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quinta-feira, 4 de abril de 2019

A FEIRA DA ROSQUILHA NA VILA DE ARGOSELO


Argoselo, até aos anos 60, era a Terra das Maiores Feiras de multiculturalidades que ocorriam no Concelho de Vimioso.
Muito me honra saber que a Feira da Rosquilha veio para ficar e, já lá vão 18 anos, para preencher uma lacuna, do qual os Argoselenses desperdiçaram.
Coincidindo com a proximidade das Festas da Pascoa, a diversidade marca esta Vila de Argoselo.
Nos próximos dias, 6 e 7 de abril, realiza-se a Feira da Rosquilha onde há 18 anos com a participação de vários expositores mostram os produtos e sabores de Argoselo e concelho, nomeadamente azeite, mel, enchidos, frutícolas, cutelaria e artesanato, sendo a marca em destaque a Rosquilha. Também não falta muita animação onde faz parte do programa a música tradicional, folclore e bandas de música.
Com a realização desta feira durante dois dias, segundo a Junta de Freguesia pretende dar visibilidade e gerar oportunidades de negócios para os produtores agrícolas e artesãos locais e da região, possibilitando, desta forma o desenvolvimento do setor primário e, simultaneamente, promover os seus produtos. Este objetivo é dar vida à nossa Vila e gerar mais-valias para a comercialização dos seus produtos.
A Feira da Rosquilha da Vila de Argoselo é a maior feira de que vai ocorrer no dia, 6 e 7 de abril 2019 no concelho de Vimioso. Uma plataforma de excelência para a promoção da Identidade e desenvolvimento do território ao nível económico, cultural e turístico.
Apoia o desenvolvimento regional e as culturas locais, através de várias vertentes do nosso Património Cultural Material e Imaterial: artesanato, gastronomia, recursos naturais, atividades culturais e turísticas, entre outras, procurando evidenciar as micro, pequenas e médias empresas existentes na Vila de Argoselo,
Entidades e organismos oficiais, ligados a estes projetos visam a promoção e divulgação do Território, bem como a venda dos nossos Produtos
Ilidio Bartolomeu

domingo, 31 de março de 2019

SEMPRE HÁ UM TEMPO PARA RECOMEÇAR …


Tudo na vida tem a sua escolha. Não podemos ter tudo o que queremos, mas podemos fazer as escolhas certas nos momentos certos. E para que isso aconteça amigos argoselenses, é necessário muito ânimo.
Quem disse que escolher é fácil? Quem disse que faremos a escolha certa?
Como ter a certeza do nosso futuro que é tão incerto? O melhor lugar para as nossas respostas está no nosso coração quando estamos para tomar uma decisão que não queremos, ficamos logo aflitos.
É como permanecer uma doença por causas passadas. É como aceitar um emprego mesmo achando que não gostamos, por não haver outra opção, ou mesmo realmente sem ter a certeza do que queremos. Enfim é como querermos comer um bom naco de carne e não ter apetite.

A vida é simples, quem complica somos nós. Queremos tudo para “ontem” e, quando esse “ontem” não acontece, não compreendemos e ficamos desesperados. Nesses momentos, não adianta a fé que pensamos ter. Sempre nos esquecemos que aquilo que julgamos ser importante; planos e projetos que nos apregoam, mais tarde sempre nos bate à porta qualquer coisa que nos impeça de os concretizar.
Quando chegar o dia que tivermos coragem de deixarmos o egoísmo e entregarmos a nossa vontade de nos unirmos por causas comuns, tudo passa a dar certo e talvez as coisas comecem a acontecer…
Por vezes somos impulsivos, cabeças duras e até mesmo um pouco arrogantes, e por isso mesmo acaba-se por magoar as pessoas que gostamos, porque as ideias, sonhos e esperanças crescem em nós e depois são esmagados pelos idiotas que sempre arranjam opiniões e argumentos para justificar estupidez que baste para continuarem do mesmo modo. Embora se ache que a estupidez é quase sempre um impulso de que muitas vezes os idiotas se arrependem.

 Já a inteligência...ou se tem, ou não se tem. E não há impulso que ofereça inteligência a essas pessoas. A estupidez nunca é positiva. Pode ser uma pessoa verdadeira, sincera e até ser dura sem precisar ser estúpida, sabendo conversar procurando um diálogo sério, cordial e construtivo.
 A estupidez humana tem várias facetas, uma delas é alguém querer discutir, usando sempre os mesmos argumentos, sobre algo que não possui nenhum conhecimento. “Na cabeça destas pessoas, a estupidez é sempre dos outros; deles, jamais.”
 Sei que por vezes sou frio e não me entendam mal quando o sou, simplesmente descarrego todas as minhas frustrações por não estar mais perto da minha terra, de quem eu realmente gosto. Mas também tenho de espairecer, não posso ficar num canto a apodrecer.

Agora sou como uma criança, não consigo andar sozinho, mas apesar desta e doutras limitações, procurarei saber como as coisas andam por Argoselo.
Por favor entendam que se vocês ficarem tristes eu também ficarei, mas mesmo assim, peço-vos por tudo que vos é mais sagrado, revejam outra maneira de ver a VILA DE ARGOSELO, não a deixem acorrentada, quando o que realmente precisa é correr atrás do atraso a que a têm submetido…

Todos os argoselenses, que já não somos muitos, pela nossa querida Vila de 
Argoselo…

Ilídio Bartolomeu

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

QUANDO AS SAUDADES SUFOCAM…

É durante o dia e na escuridão do silêncio da noite que algo fica diferente em mim. É algo que se vai instalando aos poucos, tirando-me toda a minha vontade pela escrita. O meu isolamento do computador vai ficando cada vez mais distante. Na minha cabeça gira um tornado de pensamentos: as mãos tremem, a garganta fica seca e a voz enfraquecida.
Sinto aquelas pequenas gotas a formarem-se nos meus olhos, eu sei que elas querem sair, que elas querem deslizar pelo meu rosto. Tento prendê-las, tento fugir, tento de tudo, para escrever, mas sei que não consigo esquecer. As saudades apertam, Terra que me viste nascer.

Eu sei que tento ser forte, não quero sair como vencido, não quero ser dominado pela fraqueza e pela tristeza, porém, todo esse esforço não é suficiente, as saudades são mais fortes do que eu, as lágrimas são lâminas que cortam os meus olhos e um manto negro envolve-se em mim e a melancolia abraça-me. Quero libertar-me, quero gritar, mas a única coisa que consigo fazer é lembrar-me de ti e chorar.

 Quando as saudades apertam, tudo fica mais cinzento, o mundo desaba e o coração estreita. Amanhã tudo vai passar, mas o tempo é lento e a vida tem gosto em me torturar. Mas há algo que não tem faltado em mim todos os dias, de querer continuar a mandar mensagens.

As saudades mais dolorosas são aquelas que não podemos matar, aquelas que ficam a doer no peito, carrego-as todo o dia, elas tentam sair da minha mente, mas, não têm como sair quando estou sozinho, dia após dia com este aperto no coração que cada vez vai aumentando, vai crescendo e asfixiando.

Talvez um dia esqueça estes maus momentos. Talvez um dia acorde com um enorme sorriso e com uma onda de felicidade a percorrer as tuas ruas. Um dia, em que me sentirei completamente libertado desta dor em que deixarei o passado no seu devido lugar e sentir aquela vontade de viver o futuro.

Pela noite dentro fecho os olhos e viajo no passado, viajo para aqueles momentos que tanto quero e gosto, viajo para de novo começar a escrever, mergulhado no sonho em busca de calma e tentar apaziguar esta dor de saudades… a sonhar com a terra que me viu nascer e crescer, ao abrigo da terra que escolhi para viver. Por essa razão escolhi esta – Estoril, para escrever com alegria e não com lágrimas nos olhos. Não é preciso atravessar montanhas e oceanos para chegar à terra em que nasci e cresci, pois ela está dentro de mim.
 Saudades sim, muitas saudades!...

Todas as terras são lindas e espetaculares, desde que as amemos de forma intensa e incondicional.


Ilídio Bartolomeu