A arrogância vem do orgulho
exacerbado, que é observada por meio da altivez no tratamento com as pessoas.
Normalmente o olhar e o tom de voz denunciam a arrogância e prepotência daquele
que se utiliza do poder para sobressair ou para fazer valer a sua vontade de
baixa estima. Porque tanto a arrogância quanto a prepotência pode ter a mesma proveniência:
desrespeito por todas as pessoas e por si mesmo.
Muitos de nós temos uma imagem
bem real de algumas experiências passadas, de pessoas bem nossas conhecidas
prepotentes e arrogantes, que podem ter deixado marcas negativas na sua
autoestima e inteligência, de modo a duvidarem de si mesmas sem saberem se
agiam bem ou mal perante os seus concidadãos. Esta prepotência e arrogância
sabiam que lhes causavam sentimentos de menos valia, rejeição, tristeza e angústia
por parte da população. Mas como as pessoas reconheciam que era muito perigoso
lidar com eles, as pessoas escolhiam por ficar à defesa inconscientemente para
bem delas.
Os arrogantes afastam as pessoas para
quem tem baixa estima, e este distanciamento consideram-no como positivo, porque
traz a ilusão de que, à distância, as pessoas nunca entenderão o que eles tanto
escondem.
Por meio deste texto, será
possível refletir e opinar sobre problemas que envolvem o conceito “autoritarismo”
trazendo a tona questões como: “eu posso quero e mando” Será que as consciências
destas novas gerações estão interessadas em prosseguirem estes ensinamentos dos
autoritários absolutistas ou congénitas? Ao analisar estas questões estaremos,
ao mesmo tempo, numa problemática relacionada à possibilidade ou não de
continuarmos com a mesma mentalidade que existia nas gerações mais velhas, que
se tem transportado para esta nova sociedade Argoseleira, que preferem
continuar a comportarem-se da mesma forma:
“Que mais dá nuns dias do que noutros.” Mas, o pior é que toda a gente concorda e fica
caladinha como nada tivesse acontecido! “Lá vai mais uma, se está bom para eles,
para nós Povo também está bom demais”.
Vamos por hipótese que alguém quisesse fazer
uma boa obra (Centro de Saúde) aí estariam prontinhas na ponta da língua uma
chuva de cobras e lagartos de criticas antecipadas: e interrogavam-se? “Mas
para que é isto se nem médicos têm para vir para cá”? É esta a mentalidade
quase de todos os Argoselenses que se deixam ir pelos “autoritários” que nem
refletem a péssima imagem que adoram passar da Vila de Argoselo a quem nos quer visitar, porque nunca sabem se este ou aquele evento se vai
realizar-se nos dias habituais durante anos. É triste e muito penalizante para
a imagem que fica de Argoselo e da população, ou então nem fazem a pequena
ideia do que pode causar à Vila, todo o concelho vai troçar dos argoselenses. Olhem
com olhos de ver para Carção e Santulhão, esses sim… promovem a imagem da sua
Terra… todos remam unidos para o mesmo lado! Aqui! só se cada argoselense
estivesse a 100 milhas distantes uns dos
outros, aí não faltariam elogios entre eles: é boa pessoa. O cerne da questão é
só porque não estão juntos.
Deixem-se das quezílias, do autoritarismo e da
arrogância de impor seja lá o que for aos outros, sejam tolerantes com todos os
eventos instituídos que devem sempre ser acatados. Os responsáveis que nos
representam, se é que há, se não há, devia haver, eram eles que deviam terminar
com situações que nada abona para o prestígio da Vila de Argoselo, muito menos dos
próprios representantes da instituição Freguesia. Mas como também não dão
exemplo algum quanto ao dia da Rosquilha, um ano é numa data, o ano seguinte já
é noutra e assim sucessivamente, vá-se lá saber porquê? Se forem perguntar, a
resposta deve ser mais ou menos esta: o Rancho e os Bombeiros de Vimioso não
estão disponíveis para o dia, tal… o mesmo é dizer; tudo depende da Câmara de
Vimioso. Ora se é assim, onde está o exemplo destes senhores que podem dar aos
seus eleitores pelo menos e aqueles que não os elegeram.
Mas também estes indivíduos da mordomia não
têm autoridade nenhuma apesar de serem os responsáveis pelas Festas 2018 . “Não
é por daca aquela palha” que entendem neste caso mudar os dias, só porque têm
um desconto em gastos nos conjuntos musicais. Se foi por isso, então durante o
ano é que deveriam pensar em verificar quanto queriam gastar nas Festas,
fazendo um orçamento prévio para depois não cair neste ridículo. Isto é um escândalo
para Argoselo visto pelas pessoas de todo o Concelho… até se ficam a rir…
Todos sabemos que em Argoselo,
tudo anda à deriva, ninguém sabe quem manda, quando já vimos vender a valeta da
estrada principal nas quatro esquinas para acrescentar uma casa, já nada admira
em Argoselo. Desta vez vem uns mordomos deu-lhe na telha e mudam as Festas para
outros dias, porque naturalmente que o
desconto que o conjunto musical fazia dava jeito para outras coisas mas, esqueceram-se que os
descontos fazem-se na hora dos contratos e não à última hora. Portanto Isto só pode ter uma classificação: UMA
VERGONHA…
Todos sabemos que as Festas são
de toda a população, sabemos também que todos devemos contribuir para elas, mas
sabemos que só contribui quem quer. Por isso mesmo, os mordomos também não são
obrigados a fazer as Festas. Agora quando aceitam dão a sua palavra, devem
responsabilizar-se em realiza-las dentro do que ficou combinado entre todos. Sendo
assim ficam sujeitos às despesas, sejam poucas ou muitas, sempre foi assim e
nunca à espera que a “galinha ponha o ovo”.
Isto é, estar à esperar dos hipotéticos donativos voluntários do Povo. Cada
um sabe da sua vida, Deus sabe a de todos!
O mundo celebra, todos os anos, o
Dia da Tolerância, oportunidade para que cada pessoa reconheça a necessidade de
vivenciá-la cotidianamente. A tolerância é um valor necessário para o equilíbrio
da sociedade. Quando se desconsidera esse valor, cresce nos Argoselenses desumanidades
e animosidades, os revanchismos e muitas outras ameaças às relações pessoais.
Uma rigidez alicerçada na desconsideração de conceitos mora,
na estreiteza de horizontes, na mediocridade e tem trazido impactos na dimensão
relacional e tem gerado atrasos
terríveis á Vila de Argoselo. Mata diálogos, tentam justificar autoritarismos,
fomenta discriminações e permite que sejam erguidas as bandeiras da exclusão,
da desconsideração culturais do Povo. É, assim, a base para preconceitos e
abusos de poder, do “quero mando e posso” e quem perde
é Argoselo!...
A
evolução da tolerância, enquanto valor social, devia ser percebida a partir das
reflexões pelas pessoas de Argoselo, que deveriam advertir a respeito da
existência de uma quase prisão: que por muitas vezes, se enjaulam na própria
opinião quando se encontram com alguém que pensa ser diferente.
Não há nada mais cativante do que
tratar as pessoas da mesma maneira, educada e gentil. O que mais deve preocupar
não é o grito dos “autoritários”, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o
silêncio dos bons! Que preferem não dizer nada… “diz-se que água mole em pedra
dura, tanto bate até que a fura” mas tenho algumas dúvidas quanto aos muitos
argoselenses, furem as suas mentalidades, preferem continuar na ignorância.
Finalmente, as verdadeiras
conquistas, são as únicas de que nunca nos arrependemos, aquelas que fazemos
contra a ignorância.
Ilídio
Bartolomeu

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