os dias, só porque têm um desconto em gastos nos conjuntos musicais. Se foi por isso, então durante o ano é que deveriam pensar em verificar quanto queriam gastar nas Festas, fazendo um orçamento prévio para depois não cair neste ridículo. Isto é um escândalo para Argoselo visto pelas pessoas de todo o Concelho… até se ficam a rir…
Todos sabemos que em Argoselo, tudo anda à deriva, ninguém sabe quem manda, quando já vimos vender a valeta da estrada principal nas quatro esquinas para acrescentar uma casa, já nada admira em Argoselo. Desta vez vem uns mordomos deu-lhe na telha e mudam as Festas para outros dias,  porque naturalmente que o desconto que o conjunto musical fazia dava jeito  para outras coisas mas, esqueceram-se que os descontos fazem-se na hora dos contratos e não à última hora.  Portanto Isto só pode ter uma classificação: UMA VERGONHA…

Todos sabemos que as Festas são de toda a população, sabemos também que todos devemos contribuir para elas, mas sabemos que só contribui quem quer. Por isso mesmo, os mordomos também não são obrigados a fazer as Festas. Agora quando aceitam dão a sua palavra, devem responsabilizar-se em realiza-las dentro do que ficou combinado entre todos. Sendo assim ficam sujeitos às despesas, sejam poucas ou muitas, sempre foi assim e nunca à espera que a “galinha ponha o ovo”.  Isto é, estar à esperar dos hipotéticos donativos voluntários do Povo. Cada um sabe da sua vida, Deus sabe a de todos!
O mundo celebra, todos os anos, o Dia da Tolerância, oportunidade para que cada pessoa reconheça a necessidade de vivenciá-la cotidianamente. A tolerância é um valor necessário para o equilíbrio da sociedade. Quando se desconsidera esse valor, cresce nos Argoselenses desumanidades e animosidades, os revanchismos e muitas outras ameaças às relações pessoais.

 Uma rigidez alicerçada na desconsideração de conceitos mora, na estreiteza de horizontes, na mediocridade e tem trazido impactos na dimensão relacional e tem gerado atrasos terríveis á Vila de Argoselo. Mata diálogos, tentam justificar autoritarismos, fomenta discriminações e permite que sejam erguidas as bandeiras da exclusão, da desconsideração culturais do Povo. É, assim, a base para preconceitos e abusos de poder, do “quero mando e posso” e quem perde é Argoselo!...
A evolução da tolerância, enquanto valor social, devia ser percebida a partir das reflexões pelas pessoas de Argoselo, que deveriam advertir a respeito da existência de uma quase prisão: que por muitas vezes, se enjaulam na própria opinião quando se encontram com alguém que pensa ser diferente.
Não há nada mais cativante do que tratar as pessoas da mesma maneira, educada e gentil. O que mais deve preocupar não é o grito dos “autoritários”, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons! Que preferem não dizer nada… “diz-se que água mole em pedra dura, tanto bate até que a fura” mas tenho algumas dúvidas quanto aos muitos argoselenses, furem as suas mentalidades, preferem continuar na ignorância.

Finalmente, as verdadeiras conquistas, são as únicas de que nunca nos arrependemos, aquelas que fazemos contra a ignorância.

Ilídio Bartolomeu

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ALQUEIR RAZA E ALMUDE ARGOSELO


Profundas arcas, tulhas abissais, celeiros como naus da Índia, dornas e tonéis, arcais senhora minha, tudo isto medido em côvados, varas e alqueires, em almudes, moios e canadas, cada terra com seu uso. (José Saramago in “Levantado do chão”)
Esta frase do romance de Saramago, tirada à força da realidade Alentejana, bem se aplica às nossas paragens quando era preciso transacionar bens e mercadorias no período em que a moeda corrente não circulava tão facilmente pelo elevado valor.
Poderá parecer confuso na comparação das unidades padronizadas dos nossos dias, mas o legado que vos falo é anterior à fundação do país e tem raízes, entre outros, da ocupação árabe.

Veja-se o exemplo do alqueire como medida de capacidade, existe um outro “alqueire”, este como medida de superfície e que é utilizado ao longo dos anos nas medições de terrenos agrícolas ou florestais, para inventário do património dos respectivos proprietários, quer na compra e venda de propriedades rústicas, quer ainda para cálculos de foros, adubações, sementeiras e colheitas. O alqueire, como medida de superfície é reconhecido desde os primórdios até hoje.
Alqueires, palmos e varas…pequenas e grandes! Uma confusão que só quem viveu esse tempo percebe!
Recordo a caixa que media um alqueire de centeio do meu avô, sempre junto à tulha para pagar ao barbeiro, vender ou ensacar o cereal necessário à sementeira da terra x ou y.

O valor deste alqueire (capacidade) varia entre os 10 a 12 litros. Era recorrente vender-se o grão do feijão, do milho, do trigo, do centeio, da fava etc..., e até em certas regiões o azeite, ao alqueire.
A diferença da quantidade para a mesma unidade de medida era uma espécie de inflação que perdurava mais numa região do que noutras – em função dos impostos. Nas balanças colavam-se determinadas quantidades de metais no fundo do prato dos pesos (variável ao contrário da massa) para alterar o preço das coisas ou beneficiar o comerciante menos sério.
Um alqueire de terra é duzentas varas quadradas, ou seja: 2,64 x 2,64 m x 200 = 1393,92 metros quadrados. Um “moio” de terra é sessenta alqueires.
À conversa com os mais velhos fala-se que a propriedade x leva n alqueires…
Até quando?

Texto de Luiz Rodrigues

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O TEMPO É UM BEM TÃO PRECIOSO!...

Q TEMPO

Seria  bom sinal se o leitor tivesse tempo para ler este texto até ao fim…

Já se deve ter deparado com alguma destas confirmações de que, “hoje não tenho tempo,” hoje,” “o dia devia ter mais de 24 horas,” “ou o tempo é dinheiro,” e muitas outras parecidas.
Mas, porque estamos sempre a questionar o tempo? Na grande maioria das vezes reclamemos que não temos tempo para nada, até mesmo que o dia é curto, mas qual a real importância que damos para o tempo? A final quem determina o nosso tempo?

O tempo é o bem mais precioso do ser humano, é ele que dita como serão as coisas, por isso temos que ser o "Senhor do nosso Tempo" temos de o administrar com responsabilidade, não o podemos desperdiçar com coisas inúteis e sem propósito.
Como tudo, é preciso planear o tempo para que possa ser nosso aliado, para que  possamos usar esse bem valioso de forma eficaz, não devemos deixar as coisas importantes para depois, pois o tempo não vai parar, e segundo ninguém sabe o que vai acontecer.

Há que usar o tempo a nosso favor, usar o tempo de trabalho para trabalhar e desenvolver as atividades, o tempo de descanso, para descansar e curtir o lazer, o tempo com a família para se dedicar à família. Nós é que administramos o nosso tempo e portanto temos que usá-lo de forma responsável.
Não vale apena reclamar quando se tem trabalhos para executar, faça uma lista de prioridades diariamente para que o seu tempo seja útil e produtivo, não perca tempo protestando e sim ajudando a resolver as adversidades.

Uma das frases que ouvimos muito é "tempo é dinheiro” esta frase mostra-nos que, podemos considerar o tempo neste caso, um determinante para "ganhar" ou "perder" dinheiro. Para os investidores em aplicações a longo prazo, quanto mais tempo mais rendimento, quanto menos tempo maior o risco e a possibilidade de perder dinheiro, em ambos os casos, o determinante também é como administrar o tempo. A pergunta é: quanto tempo pode esperar por este dinheiro? ou preciso do dinheiro rápido? mas a questão aqui não é investimento e sim o "tempo", este está relacionado praticamente em tudo nas nossas vidas.
Tanto na família e na vida pessoal, usem o vosso tempo para estar com quem gostam e amam, divertindo-se, pois o tempo passa e o amanhã pode não existir. Não deixem as coisas para depois porque o tempo pode ser cruel, a oportunidade passa, mas o arrependimento não. A dor o tempo cura mas a culpa no tempo perdura, portanto, trabalhem com dedicação e responsabilidade sem restrição e com vivacidade.

O tempo é nosso aliado, mas também pode ser o maior pesadelo se não o utilizarmos da melhor forma, porque "o que é , já foi ", palavras ditas, atitudes incorretas, decisões tomadas já tiveram o seu impacto, mesmo que possam ser corrigidas e devem. O tempo é o maior bem, por isso procuremos utilizá-lo com consciência e responsabilidade, para que o amanhã seja melhor do que hoje e possamos superar o ontem. Cuidemos bem dele que com certeza colheremos os melhores resultados.
Tempo é a duração das coisas criadas pelo ser humano. É a ideia de presente, passado e futuro. É ele que determina os momentos, os dias, as horas, etc.

Apesar de tantos significados de uma coisa podemos ter certeza, é a de que não devemos ter pressa pois tudo tem um prazo certo para acontecer, é tudo a seu tempo. Há um ditado que diz que a “pressa é inimiga da perfeição” e os nossos destinos já estão traçados. Não adianta querer maltratar, saber esperar é melhor saída.

Portanto vamos desfrutar o tempo que cada um tem, com paz, harmonia e um dia de cada vez!!!

Ilídio Bartolomeu

terça-feira, 7 de agosto de 2018

FESTEJOS EM HONRRA DO SENHOR DO BOMFIM EM ARGOSELO

SENHOR DO BOMFIM

Ter ideias de planeamento com pouco dinheiro não é a parte mais complicada de experimentar. O mais difícil é viabilizar os projetos e, mesmo com a escassez de recursos, continuar e sobreviver aos desafios que os mordomos das festas enfrentam em Argoselo.
Nesse cenário, o planeamento é a palavra-chave. Sem isto é dar um passo em falso e os mordomos, podem colocar as festas a perder, ainda mais se não dispõem de um colchão financeiro razoável para suportar o peso das contas.
Por isso, elaborar qualquer festa com pouco dinheiro depende de criatividade dos mordomos, em concentrarem esforços em ideias que se encaixem no orçamento da festa. Recursos escassos não são sinônimos de fracasso, mas procurar um esforço maior dos mordomos com ideias que devem tomar e seguir para minimizar a “chance de erros”. Exemplo que devem seguir é o do Manuel Ferreira  “Manulico” mordomo realizador da Festa do Senhor do Bomfim no domingo passado dia, 5 de agosto.
É importante conhecer a realidade financeira. Muitas vezes, “pouco dinheiro” quer dizer “realmente pouco”, e aí, na verdade os mordomos precisam preocupar-se antes com as suas finanças pessoais e apenas depois em fazerem as festas de arromba. “Porque contar com o ovo no cu da galinha, não é lá boa ideia,” isto é, o peditório em volta do Povo!
BOLO GIGANTE

Nesta hora, é bom lembrar o conselho das pessoas mais velhas que viveram estas amarguras quando eles fizeram as festas, que também achavam que o peditório era o suficiente para de algum modo suportar as festas com pouco dinheiro como medida de segurança e depois… no final das festas é que eram elas!  As contas a pagar não batia, a bota com a perdigota!... Isto era, o bolso deles a entrar, sabem porquê? Porque não faziam qualquer planeamento para o que queriam gastar nas festas.
É sempre bom, ter presente que os mordomos tenham algumas ideias para por em prática quanto querem de facto investir nas festas. Se não estiverem dispostos a gastar um valor elevado, e só dispostos a gastar uma certa quantia, mais vale as festas serem de uma certa forma mais simples e dignas, estão no caminho certo. Agora quando se opta pela excentricidade, gasta-se mais dinheiro que por vezes só serve para o shaw-offe… isto é, dar o passo maior que a perna!... Ao ponto de enfraquecer as festas como outrora acontecia, resoltado; ficar só pela ação religiosa.
VANESSA MARTIS

Festejos ao Senhor do Bonfim contou com muita adesão da população da Vila, e serviu para  dar as boas-vindas aos emigrantes. Animação foi uma constante na freguesia durante todo o fim-de-semana, onde os mordomos consideram que estes festejos, servem como mais uma oportunidade de unir a população. 
 É uma festa onde participam os emigrantes, e apesar de ser de cariz religioso, também tem a parte de atividades. É muito importante para a Vila, porque junta muita gente da freguesia, referiram os mordomos. A verdade é que quem assistiu, relatou que toda a freguesia viveu com intensidade as festas em honra do Senhor do Bonfim. A população vive com paixão esta festa. As pessoas aderem muito, até porque este ano os mordomos brindaram-nos com uma variedade de atividades, o que só aconteceu este ano, graças a estes mordomos, principalmente ao Sr. Manuel Ferreira que delineou toda a estrutura destes festejos. Os mordomos, que organizaram a festa, fizeram também questão de salientar o apoio dado pela população para a realização das Festividades. No sábado; atuação de fados pela fadista Vanessa Martins, pela noite dentro música variada pela aparelhagem. 

Domingo; pela manhã, Missa campal cantada e acompanhada pelo organista, seguindo-se uma procissão com o Senhor do Bonfim e Nossa Senhora das Dores, em volta de uma parte do povo, desfile de cavaleiros, apresentação de carros antigos pela estrada principal da vila e desfile de motares. No final com a distribuição de um bolo gigante águas e sumos, constituiu-se as atrações da Festa em Honra do Senhor do Bonfim, que decorreu na Vila de Argoselo.
CAVALEIROS

É o que se pode dizer, uma festa de arromba com pouco dinheiro, porque o mordomo Manuel Ferreira, para quem não conhece pelo nome, o “Manulico” teve a ideia, o plano e a organização deste evento. Sendo assim, tudo pode correr na perfeição.
Os meus sinceros parabéns a todos os mordomos, e em particular como é óbvio ao amigo “Manulico” que é por este nome mais conhecido, pela espetacularidade dos Festejos. O meu muito obrigado.

Ilídio Bartolomeu

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

FILHO ÉS, PAI SERÁS; ASSIM COMO FIZERES, ASSIM ACHARÁS.


Muitos pais já passaram ou estão a passar pela experiência de serem “esquecidos” por alguns “filhos,” que nos dias mais difíceis das suas vidas fogem. São nesses dias, que esses “filhos” desaparecem de uma maneira tão cruel, no qual estes Pais se perguntam, o porquê de tal atitude. Esses "filhos," simplesmente abalam sem dizerem nada. Isso deixa o Pai ou a Mãe triste, pois tal atitude faz com que estes se sintam rejeitados por quem acreditavam serem seus amigos. Isso é tão serio, que muitos nesse momento  encontram-se feridos, tristes, frustrados e até revoltados com os que se diziam “amigos dos seus Pais”. É tão bom, quando os nossos olhos são abertos, para entender que NADA  é em vão, mas que TUDO coopera para o bem das nossas vidas.

Todos os Pais necessitam sentir-se amados pelos seus filhos em certos momentos. Precisam saber, que podem receber carinho, quando carecem que alguém os admira, e que dentro da família todos possam sentir isso, mesmo com todos os defeitos que esses pais possam ter. No seio de uma família, qualquer membro se sentirá amado e aceita, por mais rude que a família seja, por mais terrível que seja, o seu erro (após passado o primeiro momento de aborrecimento que estes provoquem).
Os Pais sempre apoiarão os filhos, em tudo que eles fazem, desde que as coisas sejam razoáveis (dentro das regras familiares), visto serem eles que provocam o sentimento de conforto e segurança dos filhos.
Cabe aos Pais educar os seus filhos, para que no futuro eles possam cuidar de si mesmo, ensinando e passando-lhes os seus exemplos. A educação implica o uso de autoridade para estabelecer limites; dar ordem e proibir o indispensávei, que possibilite às crianças o controle dos seus impulsos: todas as crianças nascem egoístas; elas passam a respeitar as outras através da educação e da disciplina, mas, principalmente pelo exemplo dos Pais.

Quando crianças são os Pais, que decidem o “onde”, “quando” e “como”. Dessa forma tem grande controlo sobre os seus filhos, por eles tomam as decisões que consideram corretas. Os pais apreciam esse certo controlo que possuem sobre os filhos, em muitos momentos sentem-se felizes com essa dependência que seus filhos têm. Mas. quando a criança chega ao estágio de adolescência, os Pais não têm tanto controle dos filhos, eles muitas vezes sentem-se desesperados. Quantos Pais não dizem, que sentem saudade da época que os seus filhos eram apenas bebês? Admitir que o seu filho cresceu, equivale a reconhecer que ele está a ficar mais velho. Muitos Pais não se conformam que perderam o “posto” de herói insubstituível do filho, não conseguem suportar o olhar crítico dos jovens.
Há pais que começam a controlar exageradamente a vida dos filhos já adolescentes, como se pudessem com isso, fazer com que eles voltem a ser crianças: não respeitam a sua privacidade, querem participar da vida deles de forma integral, usam para o controle deles, os perigos que existem nessa idade.

O problema muitas das vezes não está apenas nos pais, também está nos filhos. Os filhos por certa ignorância, não querem ouvir os seus Pais, acham que sempre estão certos, que tem experiência de vida o suficiente para comandar o seu próprio destino. A impaciência dos filhos com os Pais é muito grande nos dias de hoje, muitas vezes fazendo com que os Pais sofram agressões dos seus próprios filhos. Está claro que existem alguns Pais que criam os seus filhos com alguma impaciência. Como acham que essa foi a única coisa que os seus Pais lhes ensinaram, eles poderão trata-los com esses mesmos sentimentos no futuro. Mas isso não justifica as maldades que muitos filhos fazem com os Pais, como dar respostas “mal-educadas”, resmungar, bater e até mesmo matar. Muitas destas coisas vêm de influências externas, como colegas, que agem dessa mesma forma com seus Pais, mas também vem do interior da própria casa, do controle que os pais têm dos filhos. Mas não é espancando, mal tratando que se resolvem as coisas. Se os Pais tratarem mal os seus filhos, batendo demasiadamente, e insultando,… Sinto muito, mas não esperem que eles vos vão tratar bem no futuro, pois os vossos filhos tendem a agir da forma como foram ensinados. Claro que em certos momentos umas boas palmadas ajudam, pois as crianças têm que criar nas suas mentes que para toda ação existe uma consequência, mas a conversa e o diálogo nesse momento é muito mais essencial do que qualquer outra coisa.

O maior papel dos pais é educar, compreender e dialogar sempre com seus filhos. E o papel dos filhos é ouvir, respeitar e ter paciência com seus pais, porque muitas vezes, por pior que isso possa parecer, eles sempre estão certos. Pai e Mãe são seres visionários com a missão de cuidar, educar e proteger os filhos, mas isso não significa que fica só por aí. Com o passar dos anos, a retribuição passa a ser natural, ou deveria, fazendo com que a velhice dos  Pais seja um lugar de paz e muito amor.

Ilídio Bartolomeu