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Olhar para a frente e imaginar o
desconhecido é algo que provoca diversas e diferentes reações nas pessoas. Umas
olham com grandes expectativas, pois os sonhos também são grandes e os projetos
de vidas são construídos num curto espaço de tempo entre o presente e o futuro.
Outras olham amedrontadas, pois apesar de também terem projetos de vidas
construídos, não sabem ao certo o que o futuro vos reserva. Dizem que o futuro
a Deus pertence, mas temos certeza do que nos espera um dia. Apesar disso é angustiante
as incertezas e as surpresas que ele nos reserva, dá até um arrepio na barriga.
Mas é esse medo que tanto incomoda.
A vida é uma luta. É uma luta pela
sobrevivência. Neste nosso mundo arrítmico, viver é uma arte e como tal
imprimimos os personagens que farão parte da nossa obra e pode ser que em
vários momentos da vida teremos que trocar de personagem para uma nova
realidade. Viver é um jogo. Um jogo que o resultado tem e deve ser a vitória,
não há outra maneira, pois do contrário não sobreviveremos.
Durante todo o tempo em que vivemos
factos e acontecimentos sucedem no tempo fazendo com que mudanças na vida
ocorram, tanto para melhor, quanto para pior. O medo do futuro é aceitar que
não sabemos o que nos espera. Esse não saber é o terror que assombra e nos
perturba. O medo do futuro é aceitar que a nossa área de conforto está sempre a
um passo de ser destruída, já que viver é lutar. Crescer é tornar-se
independente e por assim ser, naturalmente cada qual constrói para si um
projeto para o futuro e isso muda completamente a nossa vida. Essa mudança
também é medo do futuro.
Não temos como fugir dele porque um
dia ele nos alcançará. O melhor que se tem a fazer é viver o presente como se
fosse o melhor dos futuros para que lá de longe, possamos olhar para traz e ao invés
de reviver o medo, possamos viver uma deliciosa nostalgia de ter bem vivido a
vida, com as pessoas que um dia partirão antes de nós. O medo do futuro é não
viver o presente.
É vital sempre termos algum
objetivo na vida. É nessa vontade de lutar, de viver, que existe a
verdadeira felicidade. É nessa capacidade de aceitar tudo o que de bom e
de ruim a vida nos oferece, que se pode dizer: sou feliz, principalmente,
adquirindo a certeza de que as coisas que nos acontecem, obedecem a diretrizes
de Alguém Superior, é que se consegue realmente ver o que poderá ser a
felicidade em cujo encalço estamos.
Desde de abril 2000, há 18 anos,
publico os meus textos no BLOGUE SÃO BARTOLOMEU FREIXAGOSA. É um blogue voltado
“AO MEU, AO NOSSO ARGOSELO E AO MUNDO”,
não só para amigos conhecidos e publico que nem sei quem lê. Já escrevi várias
crônicas e artigos, tenho um índice global de leituras bastante aceitáveis, até
podem não ser grande coisa, mas está ótimo para mim. Resolvi hoje, fazer um
levantamento dos assuntos que mais despertaram o interesse dos leitores a
partir dos títulos das publicações.
Continuo a acreditar que a leitura
e a escrita facilitam as relações, humanas, estimulam a autoestima desanuviam
as dores de cabeça e ainda põem as pessoas no processo do estudo e do preparo
para enfrentar os grandes desafios do trabalho e da sobrevivência que possam vir.
A leitura deve ser uma atividade de
prazer e não apenas uma obrigação pela necessidade do saber.
Aprender e espalhar conhecimento é
um processo estimulante, capaz de propiciar grande satisfação pessoal. Não
considero os meus textos como inacabados. Classifico todos num processo de
eterna incompletude. Sempre haverá lacunas a serem preenchidas pelos leitores.
Foram temas bem diferentes e não
sei exatamente o que pensar, salvo que o público é supremo para definir os seus
interesses e que nem sempre os meus textos têm significativo acolhimento por
parte de algumas pessoas que nem um bom título necessariamente impressionará e
as cativa.
A interação literária não é fácil.
Como não estou à procura de quantidade ou sucesso, fui fazendo o que podia, mas
sinto-me feliz com o que consigo, apesar das minhas habilitações literárias não
passarem da quarta classe, mas, seja como for creio que não ter desapontado os
leitores.
Ler e escrever é um exercício
fascinante que me aproxima da língua e me afasta das banalidades do mundo
contemporâneo. É a minha liberdade e a minha resistência.
Caros leitores, eu completei 18
anos por aqui. Não sou muito popular, em questão de escrita. Os meus leitores
são essencialmente os argoselenses residentes no País e os que estão espalhados
por todo o mundo. Porém, foram todos vocês que me motivaram a escrever dia após
dia. Não corri atrás de ser o primeiro a ser colocado numa possível lista
daqueles que escrevem sobre Argoselo. Estou, porém, feliz, quando apenas os leitores
se apresentam para ler e comentar os meus textos. Na verdade, escrevia para me
libertar de mim mesmo.
Meus amigos leitores próximos e
distantes, por motivos de força maior estas minhas crónicas e artigos chegaram
por agora ao fim. Obrigado a todos aqueles que os prestigiaram.
Se eu disse
algo ou fiz alguma coisa que lesasse alguém durante este percurso, do fundo do
meu coração, perdoem-me.
Errar é humano, assumir o erro é caráter.
Abraços amigos leitores. Até sempre...
Ilídio Bartolomeu

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