Argozelo é uma
vila portuguesa do concelho do Vimioso, sede de freguesia com 29,55 km² de área
e 809 habitantes (2001). Densidade: 27,4 hab/km². Foi elevada a vila a 12 de
julho de 2001. Situa-se a aproximadamente 18 km de Vimioso, sede do concelho,
26 km de Bragança e 13 km do IP4 que liga Bragança à Espanha (município de
Alcanizes e província de Zamora)
Vila de
Argoselo ou Argozelo Sendo uma das maiores aldeias do distrito de Bragança com
destacada atividade econômica, Argozelo tornou-se vila em 2001. Ulgosello,
diminutivo de Ulgoso – antigo nome de Algoso, outra freguesia do concelho –, deu
origem ao nome Argoselo que ainda hoje se usa e assim é pronunciado pelas
pessoas que, segundo o uso local tradicional, seguem distinguindo o s do z,
assim como se usava em antigo português. A alteração para Argozelo é sinal de
mudança reivindicado por parte da população que quer associar à imagem da vila
uma ideia de dinamismo que caracteriza as suas gentes. Arqueologia e história
esta localidade foi povoada pelo menos desde inícios da Idade Média, a julgar
pela documentação escrita.
Os primeiros habitantes podem ter chegado, no
entanto, muito antes. Há lendas que apontam neste sentido, porque existem
vestígios que se poderão revelar pré-históricos depois de estudos arqueológicos
mais profundos. Nas ladeiras do rio Sabor, no sítio chamado Covas do Teixo, existem
dois redutos chamados pelo povo de Buraco de Fumo e Sala Assombrada. Diz-se que
aqui viveu o homem paleolítico. Além disso, foram encontrados no termo da
freguesia quatro machados do período neolítico, um fragmento de cobre e um de
bronze. Todos estes vestígios encontram-se atualmente em Bragança. A primeira
igreja paroquial foi construída por volta dos séculos XII ou XIII.
De pequenas dimensões, terá sido demolida e
substituída por outra, mais ampla, erguida num lugar central da freguesia que,
desde a Idade Média, crescera muito. [editar]Atividades econômicas A freguesia
de Argozelo é marcadamente rural. A agricultura, a olivicultura, a vinicultura
e a produção de amêndoa e cortiça compõem as principais atividades da população
que também se dedica à construção civil, à serralharia e à indústria de
transformação de madeira. O artesanato de Argoselo está bem vivo na freguesia.
Funileiros, arreeiros, curtumes, alfaiataria, latoaria, rendas e bordados vão
alimentando a tradição.
Exploração do
volfrâmio houve extração mineira até 1986, mas as minas de volfrâmio e estanho
estão atualmente descativadas. Inicialmente a céu aberto, com lavagem direita
no pequeno riacho que passava no atual Prado fazendo-se posteriormente a partir
de galerias de pequena profundidade que ainda se podem observar nalgumas
propriedades. O planalto que se inicia desde o vale do Sabor no prolongamento
do monte do São Bartolomeu e o esgotamento dos recursos à superfície, obrigou à
extração em profundidade e em exclusividade no subsolo. Uma figura marcante na
história da mina foi José Alves Velhote, já falecido em 20/08/1986, um dos
pioneiros na extração do minério e responsáveis pela sua expansão, que por
vários anos, foi a principal fonte de renda das famílias da região. Atualmente,
os terrenos da mina pertencem à Minargol, contudo esta empresa faliu e existe
agora um liquidatário Judicial cuja entidade se desconhece, e que talvez por
isso tem sido tão difícil chegar a uma decisão consertada com a autarquia a fim
de intervir neste espaço.
Gastronomia O folar da Páscoa e bolos caseiros
comporem a ementa. Não nos podemos esquecer da qualidade dos enchidos, onde se
destacam as alheiras de fabrico artesanal. O vinho sempre fez parte do
patrimônio local, contudo esta região tem perdido larga importância nesta área,
visto não se encontrar numa região demarcada. Sabe-se, contudo, que os mostos
aqui produzidos são utilizados para a feitura de vinho comercializado com
rótulos certificados de outras regiões. Resta ao visitante provar um vinho tradicional,
bebido diretamente da pipa, permitindo ao transeunte um encontro com os sabores
mais puros do paladar. Festas tradicionais: São Bartolomeu A festa de São
Bartolomeu que decorre todos os anos no dia 24 de agosto é, pela sua projeção
para além-fronteiras, a mais conhecida.
São verdadeiras enchentes de populações que se deslocam ao santuário situado nas imediações desta terra para prestar devoção ao santo, visitar um santuário de belezas paisagísticas inigualáveis, onde se podem vislumbrar uma excelsa panorâmica sobre o vale do Sabor e apreciar um saboroso piquenique à sombra de frondosas árvores em qualquer época do ano. Para quem possa ter a oportunidade de visitar Argozelo durante o Verão, não se espante ao ver um aglomerado populacional num bailarico de rua bastante animado, bem à moda do mês de agosto, ainda que caia neve.
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